ESTE CONTO É UMA NARRATIVA LONGA E FICTÍCIA, UMA HISTÓRIA ESPECIAL QUE IRÁ CATIVAR SUA IMAGINAÇÃO.
Meu nome é Karina, tenho 32 anos, trabalho em um sindicato que trata de assuntos relacionados a mineradoras e participo do Conselho de Águas no estado de Minas Gerais, o qual abrange diversos setores e trata de assuntos ligados aos rios do estado. Fui indicada pela instituição, para a qual trabalho, a representar o sindicato como usuários de recursos hídricos no âmbito dos interesses das mineradoras.
No começo do ano de 2023, procurei o presidente do conselho, o Sr. Lionel, que foi muito atencioso, solicitando participar do Congresso Nacional das Águas, em Recife, em uma das vagas do Conselho.
O Sr. Lionel, me esclareceu que não tinha intenção de indicar conselheiros para esse congresso, devido a não concordar muito com a pauta, mas diante do meu pedido, que ele iria me indicar a ir no Congresso, pedindo ao seu assessor para fazer o oficio de indicação e fazer a minha inscrição, quando estivessem abertas as adesões ao Congresso.
Alguns dias depois, o Jean, o assessor administrativo do Sr. Lionel, entrou em contato comigo. Sempre que eu precisava de quaisquer informações para o meu trabalho, dentro das comissões, ele estava sempre solícito. Conversamos sobre o congresso, ele me passou as regras e o que eu deveria fazer.
Aproveitei e pedi sua ajuda, me indicando um hotel e fazendo a reserva pra mim...., foi ai que ele me contou que seria a primeira vez, desde que começou a trabalhar no Conselho das Águas, que iria em um Congresso Nacional e me passou a lista dos hotéis que ele havia feito contato, tanto para o Sr. Lionel, como o que ele escolheu para ficar hospedado, a cerca de cem metro do centro de convenções.
Quando vi as fotos do hotel que ele escolheu para ficar, achei muito bom e pedi a ele para fazer a reserva para mim também, enquanto a organização do congresso ficaria responsável pela reserva da passagem aérea.
Dois dias após o primeiro contato sobre o hotel, Jean me ligou e forneceu todas as informações necessárias para que eu confirmasse a reserva. Seguindo suas orientações, efetuei a reserva no hotel, incluindo a forma de pagamento e as guias emitidas pelo hotel para o meu pagamento.
Fiquei muito agradecida por todo o suporte que ele me ofereceu, mesmo sem ser algo da sua função. Ele deixou tudo esquematizado para mim, só aguardando o aéreo, que estava por conta da organização do congresso. Tudo resolvido.
No dia da viagem, que aconteceu em um domingo, fui de Uber para o aeroporto Internacional de Belo Horizonte, onde começaria a viagem.
Andando pelo saguão vi uma figura conhecida, ao lado de um café. Jean estava mexendo no celular, estava fazendo seu check-in, foi quando me aproximei e comecei a conversar com ele.
Ele me ajudou com o meu check-in on-line, já que eu estava com uma mala de mão e uma mochila. Ele também estava apenas com uma mochila e uma mala de 10 quilos.
Desde o momento em que nos encontramos no aeroporto, ficamos entrosados e ele se mostrou uma excelente companhia de viagem. Fora que, após começar a conversar, comecei a observar como ele é um moço bonito.
Após embarcarmos, percebi que, ao me auxiliar no check-in, ele selecionou a poltrona ao lado da sua, garantindo que viajaríamos juntos, lado a lado. O primeiro voo seria de Belo Horizonte para o Aeroporto Viracopos, em Campinas, e de lá para a cidade de Recife.
Quando o avião decolou, experimentei aquele friozinho no estômago. Segurei instintivamente na mão dele, e foi nesse momento que ele retribuiu o gesto, fazendo um carinho com a outra mão, transmitindo-me a tranquilidade necessária naquele momento, como um conforto silencioso.
Após o pouso no Aeroporto de Viracopos, em Campinas, identificamos um contratempo. Em razão de uma falha na aeronave originalmente programada para o voo de Campinas para o Recife, substituíram-na por uma de menor porte. Como solução, a companhia aérea estava oferecendo uma compensação financeira de 300 reais a cada passageiro que optasse por aguardar o próximo voo, previsto para quase o fim da tarde.
Jean e eu concordamos com a sugestão. Ele mencionou que seria vantajoso aceitar. Após recebermos os vouchers para o novo voo e o pagamento prometido por PIX, seguimos em direção à sala de embarque do aeroporto, no entanto, Jean me conduziu por um caminho, até chegarmos a um lounge, uma sala vip luxuosíssima que me deixou impressionada.
Ele me revelou que, em cada viagem, costumava verificar as ofertas das salas VIP disponíveis, para caso passasse por um local vinculado ao seu cartão de crédito, tendo a disponibilidade e em uma eventualidade, pudesse usufruir da sala VIP. Jean solicitou minha identidade, inseriu meus dados no aplicativo e logo estávamos dentro da sala VIP.
Dirigimo-nos a uma área com armários trancados, onde guardamos nossas coisas em um compartimento que acomodava a mala e a mochila. Em seguida, nos dirigimos a um espaço de onde podíamos observar todo o pátio, com os aviões em movimento, e foi lá que ele fez o pedido para o nosso almoço.
Durante a refeição, eu ponderava sobre o custo de toda aquela experiência, sem coragem de questioná-lo sobre quanto eu deveria contribuir por aquele período na sala VIP. Jean assegurou-me que, se eu desejasse algo, bastava comunicar ao atendente, que ele providenciaria. Além disso, informou que havia escolhido um prato leve, considerando que voaríamos em poucas horas.
Pedi um refrigerante enquanto ele escolheu um suco de frutas após o almoço. Ficamos conversando, nossa conversa foi super descontraída. Não me lembro o motivo, mas falávamos sobre saúde, quando ele disse que estava pesando 115 quilos e que sua meta era baixar para a casa dos 90 quilos o quanto antes. Eu disse que pesava cerca de 60 quilos. Jean riu e disse: "Nossa... levanto fácil..." eu dei um tapinha no seu ombro e continuamos a nossa conversa, incrivelmente adornada por flertes, quase perdendo a hora de ir para o saguão pegar o próximo voo. Rapidamente, pegamos nossos pertences e dirigimos-nos para a sala de embarque.
