24 de julho de 2024

O CONSELHO DAS ÁGUAS: PRAZER PROIBIDO

Série O Conselho da Águas Episódio 05, Temporada 02.
Escrito por: Carol Motta.



As coisas não poderiam estar melhores para mim, eu havia viajado a trabalho e conhecido uma pessoa muito interessante, divertida e que me fez perceber as coisas da vida. Durante a minha última noite em Foz do Iguaçu fiquei a pensar sobre o que poderia estar acontecendo com o meu casamento, o amor aos meus filhos e essa nova paixão que encontrei no Paraná.

Enquanto esperava o carro, meus pensamentos estavam inteiramente voltados para Lionel. O carro chegou e comecei meu trajeto para o aeroporto. Durante o percurso, peguei meu celular, havia uma mensagem dele. "Como você está?" ele estava me perguntando. Respondi imediatamente, dizendo: "Já estou sentindo sua falta. Você já está a caminho?" "Sim, no Uber agora. E você?" ele respondeu. "Também estou indo. Nosso voo vai fazer conexão em São Paulo e Campinas, mas chegaremos em BH quase ao mesmo tempo. Acho que são só 10 minutos de diferença," eu escrevi acrescentando um emoji de coração. "O que acha de nos encontrarmos no aeroporto de BH?" ele perguntou, isso gerou uma tangível expectativas em mim. "Claro! Não vejo a hora," escrevei, colocandode um emoji de beijo. "Estou com saudade já e a viagem de volta pra casa nem começou." "Nossa última noite foi incrível. Mal posso esperar para te ver de novo," dizia a mensagem dele em resposta. Um calor incontestavem se formou entre minhas pernas. "Também estou ansiosa. Será que podemos dar um jeito de ficar mais um pouco juntos quando chegarmos?" sugeri, minha mensagem cheia de esperança por mais um tempo com ele. Queria sentir seu perfume inconfundível e queria receber mais um pouco de seu sexo intenso. "Com certeza. Faremos isso acontecer," Lionel respondeu, tentando transmitir a mesma confiança que sentia por dentro. Cada troca de mensagem parecia apimentar ainda mais nosso desejo, mas também aumentar a dor da saudade. Chegando ao aeroporto, passei rapidamente pela segurança e fui para a sala de embarque. Vi que Lionel estava do outro lado da sala, ele parecia ansioso, mas mal sabia ele o quanto eu estava ansiosa. Nossos olhares se cruzaram e trocamos um sorriso melancólico. "O coração está apertado aqui," escrevi, com mãos trêmulas. "Não quero me despedir." por dentro chorava a dor da saudade. "Nem eu. Mas pensa que logo estaremos juntos de novo," Lionel respondeu, tentando confortar a ambos. Após o chamado para o embarque nos despedimos virtualmente e eu embarquei no avião; me acomodei no meu assento, tentando encontrar uma posição confortável, algo que parecia se impossível naquele momento.


O avião decolou e senti um misto de excitação e nervosismo. O pensamento de reencontrar Lionel em Belo Horizonte me deixava inquieta, e a viagem parecia interminável. Durante o voo, tentei me distrair com um vídeo no entretenimento a bordo, mas meus pensamentos estavam sempre em Lionel e eu não conseguia me focar. Fiquei imaginando como seria nosso reencontro no aeroporto, e essas fantasias me mantiveram ocupada até a aterrissagem. Finalmente, aterrissamos em Campinas para a conexão. Fiz a troca de avião o mais rápido possível, ansiosa para chegar ao destino final. O segundo voo foi igualmente longo, mas a ideia de vê-lo novamente me manteve firme. Desci do avião em Belo Horizonte e caminhei rapidamente para a área de desembarque, esperando vê-lo. Cada passo me levava mais perto do reencontro, e a espera parecia insuportável. Enquanto caminhava, me lembrei de verificar o telefone e então recebi uma mensagem do meu marido: “Amor, vim te buscar, as crianças estão ansiosas para te ver!”


Meu estômago gelou imediatamente, pois o meu marido estava no aeroporto, com os meus filhos me esperando e isso significaria que eu teria de avisar Lionel discretamente, para que não ocorresse nenhum tipo de problema.


Antes de sair a área do desembarque de passageiros,  antes mesmo de pegar a minha mala,  mandei uma mensagem para Lionel: “ nosso encontro no aeroporto de BH está cancelado.  te conto o  depois!” coloquei no final um emoji de choro.


Ocultei a mensagem e em seguida peguei a minha mala na esteira,  seguindo o meu caminho para a porta do setor de desembarque, vendo de longe meus filhos e meu marido.  Não aguentei a emoção e comecei a chorar, sentia muita falta das crianças quando viaja a trabalho, meus filhos eram a razão pela qual eu não terminava meu casamento com Augusto.


Eu os abracei de uma forma calorosa, enquanto Augusto reunia minhas malas logo ao lado.  Depois de beijar meus filhos foi a vez de beijar meu marido,  um beijo que,  para quem olhasse de fora,  parecia um beijo apaixonado, mas que agora era apenas um modo em aparência, tanto eu quanto ele estava, sentiamos que o nosso casamento estava gelado e ele sabia que o principal problema era a sua performance na cama.