Achei estranho o fato de ele não ter efetuado nenhum pagamento por nada que consumimos naquela sala VIP. Essa curiosidade persistia em meus pensamentos enquanto caminhávamos em direção ao portão de embarque.
Ao embarcarmos, estávamos novamente lado a lado, e desta vez eu me sentia mais tranquila com sua presença. "Ainda com medo?" ele me perguntou em um tom divertido. "Claro que não, percebi que estou bem acompanhada... " respondi para ver sua reação. Parecia que eramos namorados, não parávamos de flertar um com o outro, mas nenhum de nós dava o próximo passo para que algo mais acontecesse.
Eu sabia que ele era um homem casado e, apesar do clima descontraído, ele é uma pessoa séria; como dizem, "um homem, não um menino" e Jean estava sendo um verdadeiro cavalheiro, cultivando uma amizade sincera entre nós.
O avião decolou de Campinas com destino ao Recife, compartilhei com Jean que e eu estava mais animada com as oficinas e com as palestras do Congresso, que costumavam ser tediosas, mas que eu estava muito interessada, ele disse que era o seu primeiro congresso desse tipo, embora já trabalhasse no Conselho há anos, que o sr. Lionel decidiu confiar dele participar mais desses eventos.
Após o desembarque em Recife, dirigimo-nos ao saguão do aeroporto, onde sugeri a Jean que eu pagaria pelo Uber, já que estávamos hospedados no mesmo hotel. Isso gerou um breve debate entre nós, mas, no final, ele acabou aceitando, ainda que expressasse claramente sua contrariedade.
Pensei comigo mesma: "homens, sempre tão machistas!" No entanto, percebi que sua intenção era manter uma postura cavalheiresca, que ele vinha demonstrando desde o início, o que eu estava achando muito agradável.
Chegamos ao hotel e procedemos com o check-in. O atendente, inicialmente, presumiu que éramos um casal, resultando em um constrangimento momentâneo ao nos cumprimentar com um "Boa Noite Casal". No entanto, ele foi muito gentil e nos encaminhou para nossas respectivas suítes. Embora estivéssemos no mesmo andar, cada um ficou em um lado oposto do corredor.
Naquela noite, recolhi-me cansada após todas as atividades do dia e desfrutei de um banho relaxante, mas em meus pensamentos cada detalhe dos momentos compartilhados com Jean e fiquei com a fala: "Nossa... levanto fácil..." na minha mente, imaginando como seria ele me erguendo.
No início da manhã do primeiro dia, me antecipei com a expectativa de me encontrar com Jean no café da manhã, entretanto, deparei-me apenas com sua saída apressada do hotel enquanto eu saboreava minha refeição matinal. Fui informada de que o Sr. Lionel o convocara para uma reunião urgente mais cedo. Ao longo do dia, participei entusiasticamente dos eventos programados, os quais se revelaram excepcionais. No entanto, tive escassas oportunidades de cruzar com Jean, pois o observei ocupado, indo e vindo, imerso em suas responsabilidades como assessor do presidente do conselho.
No segundo dia, finalmente nos encontramos no café da manhã, só que mais uma vez ele estava de saída para uma reunião antes do início do evento, desta vez com a equipe organizadora. Fiquei um pouco entristecida, pois queria ter mais tempo para conversar com meu amigo, mas parecia que nossos horários não estavam coincidindo.
Ao entrar no salão do evento, deparei-me com Jean indo em uma direção, seguido pela diretora geral da organização. Uma sensação estranha percorreu meu corpo, e decidi observar o desenrolar da cena. Em determinado ponto, ela o encurralou, dava para ver o constrangimento no olhar de Jean. Ele deu um passo para trás, surpreendido pela atitude dela ao abrir a blusa, revelando seus seios. Essa situação deixou-o visivelmente desconfortável.
A mulher em questão era Maria Laura, uma senhora morena de traços mestiços indígenas, cuja idade eu desconhecia, mas pela aparência deduzi que tinha cerca de 50 anos. Ela era bem cuidada, uma mulher garbosa e enxuta, com uma presença marcante.
Jean ficou visivelmente constrangido e desconfortável após o incidente inusitado com Maria Laura. Seus olhos mostravam uma mistura de surpresa e embaraço, enquanto ele tentava processar o que acabara de acontecer. Sem dizer uma palavra, ele saiu às pressas da situação, como se estivesse buscando uma fuga rápida para escapar do constrangimento. Sua expressão facial revelava um misto de choque e ansiedade, sem saber ao certo como lidar com a situação inesperada proporcionada pela diretora do evento.
Ao encontrar o Sr. Lionel, acompanhado do secretário do Conselho, Sr. Gabriel, trocamos cumprimentos. Indaguei se eles tinham informações sobre o paradeiro de Jean, pois estava à procura dele. "Estávamos discutindo sobre Jean, ele parecia pálido, e eu o liberei para retornar ao hotel..." disse o Sr. Lionel. "Eu sei o que aconteceu, mas queria falar com ele antes de qualquer coisa." disse, sem me dar conta dos riscos da situação. O Sr. Gabriel me lançou um olhar estranho e perguntou: "Algum problema?" olhei para ele com hesitação e disse: "Eu vi algo, mas não tenho certeza..."
Os olhares trocados entre o Sr. Lionel e o Sr. Gabriel confirmaram minhas suspeitas. Pedindo licença, dirigi-me à recepção do evento para verificar minha agenda. Descobri que só teria uma palestra após o almoço. Rapidamente, enviei uma mensagem para Jean: "PRECISO FALAR COM VOCÊ URGENTE!". A resposta demorou um pouco, mas finalmente chegou: "ESTOU NO HOTEL. TE VEJO NA ÁREA DA PISCINA."
Quando lá cheguei, ele estava com a mesma roupa e estava bebendo um suco de frutas. "O que aconteceu?" eu perguntei. "Nada não, eu não me senti bem..." ele disse desconversando. "Jean, eu vi. O que foi aquilo?" disse, deixando claro que ele não precisava me esconder o que aconteceu. "Viu? Viu o quê?" ele tentou desconversar. "Eu vi a Maria Laura abrindo a blusa e te mostrando os...", Jean ficou corado, na mesma hora, diante da minha declaração, e então disse: "Ela quer que eu fique com ela de qualquer forma... eu... eu... eu já sabia da fama dela, ano passado ela tentou ir para o quarto do Leandro..., ela... ela quer que eu seja 'uma trepada' para ela e..."
Senti que ele estava desabafando, então disse: "Relaxa, você não precisa disso, não precisa se justificar. Ela está te assediando." seu olhar foi carregado de desânimo, assim como o tom de sua voz ao dizer: "E não quero ...". Ele suspirou, demonstrando seu contentamento. Mudamos de assunto, o que tirou o clima ruim que estava ao nosso redor.
Quando eu ia sair para voltar para uma palestra, ele me perguntou: "Karina, posso fazer uma pergunta pessoal?" eu respondi que sim então ele começou: "Você está aberta a se envolver com alguém neste momento, ou está pensando em procurar alguém para se relacionar?" Olhei em seus olhos e rebati com outra pergunta: "Por qual motivo você está fazendo essa pergunta?" Jean então me explicou que se eu não estivesse interessada em alguém no momento, ou não estivesse buscando um relacionamento, que poderíamos fingir ser uma espécie de 'esquema' um do outro. Ele fez uma pausa reflexiva e depois disse: "Ah, esquece, você vai me achar um babaca... tentando uma tática de adolescente da quinta série..." rebati, curiosa sobre sua ideia, dizendo: "Conclua o plano!" Então ele continuou, claramente arrependido de ter iniciado sua proposta: "Karina, pensei em distrair aquela lá..." claramente referindo-se a Maria Laura. "...se eu conseguir fazê-la pensar que estou tendo 'um caso', talvez ela me deixe em paz e mude o foco para outra pessoa. Como recompensa, podemos fortalecer nossa amizade, explorar lugares incríveis juntos, e ela, com toda certeza, achará que estamos envolvidos."
Senti o meu rosto corar e um sorriso se formar. Jean então disse: "Entendi, um plano idiota!" Eu ri do seu comentário, então disse: "Eu aceito, mas com uma condição, quero que você me convide para um jantar romântico real, como forma de agradecimento pela minha colaboração 'nessa farsa'. Pode ser?" Ele me olhou nos olhos e me perguntou, com um sorriso divertido no olhar, se o jantar romântico seria parte da 'farsa' ou se eu desejava um jantar verdadeiramente romântico. Sorri e respondi: "Jean, acho que podemos considerar o jantar como uma parte autêntica da 'nossa farsa' consentida. Afinal, quem disse que 'a nossa farsa' não pode ter um toque de romantismo real?" Jean fez que sim com a cabeça e disse: "A noite combinamos o jantar, mas não poderá ser na sexta, afinal tem o coquetel de encerramento do congresso." Concordei, me despedi dele com um beijo em seu rosto e retornei ao centro de convenções.
Ao reassumir meu lugar na palestra, busquei focar nas informações da apresentação, mas uma parte de mim ainda flutua na possibilidade do encontro proposto. A dualidade entre o ambiente profissional e a promessa de um jantar romântico teve um intrincado enlace entre o concreto e o imaginário em meus pensamentos. No final das atividades, encontrei Maria Laura, que veio até mim, me cumprimentando. Olhei para ela e disse: "Oi Laura, tudo bem!?" Ela me em sua pose de diretora impenetrável. "Tudo bem Karina, e com você?" Resolvi apimentar 'a farsa proposta por Jean' e perguntei a Maria Laura: "Você viu o Jean por aí? É que tínhamos combinado de voltar para o hotel e de jantarmos juntos, no hotel ou em algum restaurante. Só que ele sumiu..."
Ao perceber a presença do Sr. Gabriel, notei que ele havia escutado minha conversa com Maria Laura sobre procurar Jean. Ao captar o sorriso divertido de Gabriel, um dos superiores de Jean, enquanto observava a situação com Maria Laura, uma sensação de desconforto se instalou em mim. Maria Laura se despediu, afastando-se, e foi nesse momento que Gabriel, com um olhar cúmplice, revelou ter testemunhado também o episódio. Ele confirmou ter presenciado o assédio de Maria Laura a Jean e até mesmo o constrangedor momento em que ela mostrou os seios para ele. Essa revelação deixou-me completamente sem graça, criando uma atmosfera desconfortável e um misto de surpresa e preocupação sobre as possíveis repercussões desse incidente no ambiente de trabalho. Diante desse cenário desconfortável, Gabriel olhou-me com um leve ar de questionamento. Fiquei tensa, imaginando se ele teria deduzido que Jean e eu estávamos envolvidos romanticamente. Contudo, ao invés de confrontar ou expressar suspeitas, ele apenas sorriu de maneira enigmática. O gesto deixou-me intrigada, sem compreender completamente suas intenções. Com um breve aceno de despedida, ele se afastou, deixando-me com uma sensação de incerteza sobre o que realmente passava em sua mente.
Os dias transcorreram, e à medida que eu seguia participando das palestras, Jean tornou-se minha companhia constante em todas as atividades.
No quarto dia, o cancelamento inesperado de uma visita técnica abriu uma janela de oportunidade para Jean e eu aproveitarmos um dia diferente. Optamos por um passeio cheio de adrenalina, que incluía um salto de bungee jump. Apesar de meu medo palpável, ao chegarmos à plataforma de salto, Jean se posicionou de costas para o pulo, abrindo espaço para o que seria nosso primeiro contato físico intenso. Envolvi sua cintura com as pernas e seus ombros com os braços, admitindo com nervosismo: "Maldita hora que decidi vir nesse passeio." Jean, com seu característico ar de confiança, respondeu: "Você vai se lembrar disso pelo resto da sua vida, se sair daqui viva..." Dei um tapinha em seu ombro em resposta. O instrutor nos indicou que estava tudo pronto, e Jean propôs: "Vou contar de três até um e vou saltar, certo?" Respirei fundo, e ele começou a contagem regressiva: "Três..." saltando em seguida. No momento do salto, eu não pude deixar de xingar. "Filho da puta, você não fez a contagem direito!" Enquanto o pêndulo se estabilizava, meu coração batia acelerado, mas eu estava segura nos braços de um homem maravilhoso, que me amparava, me proporcionando uma sensação reconfortante após a descarga de adrenalina.