Perguntei a ele se ficaria chateado de eu ir atrás, no carro, com as minhas “crias”,  ele sorriu entendendo que eu estava com muita saudade deles e então disse “compenso você, também estou com saudade de você!’ ele sorriu e seguiu levando as minhas malas enquanto eu caminhava de mãos dadas aos meus meninos.


Repentinamente tive uma ideia e a coloquei em prática,  pedir ao Augusto, que esperasse um pouco.  Como o caminho até a nossa casa seria longo,  pedi a ele que aguardasse eu ir ao banheiro.  Entrei no banheiro diretamente em box que achei que estava limpo.  Baixei a tampa do vaso sanitário e sentei, pegando meu telefone para fazer uma ligação.


Lionel atendeu em poucos toques, “Augusto,  o meu marido,  está aqui no aeroporto,  por isso cancelei o nosso encontro aqui.  Vamos dar um jeito de marcar um novo encontro!”  ele com a voz embargada parecendo Decepcionado disse: “Eu vi vocês se beijando, juro que senti ciume. Ah, é uma pena, queria sentir sua boca mais uma vez.”  Então respondi: “Não se preocupe,  haverá outras oportunidades!” 


Instintivamente perguntei: “ Você é capaz de dizer que me ama?”  ele nem esperou para responder e disse: “Eu amo você,  estou apaixonado de verdade...  se não fossemos casados, eu te convidaria para morarmos juntos…  só de imaginar que você está escondida conversando comigo e sabendo que ele está por aí,  minha nossa…  você precisa ver!  Estou de pau duro.” 


Meu coração disparou. Uma onda de calor subiu pelo meu corpo e eu mordi o lábio tentando abafar um suspiro. A paixão que eu sentia por Lionel era intensa, avassaladora, mas o peso do meu casamento e a presença do meu marido esperando em algum lugar do aeroporto me puxavam de volta à realidade. A dualidade dos meus sentimentos me consumia, e por um momento, fiquei ali, parada, dividida entre o desejo e a culpa, tentando processar as palavras de Lionel enquanto a adrenalina corria pelo meu corpo.


Lionel  me perguntou: “Na próxima quarta-feira você vai a reunião do conselho das Águas?  Não posso faltar, pois tenho que entregar o relatório da viagem a Foz do Iguaçu!”  Olhei no relógio e respondi “Vai depender do que a prefeitura de Congonhas  determinar,  mas eu também tenho de fazer o meu relatório.”  Lionel suspirou  e disse: “Se der para você me encontrar ficarei muito feliz em pelo menos te ver,  mesmo que não possamos ter outro encontro amoroso.  Prometo me comportar feito um cavalheiro!” 


Sorrir com a promessa de um encontro comportado,  e despedir dele dizendo que meu marido estava me esperando, então eu disse “Só quero evitar ter de estar com vocês dois no mesmo lugar,  não quero que ele perceba o que eu estou sentindo por você.”


“Eu estou com ciumes!” ele disse e eu respondi “ Eu jamais vou esquecer de você e do que vivemos em Foz…” Ele me respondeu: “Vamos ter outros momentos!


Desliguei o telefone e fui até a pia onde lavei o rosto,  pedi a Deus para que de fato Lionel não fosse até onde estava Augusto,  chorei um pouco, choro de saudade,  pois eu sabia que se não fosse a presença de Augusto e dos meus filhos eu teria um encontro apaixonante com Lionel e eu daria gostoso para ele mais uma vez.


Eu sai do banheiro e somente o meu filho maior,  Rafael,  me esperava para me acompanhar até o carro,  ele me disse que o pai e Gabriel haviam ido até o carro e ele estava me esperando para me conduzir até lá.


Ao entrar no carro,  pedi desculpa Augusto por demorar e ele disse que estava tudo bem. No trajeto meus filhos e eu conversamos contamos piadas comemos chocolate que eu havia comprado no Duty Free e trocamos carinhos, daqueles entre mãe e filhos pois eu estava morrendo de saudade deles.


O trajeto foi alegre, embora me peguei pensnado, varias vezes, em Lionel e agora ele não saía da minha mente. Os meus meninos,  e nesse caso eu me refiro aos três, tanto meu marido como os meus filhos, haviam feito uma linda surpresa para mim,  e isso é de partir o coração, principalmente depois de tudo que eu vivi em Foz do Iguaçu. Eles organizaram um jantar maravilhoso, feito a seis mãos.


Quando Augusto e eu fomos para o nosso quarto,  percebi o quanto o clima estava agradável entre nós, o vinho estava trazendo uma nota de calor diferente do convencional, as palavras não eram ásperas, nem mesmo eram frias como eu esperava ser.  Eu o peguei pela mão indo para o banheiro da nossa suíte,  me  despi lentamente, vendo ele me acompanhar nesse processo, tirando sua roupa para entrar comigo debaixo do chuveiro.