Enquanto aguardávamos o retorno ao ponto de partida, senti meu coração ainda disparado pela experiência, mas algo mais pulsava dentro de mim além da adrenalina. Eu podia sentir a respiração de Jean, calma e controlada, contrastando com a excitação que ainda reverberava em mim. Seus olhos transmitiam uma intensidade magnética, refletindo a luz do sol que dançava sobre as águas abaixo de nós. Em sua expressão serena, percebi um traço de fascínio ao me olhar, como se estivesse descobrindo algo novo e intrigante em mim a cada momento. Era como se o vínculo criado por aquela experiência compartilhada estivesse despertando nele um interesse genuíno e profundo, algo que eu não podia ignorar. A cada batida do meu coração, eu sentia uma conexão crescente entre nós, alimentada pelo magnetismo de nossos olhares e pela pulsante energia que unia nossos corpos naquele momento de pura emoção.
Durante o trajeto de volta para o hotel, aproveitei a desculpa da suposta fraqueza causada pela adrenalina, afirmando que a queda tinha me deixado 'mole'. Com habilidade, posicionei minha cabeça confortavelmente em seu ombro, aproveitando não apenas o suporte físico, mas também a proximidade de Jean. Seu toque suave em meus cabelos transmitia conforto e cuidado, enquanto eu sentia seu cheiro aconchegante, uma mistura de sua própria essência com o leve perfume que ele usava. O movimento do carro embalava nossos corpos, e eu me permitia relaxar naquele momento, desfrutando não apenas da emoção recente do pêndulo, mas também da crescente intimidade que parecia se desenvolver entre nós. Cada gesto de Jean, mesmo os mais sutis, ecoava o cuidado e a atenção que ele dedicava a mim, e eu me via mergulhando ainda mais nas sensações que envolviam esse dia cheio de aventuras.
Nossos encontros tornaram-se uma rotina e a quinta-feira chegou, finalmente o dia aguardado, o momento do jantar romântico, cumprindo a condição que ele havia prometido atender. Jean sugeriu que jantássemos no restaurante Chica Pitanga. Sua escolha não foi apenas baseada nas ótimas críticas gastronômicas, mas também porque, segundo ele, o ambiente acolhedor e a decoração charmosa do local proporcionariam o cenário ideal para uma noite especial. Aceitei a sugestão animadamente, ansiosa para desfrutar de um momento agradável e romântico com Jean.
O jantar foi simplesmente divino. O ambiente aconchegante e acolhedor criou o cenário perfeito para uma noite especial, enquanto o serviço impecável nos fez sentir especiais. Iniciamos nossa refeição com uma seleção de pratos com frutos do mar, seguindo a recomendação da avaliação que li anteriormente. Para começar, escolhemos uma porção generosa de camarões grelhados, frescos e suculentos, acompanhados por uma seleção de molhos especiais que realçavam ainda mais o sabor. Em seguida, experimentamos o delicioso risoto de frutos do mar, preparado com ingredientes frescos e de alta qualidade. Cada garfada era uma explosão de sabores que nos transportava para o litoral em uma viagem gastronômica inesquecível. Para acompanhar nossa refeição, escolhemos um vinho branco refrescante, perfeito para realçar os sabores dos frutos do mar e complementar a experiência gastronômica. A combinação do vinho com os pratos escolhidos foi simplesmente perfeita, proporcionando um equilíbrio harmonioso de aromas e sabores que nos deixou extasiados. Foi uma noite inesquecível, repleta de risadas, conversas animadas e, é claro, uma gastronomia espetacular.
Após um jantar incrível e cheio de sabor, Jean e eu decidimos retornar ao hotel para aproveitar o restante da noite. O caminho de volta foi tranquilo, permeado por risadas e conversas animadas, reforçando ainda mais a conexão que estávamos construindo. Ao chegarmos ao hotel, a sensação de satisfação e contentamento nos envolvia. Era evidente que a escolha pelo restaurante Chica Pitanga foi acertada, proporcionando-nos uma experiência gastronômica inigualável.
Enquanto subíamos de elevador, sentia a mão dele pousada no meio das minhas costas, um toque pessoal e elegante. Comecei a imaginar o desenrolar disso tudo na porta da minha suíte. Ao chegarmos a porta da minha suíte, imaginava, Jean ficou em pé à minha frente, criando um breve suspense antes de começar a mencionar as opções que tinha."Então, Karina," ele começou, com um sorriso intrigante, "temos três opções agora. A primeira: beijo sua testa e digo adeus, Karina." Sua voz era suave, mas a expressão no rosto revelava um traço de desafio. "A segunda: eu poderia te beijar na testa, e você, espertamente, perceberia, erguendo a cabeça para que eu 'erre' e acabe te beijando na boca." seu olhar possuía uma pitada de provocação. "Ou a terceira, podemos pular todas essas opções e eu simplesmente te beijo, se você disser que quer continuar ...."
Antes que eu pudesse responder aos meus próprios pensamentos, o som suave do elevador anunciou a chegada ao nosso andar. Saímos juntos, e Jean gentilmente me acompanhou até a porta da minha suíte. Seus lábios tocaram de leve meu rosto em um beijo carinhoso, e suas palavras suaves ecoaram em meus ouvidos: "Até amanhã, Karina..." Senti um calor inexplicável se espalhar por mim, uma mistura de antecipação e desejo, e enquanto observava Jean se afastar, eu não pude deixar de sorrir, ansiosa pelo que o próximo dia nos reservava. Agradeci a Jean pela maravilhosa companhia e por compartilhar comigo momentos tão especiais.
No dia seguinte, começamos o dia com um café da manhã delicioso, repleto de risadas e conversas animadas. Pela primeira vez, Jean e eu compartilhávamos um café da manhã regado de felicidade genuína, aproveitando a conexão que estava se fortalecendo a cada instante. Após o café, decidimos aproveitar o último dia do congresso de maneira mais descontraída. Participamos de uma última palestra pela manhã e, ao seu término, optamos por fazer um passeio. Escolhemos explorar uma das belas praias de Recife, entregando-nos à brisa do mar e à vista encantadora.
A praia de Boa Viagem nos recebeu com suas areias douradas e o som relaxante das ondas quebrando na costa. Jean e eu caminhamos à beira-mar, aproveitando a tranquilidade do ambiente para conversar sobre diversos assuntos, fortalecendo ainda mais nossa conexão.
Passamos algum tempo aproveitando a piscina do hotel juntos, e foi apenas nesse momento que comecei a olhar Jean de uma forma mais carnal. Ao observar seu físico e atributos, que até então tinham passado despercebidos por mim, percebi que ele era ainda mais bonito do que eu imaginava.
Após um dia memorável, regressamos aos nossos quartos e, às 20h, estávamos presentes no coquetel. Eu vestia um elegante vestido azul, enquanto Jean exibia sua impecabilidade em um terno azul-marinho, uma coincidência, pois não havíamos combinado nada.
Enquanto trocávamos ideias e os cartões de visita multiplicavam-se, uma surpresa adicional permeava o ambiente festivo. A atmosfera festiva que tomava conta do evento, com todos dançando ao som de música animada, regados a cerveja e vinho.
Em determinado momento, um sujeito insistiu em me convidar para dançar, e eu recusei, mas mesmo assim, o sujeito praticamente me arrastou à pista de dança. Jean, agindo prontamente, o empurrou e confrontou o sujeito, reforçando que eu havia dito “não”. A situação escalou quando o sujeito tentou agredir Jean, resultando em um rápido confronto que culminou com o sujeito estendido no chão e Jean de pé. Não vi direito, mas me pareceu um golpe de jiu-jitsu.
Vários seguranças apareceram, alguns contendo Jean e outros o sujeito. Enquanto tentavam separar os dois, fui atrás dos seguranças que afastavam Jean e expliquei: "Ele estava me defendendo do outro cara. Aquele lá tentou me agarrar, mas este me defendeu." Eles pararam, ouviram minha explicação, e assim, os três fomos levados para a sala da segurança. Após repetir minha explicação várias vezes, finalmente fomos liberados, mas o clima no coquetel estava comprometido. Jean procurou o Sr. Lionel, que já estava ciente do ocorrido. Lionel, falando baixinho para nós, afirmou que Jean estava certo, mas alertou que Maria Laura poderia falar mal dele devido ao incidente.
Saímos juntos de mãos dadas, decidindo encerrar a noite voltando para o hotel. No entanto, ao sair do coquetel, Jean não percebeu, mas Maria Laura nos lançava um olhar furioso. Encarei-a de tal forma que a deixou sem graça. Em um momento de silêncio, apenas mexendo os lábios, declarei que sabia que ela havia assediado Jean, e imediatamente seu olhar mudou de fúria para pânico. Saímos de lá e fomos para o hotel.
Percebi que meus sentimentos por Jean estavam evoluindo; não apenas gostava dele, mas agora o desejava de uma maneira que me fazia lembrar da paixão adolescente. Ele ainda estava visivelmente nervoso, e eu tentava acalmá-lo enquanto compartilhávamos o banco de trás do Uber.
Ao chegarmos no hotel, pedimos dois sanduíches e uma jarra de um litro de suco de frutas. Enquanto aguardávamos o lanche, discutimos sobre onde faríamos a refeição. Optamos pela suíte dele e, em seguida, nos dirigimos para lá para desfrutar da refeição juntos.
Ao entrar na suíte em que ele estava hospedado, percebi que Jean era um cara muito organizado; sua mala estava arrumada e poucas coisas estavam fora do lugar. Curiosamente, a disposição dos móveis espelhava a suíte em que eu estava, exatamente igual, mas em uma posição invertida da suíte em que eu estava, o que me fez pensar que ele era, talvez, meu oposto, algo que eu estava precisando. Ele ligou o ar-condicionado e as luzes da suíte e, carregando nossa comida, fomos para a varanda, de frente para a praia, onde podíamos ouvir o barulho do trânsito e sentir o mar ao fundo. Sentamos para comer e ficamos conversando até que notei em seu rosto uma marca, provavelmente de um golpe que o sujeito havia desferido nele.
Aproximei-me, acariciei a pele onde estava o hematoma e, após sua reação, aproximei-me mais dele e o beijei. Seu beijo era gostoso, e por um momento, esqueci quem ele era e que o nosso 'esquema' era apenas 'uma farsa'. Sob a suave iluminação da varanda, Jean e eu nos entregamos ao calor do momento, trocando beijos apaixonados enquanto o som constante do tráfego ecoava ao nosso redor. A brisa marinha envolvia-nos, mesclando-se com a energia elétrica da cidade. Sobre a mesa, as embalagens vazias do nosso lanche testemunhavam o delicioso momento compartilhado. A jarra de suco, agora quase vazia, servia como testemunha silenciosa da conexão que se intensificava entre nós. A vista deslumbrante do oceano, iluminada pelo reflexo da Lua, proporcionava um cenário romântico para nosso encontro. Jean segurou delicadamente meu rosto entre suas mãos, seus lábios encontrando os meus com uma intensidade que refletia o desejo mútuo. A atmosfera vibrante do momento era acentuada pela música distante da cidade noturna e a sensação do salgado aroma do mar.
Cada toque, cada beijo, tornava-se uma troca de emoções ardentes e promessas silenciosas. O mundo lá fora desapareceu, restando apenas nós dois, imersos no êxtase de uma paixão que parecia transcender o tempo e o espaço. Na pausa dos nossos beijos, mordiscando levemente o lóbulo de sua orelha, confessei suavemente a intensidade do meu desejo. "Quero que o nosso 'esquema' deixe de ser 'uma farsa' para ser real!" Nesse momento, Jean, com gentileza, me conduziu a ficar sentada frente a frente com ele, compartilhando uma parte de sua história, revelando que era casado há dez anos, que durante o namoro com sua esposa, ele até se encontrou algumas mulheres, chegando até mesmo a 'ficar" com algumas delas, mas jamais havia ultrapassado esse limite da 'ficada'. Jean revelou que nos últimos dez anos, suas relações haviam sido exclusivamente com sua esposa. Essa confissão encheu meu coração de um calor especial e, estranhamente, aumentou o meu desejo por ele. Ele admitiu que, pela primeira vez em uma década, estava sentindo um desejo diferente, um anseio que ultrapassava os limites do habitual. Com um sorriso sereno, respondi: "Então, esta noite, eu serei a sua mulher." A expressão nos olhos de Jean capturou a emoção do momento, enquanto nos entregávamos a uma conexão única, guiada por uma intimidade compartilhada e respeitosa.