Tomamos um banho longo em que ele me lavou aproveitando para me excitar, com seus toques passando o sabonete aqui e ali, com cuidado e carinho. Ele beijava minha nuca de uma forma sensual e eu já podia sentir sua ereção latejante tocando a minha coxa.


Em minha mente estava acontecendo um fenômeno diferente, eu estava fisicamente com Augusto,  mas os meus sentimentos estavam em uma relação carnal com Lionel. 


A ereção de Augusto adentrou em mim de uma forma como há muito tempo não acontecia,  o prazer ficou evidente quando ele começou o vai e vem “Nossa amor, que gostoso…” e ao ouvir isso ele se empolgou aumentando a velocidade das estocadas. 


Estava ficando gostoso até que quando eu comecei a perceber meu corpo pender para um orgasmo e o corpo de Augusto começou a reagir ao seu orgasmo, ele começou a reduzir a velocidade e a derramar seu gozo dentro de mim,  mesmo eu ainda longe de gozar.


Foi inevitável sentir uma decepção: “não… não…” Eu não queria que tivesse terminado, mas ele estava terminando e isso significaria que terminaríamos o banho deitaríamos na cama e ele iria apagar com certeza.


Eu me enxuguei indo para a cama, não podia estar mais do que decepcionada com aquela situação,  era a certeza de que minha noite terminaria um orgasmo, uma coisa que estava se tornando rotina no meu casamento.


Estava com um pingo de esperança quando deitamos e Augusto veio sobre mim,  me acariciando e me beijando,  como nos tempos de namoro em que íamos para algum lugar estar sozinhos e acabavamos transando,  mas não deu em outra após alguns beijos ele me abraçou e o vi lentamente pegar no sono.


Quando ele se virou para o lado, assumindo sua posição favorita para dormir, comecei a me tocar, sentindo a ponta do meu dedo acariciar uma das partes mais sensíveis e gostosas do meu corpo. As sensações eram infinitamente prazerosas, e não consegui evitar o devaneio. Imaginei Lionel sobre mim em minha própria cama, com Augusto ao lado, dormindo. "Corno", pensei, pois ele havia me deixado insatisfeita, e agora estava provando da minha vingança. Tudo que eu queria era melar toda a minha cama de tanto gozar, e gozar por outro, no caso, Lionel.


Os movimentos circulares em torno do meu clitóris continuavam me estimulando, enquanto, em minha mente, Lionel estava montado sobre mim, mandando ver em minha buceta, desejando preenchê-la com seu gozo habitual,  como havia feito em Foz. 


Deixei não só a minha imaginação quanto as minhas mãos fazem em todo o trabalho para eu chegar lá, e como cheguei lá… me segurando para não soltar um grito de prazer,  mas eu gozei tão gostoso e me segurei a um travesseiro imaginando ser Lionel me abraçando sobre a minha cama. Será que algum dia eu faria amor com ele sobre a minha cama?


Fechei os olhos, mergulhada no orgasmo recém-experienciado, ainda trêmula com seu efeito que me consumia como um coice de mula.


Era uma sensação nova, algo puramente carnal, algo quimico, com minha mão separei os lábios da minha buceta, completamente melados, brincando um pouco com eles, quando encontrei um ponto, justo na parte de cima, onde minhas caricias me davam uma sensação deliciosa; minha mente estava buscando e mergulhando na sensação de acariciar-me, de provocar mais o meu corpo, ainda acariciando meu clitoris... com a palma da mão continuava a me masturbar e... novamente senti crescente tensão muscular, que começou a saturar-se, um calafrio explodiu em minhas entranhas em uma sensação extremanete especial, indiscritivel e fora de controle. "Caralho!" murmurei. Deixando escapar um suspiro curto e agudo, sem o menor pudor de prazer e sem medo, gozei pela segunda vez. Eu estava muito molhada, sentia um aroma forte e estranho que não poderia se identificar com nada de concreto, nem de longe lembrava o cheiro habitual da minha buceta.


Minha respiração estava ofegante, quase não conseguia inspirar, mas a sensação era tão gostosa e eu estava tão relaxada que não me importava com mais nada. Um sorriso se formou em meu rosto ao sentir Lionel me abraçando, como se fosse dormir comigo naquela noite. 


Fechei meus olhos, saboreando o pós orgasmo, ou melhor, os pós orgasmos, pois haviam sido dois. "Dorme bem, meu amor!" pude ouvir Lionel me dizer, enquanto a eletricidade do orgasmo fazia minha pele ficar arrepiada e o tesão se itensificar, enquanto meu corpo ia mergulhando em um estado de sonolência.


Continua...

Um comentário:

  1. Já tava esperando esse desencontro, aliás, pensei que as duas famílias estivessem no aeroporto. Esse negócio dela se masturbar, acho que vai ser uma das sensações foda, ela vai se soltar, certeza e não se importar com o marido... ainda mais gozando duas vezes, e o marido dormindo. Certamente var ter surpresas e desenrolou nessa história. Aguardando os próximos capítulos.

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