Me levantei e me dirigi ao interior do quarto, enquanto Jean recolhia todo o lixo na sacola do nosso lanche, organizando-o cuidadosamente sobre a lixeira do banheiro. Ele fechou a porta de vidro da varanda e a cortina, selando nossa privacidade. Minha pulsação acelerava, sentia-me dividida entre o certo e o errado, mas, acima de tudo, estava profundamente apaixonada por aquele homem. A incerteza do momento contrastava com a intensidade dos sentimentos que floresciam entre nós.
Tirei o meu vestido, o colocando sobre uma poltrona, ainda de calcinha e sutiã, desliguei a luz principal, deixando apenas as luminárias de leitura acesas, criando um ambiente de penumbra. Jean tirou sua roupa, ficando absolutamente nu. Pude contemplar sua ereção que me fez desejá-lo mais ainda. Fui até ele e disse: "Queria que você terminasse de me despir." Aos beijos ele ergueu meu corpo e me conduziu até a cama, tirou meu sutiã e abocanhou meus seios, um lado, depois o outro, até que eu sentisse o meladinho de tesão escorrer por entre minhas pernas. Nesse momento lembrei de seu comentário no aeroporto em Campinas: "Nossa... levanto fácil..." sorri ao ter essa lembrança.
Jean pousou meu corpo no meio da imensa cama king size, ele abriu as minhas pernas e começou a chupar o meu grelo, e a forma como ele me chupava me dava tanto tesão que eu sentia que iria gozar rapidamente.
Repentinamente ele se ergueu, percebi que ele parou. Olhei em seus olhos e perguntei: "O que foi!?" ele então me respondeu: "Só agora que me dei conta que... que... que estou sem camisinha..." Umidifiquei meus lábios com a língua e procurei sua ereção com a minha mão esquerda e com a direita o conduzi a continuar vindo sobre mim. Seu pau estava duro feito pedra eu queria mais, muito mais. Eu mesma o encaixei em minha grutinha sedenta, que pedia por sexo. Ele empurrou o pau lá para dentro e gemeu, ele gemeu e isso me deu um tesão da porra. "Ai caralho!" eu disse quando senti seu pau lá no fundo. Suas estocadas eram fortes e eu conseguia sentir seu saco batendo na minha bunda enquanto seu pau grosso arrombava minha boceta sedenta. Durante as estocadas ele me perguntou: "Quer que eu tire ou que eu goze dentro?" envolta em prazer, respondi: "Me encha de leitinho, quero que goze dentro. Não se preocupe! Eu tomo pílula." Não demorou e ele começou a acelerar as estocadas e senti seu pau inchar, o prazer dele veio sobre mim e senti o seu gozo encher minha boceta com seu néctar deliciosamente quente e prazeroso. "Ai amor... Ai amor, que delícia!" ele falava gemendo, enquanto me preenchia com seu leitinho quente.
Estava gostoso, mas eu não havia chegado ao orgasmo. Olhei para ele, que me encarava com uma cara de safado. Com a voz rouca e ainda trêmulo por ter gozado, ele disse: "Amor, você é muito gostosa!" Senti seu pau sair da minha boceta e ele se acomodar ao meu lado. Eu estava sentindo muito prazer, com meu âmago aquecido pelo gozo dele. Jean comentou: "Amor, você sabe 'fazer amor' gostoso. Estou com medo de me apaixonar por você e você não me querer amanhã..." Me virei subindo sobre ele, sobre seu corpo quente e disse: "Não acabei. Estou insaciável..." Percebi que ele adorou saber isso. Então estendi a minha mão, procurando o seu pau e inseri ele inteirinho dentro da minha boceta, mesmo ele ainda não estando em uma ereção perfeita, mas estando dentro de mim, o empurrei para dentro e busquei a sua boca, carregada de desejo.
"Minha nossa..." ele disse gemendo, enquanto eu rebolava sobre o pau dele. Eu estava empurrando aquela ereção gostosa para dentro de mim, buscando ter um orgasmo, enquanto ele me segurava, grunhindo de prazer e apertando minhas coxas, para que eu não acelerasse o ritmo das estocadas.
"Meu Amor..." ouvir ele me chamar assim, com a voz rouca e envolta no desejo que ele estava sentindo, era muito gostoso e estava me estimulando. Eu que estava subindo e descendo por sua ereção, bem devagarinho. Jean me parou, me deixando erguida o suficiente para começar a meter, socando o pau na minha boceta, mesmo eu estando por cima. Eu gemia alto, gostoso e ele grunhia como que esforçando para meter, foi quando eu senti que ele reduziu a velocidade, eu me apoiei na cabeceira da cama e comecei a cavalgada e agora era eu quem ditava o ritmo; suas mãos encontraram meus seios e os massageavam, enquanto eu pulava sobre sua ereção. Comecei a sentia as ondas de eletricidade vindo sobre mim, mas ao invés de segurar, acelerei rebolando, subindo e descendo, socando aquele pau gostoso dentro da minha bocetinha carente... foi quando senti a explosão de sensações que vinham do meu âmago, partindo do meu clitóris e se espalhando por todo o meu corpo. Soltei um grito de prazer enquanto ele assumia a velocidade das estocadas, me mantendo estimulada enquanto gozava. "Caralho... caralho... caralho..." gozei gostoso, segurando na cabeceira da cama, enquanto Jean metia em mim, mesmo estando embaixo, ele me mantinha em uma altura que conseguia meter e me fazer sentir o prazer.
Quando ele desacelerou, me ajudando a me deitar ao lado; sua boca veio de encontro a minha e ele disse: "Meu Amor!" Olhei em seus olhos, em meio a penumbra das luminárias de leitura viradas para cima, ouvindo ele dizer: "Preciso confessar uma coisa. Quando a gente começou, achei que seria apenas uma transa... mas, por algum motivo que não consigo explicar, sinto que não estamos transando..." Me senti confusa com suas palavras, se não estávamos transando, estávamos fazendo o que? Foi quando ele concluiu, dizendo: "...você não é o tipo de mulher com quem um homem transa. Você é o tipo de mulher, com quem, um homem como eu, só consegue 'fazer amor'. Mesmo se eu me entregar com intensidade, compartilhando momentos apaixonados, com você não será uma simples transa... será um 'amor delicioso'...". Ao ouvir as palavras de Jean, meu coração se encheu de emoção e me senti profundamente tocada. Seu tom gentil e amoroso fez com que eu me sentisse especial, valorizada e amada. Uma onda de calor percorreu meu corpo e um sorriso espontâneo se formou em meus lábios. Era como se todas as minhas inseguranças desaparecessem, substituídas pela certeza de que estava vivendo um momento verdadeiro e significativo.
O silêncio entre nós era confortável, como se as palavras não fossem necessárias para expressar o que estávamos vivenciando. Decidimos aproveitar o momento para nos abraçar, compartilhando carícias suaves que simbolizavam mais do que as palavras poderiam transmitir. O desejo genuíno de nos conectar além do físico estava presente, e isso criou uma conexão especial entre nós. Em um gesto de carinho, Jean se levantou da cama e foi até o frigobar do hotel e pegou uma garrafa de água mineral e me deu, cuidando do meu bem-estar. Esse ato simples, mas cheio de significado, reforçou a ternura que existia entre nós. Sentados na beirada da cama, compartilhamos um diálogo sereno sobre nossos sentimentos. Era evidente que estávamos nos apaixonando, navegando em águas desconhecidas, mas profundamente emocionantes. A noite se desdobrava diante de nós, repleta de promessas e descobertas, enquanto nos entregávamos ao fluir suave da conversa e do amor que se desenvolvia entre nós.
A manhã iluminou o quarto suavemente, destacando Jean adormecido ao meu lado. Seu rosto tranquilo, quase angelical, refletia a serenidade do sono. Ao abrir os olhos, uma onda de calor e carinho me envolveu. A cena, embora bela, trouxe consigo uma melancolia sutil. Contemplei-o por alguns instantes, questionando-me sobre como seria acordar todas as manhãs ao lado desse homem encantador. No entanto, a realidade se fez presente quando uma lembrança se materializou em meus pensamentos. Jean era casado, e eu não era a sua esposa. Com cuidado para não perturbá-lo, levantei-me suavemente e dirigi-me ao banheiro. Uma mistura de emoções borbulhava dentro de mim, e lágrimas começaram a escorrer de meus olhos. Não era um choro de desespero, mas sim uma expressão de tristeza, pois o amor que vivemos, intenso e efêmero, estava se despedaçando diante da realidade incontornável. Era a constatação de que nosso breve conto de amor enfrentaria seu capítulo final naquela manhã. Após alguns minutos sozinha no banheiro, respirei fundo, tentando me recompor diante da inevitabilidade da situação. Enfrentar a realidade da despedida tornava-se cada vez mais doloroso. Olhei-me no espelho, vendo o reflexo de uma mulher que, por um instante, acreditou ter encontrado algo especial.
Voltei ao quarto com passos silenciosos para não acordar Jean. Ele ainda dormia, alheio ao conflito interno que eu enfrentava. No fundo, eu sabia que precisava encarar a verdade e lidar com as consequências dos nossos atos. Me vesti com todo cuidado para não acordá-lo, antes de sair decidi deixar um bilhete de despedida sobre a mesa, algo que pudesse expressar meus sentimentos sem interromper seu sono. "Obrigada por esses momentos", escrevi rapidamente, buscando transmitir gratidão e respeito. Coloquei o bilhete de forma visível, uma mensagem silenciosa que ecoava o peso da despedida iminente. Ao me preparar para partir, dei uma última olhada no quarto, memorizando cada detalhe, sabendo que aquelas lembranças ficariam eternizadas em minha mente. O amor que floresceu entre nós, mesmo que breve, deixou uma marca indelével, e eu precisava seguir em frente, deixando para trás não somente aquele quarto de hotel, mas também a intensidade fugaz do 'nosso romance'.
Após adentrar apressadamente na minha suíte, senti um misto de alívio e ansiedade que me tomavam por completo. Decidi tomar um banho para clarear a mente, deixando que a água quente escorresse sobre meu corpo, levando consigo as lembranças da noite anterior. Enquanto a água caía, eu refletia sobre a intensidade dos sentimentos que haviam florescido em tão pouco tempo, questionando-me sobre as consequências de me envolver com Jean, um homem casado.
Ao sair do banho e iniciar o processo de arrumação, percebi a ausência de algo valioso: minha pulseira de prata, uma joia que eu estimava bastante. Uma sensação de desespero e perda tomou conta de mim, aumentando a agonia que já permeava minha mente. Sentia-me dividida entre a necessidade de recuperar a pulseira e o desejo de fugir da situação complicada em que me encontrava com Jean. Enquanto vasculhava freneticamente meus pertences, uma angústia crescente se misturava à tristeza e às lágrimas que teimavam em escorrer pelo meu rosto. A ideia de confrontar Jean sobre a pulseira perdida era dolorosa, pois isso implicaria em encarar a realidade de nossos sentimentos proibidos e confrontar o dilema de seguir meu coração ou respeitar os limites de sua condição.
Depois de muito refletir sobre o que fazer, tomei coragem e peguei meu telefone. Digitando um simples "oi" no WhatsApp, eu o enviei para Jean, aguardando ansiosamente por uma resposta. Logo em seguida, decidi gravar um áudio, expressando meus sentimentos e pedindo desculpas pela forma como agi. "Oi, Jean. Eu sei que a forma como saí da suíte foi meio estranha, e eu queria pedir desculpas por isso. Sinceramente, não sabia como lidar com tudo o que aconteceu, mas não queria que pensasse que foi algo sobre você. Estou me sentindo meio perdida, e... bem, só queria que soubesse disso."
Enquanto aguardava uma resposta, meu celular vibrou indicando uma nova mensagem. Ao abrir o WhatsApp, deparei-me com uma foto da minha pulseira, um alívio instantâneo preenchendo meu peito. Em seguida, um áudio de Jean chegou, sua voz suave me causou um arrepio e me encheu de desejo. "Oi 'Meu Amor', Bom dia! Encontrei sua pulseira no chão da suíte. Parece que você esqueceu. Acho que ainda podemos nos ver antes de você ir embora, o que acha? Talvez tomar um café ou algo assim. Gostaria de me despedir direito, se você concordar." Havia uma tristeza em seu tom de voz.
Eu me arrumo cuidadosamente para encontrar Jean no café da manhã, mas o clima está estranho depois do nosso momento de amor. Quero manter a leveza, mas minhas dúvidas sobre o que está por vir me deixam tensa e chateada. Nos encontramos no café da manhã e, apesar da atmosfera desconfortável, o desejo entre nós ainda estava presente. Seus olhos castanhos encontraram os meus e pude sentir a decepção em seu olhar por eu ter partido "sem me despedir".
Durante o café, ele quebrou o silêncio que havia entre nós e com um gesto, ele retirou a joia de um bolso de sua bermuda. "Sua pulseira está aqui." Senti-me compelida a responder: "Sinto muito por ter saído daquela forma. Fiquei um pouco confusa e não soube como lidar com a situação. Podemos conversar sobre isso?" e ele me respondeu "É o mínimo que eu espero."
Decidimos subir para as suítes, mas quando Jean imaginou que eu iria para a dele, o surpreendi ao direcioná-lo para a minha. Ao entrarmos, notei que ele teve a mesma sensação que eu ao entrar na suíte dele: a disposição da mobília, que era idêntica, porém, o quarto estava completamente invertido. Ele ficou de pé no meio do quarto, diante da minha atitude, talvez imaginou que eu iria apenas pedir desculpas. Entretanto, com o desejo que eu estava sentindo, pedi: "Faz amor comigo!?" Ele sorriu ao ouvir meu pedido e, olhando nos meus olhos, respondeu: "Claro, eu faço amor com você onde e quando você quiser." Retirei a minha camiseta, tirando junto o sutiã, revelando meus seios para ele; que tirou toda a sua roupa em seguida. Nos abraçamos, caímos sobre a cama onde eu havia dormido as noites anteriores, com ele abrindo as minhas pernas, após tirar o meu shortinho jeans e a minha calcinha. Seu pau já estava duro feito pedra, ele iniciou estocadas maravilhosas em minha bocetinha. Aquele foi um momento sexual ímpar para ambos, pois era a certeza de que ou seríamos o amor um do outro ou nunca mais teríamos algo carnal um com o outro. Senti que Jean estava 'fazendo amor' comigo mais uma vez, apertando meus seios com carinho e luxúria, me deixando feliz, agradecida. Jean me fez gozar duas vezes antes de me preencher com seu gozo quente e gostoso.
Após nos vestirmos ele veio até mim e me beijou e disse: "Você esqueceu que vai me ver outras vezes, em outras reuniões do Conselho das Águas? Você se esqueceu dos Fóruns do Estado e das visitas técnicas?" olhei para ele e disse: "Claro que não esqueci." ele então continuou: "...vamos continuar nos vendo, e você será sempre o 'meu esquema', sendo real ou uma farsa." Olhei em seus olhos e perguntei: "E nos coquetéis da Comissão? Vai levar sua esposa!?" ele fez uma cara de safado e respondeu: "Você se envolveu comigo sabendo que sou casado. Me fez te amar. Vai me dispensar agora?" rebati argurmentando: "E se eu arranjar um namorado?" ele me respondeu dizendo: "Enquanto você não estiver namorando outro homem, eu sou o seu macho! Eu sou o homem, o que vai te satisfazer. Desculpa se a farsa se tornou real, mas agora você é minha, minha mulher." Suas palavras geraram um desespero em mim pelo próximo encontro.
"Karina, vamos para o aeroporto juntos. Em Belo Horizonte, vamos encerrar esse 'esquema' dessa viagem, mas agora... você é minha mulher. Estou apaixonado." Sorri, sentindo um arrepio percorrer meu corpo e ainda mais desejo por ele. Ele foi para sua suite e eu fiquei terminando de arrumar as minhas coisas para ir embora.
Jean e eu nos encontramos no checkout do hotel, prontos para enfrentar o retorno à realidade. Optamos por pegar um Uber para o Aeroporto Internacional de Jaboatão dos Guararapes, de onde partiria nosso voo de volta. Em meio a beijos trocados no banco traseiro do carro, Jean, prestativo como sempre, fez o check-in do voo, garantindo mais uma vez que estaríamos juntos durante a viagem. O Uber nos deixou na entrada do aeroporto, e, apesar de termos três horas de antecedência para o embarque, já começávamos a sentir a pressão da despedida iminente. Despedir-se daquele momento mágico em Pernambuco não era tarefa fácil, mas estávamos prontos para enfrentar o que vinha pela frente. O aeroporto, com sua atmosfera movimentada, marcava o início do fim da nossa escapada apaixonada.
No aeroporto, enquanto caminhávamos pelos corredores movimentados, o clima de despedida pairava no ar. Jean segurava minha mão, e seus olhos transmitiam um misto de carinho e tristeza pela inevitável separação que se aproximava. Nosso voo estava prestes a ser anunciado, e decidimos nos acomodar em uma área próxima ao portão de embarque. Sentados lado a lado, nossos dedos entrelaçados e olhares que diziam mais do que palavras, compartilhamos um silêncio carregado de emoções. A proximidade do fim da 'nossa farsa do esquema' nos levava a melancolia da despedida. Trocamos algumas palavras suaves, mas o peso da realidade pairava sobre nós.
O alto-falante anunciou nosso voo, chamando os passageiros para o embarque. Levantamo-nos juntos, mantendo a sintonia que havia se desenvolvido entre nós nos últimos dias desse encontro. Ao entrarmos na aeronave, nos dirigimos aos nossos assentos, lado a lado, mas a atmosfera da viagem de volta tinha uma nuance diferente da viagem de vinda.
Enquanto decolávamos, o sentimento de amor entre nós era palpável. Os olhares cúmplices e sorrisos discretos contavam a história de dois corações que se encontraram em um momento mágico, mas o destino reservava o desfecho da narrativa para além das nuvens. E assim, envoltos no ruído dos motores do avião, permitimos que o encanto da nossa história se desvanecesse, preservando na memória aqueles dias em Recife como um capítulo especial que permaneceria eterno no tempo. Não era preciso prever o futuro ou desvendar o que viria depois; ali, naquele momento, nosso encontro era completo em si mesmo, um tesouro guardado na memória para sempre.
Continua ...










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