20 de março de 2024

O CONSELHO DAS ÁGUAS: O QUE DIZEM AS CARTAS!

ESTE CONTO É UMA NARRATIVA LONGA E FICTÍCIA, UMA HISTÓRIA ESPECIAL QUE IRÁ CATIVAR SUA IMAGINAÇÃO.


Alguns dias após o encontro romântico e reservado com Jean, decidi passar um dia de diversão com minhas amigas, Isabel e Larissa. Entre as opções de entretenimento, escolhemos fazer algo diferente e decidimos experimentar uma consulta com uma cartomante, movidas pela pura curiosidade. Embora eu não acreditasse muito nessas coisas, achei que seria uma experiência interessante. Por uma espécie de sorteio, acabei sendo a escolhida para ser a cliente, "dona Karina", entre risadas e brincadeiras.

Entrei na pequena sala da cartomante com um misto de ceticismo e empolgação. Por duzentos reais, esperava receber um pouco de entretenimento e talvez alguma história para rir e compartilhar depois. Ao ser atendida pela cartomante, não podia imaginar o que estava prestes a acontecer.


A cartomante, com olhos profundos e mãos experientes, tira a primeira carta, revelando "O Enamorado". Seus dedos traçam os detalhes da imagem, enquanto ela diz com uma voz suave que denota mistério: "Vejo aqui uma paixão florescendo, uma chama que queima intensamente em seu coração. Você está apaixonada, há um homem mexendo com os seus sentimentos, não é verdade?"

Meus olhos encontram os dela, sem palavras, apenas um aceno silencioso confirma sua leitura precisa. Então, ela passa para a segunda carta, "Os Amantes". A cartomante descreve as figuras entrelaçadas na carta, representando um casal unido por laços profundos. Com um sorriso sutil, ela sussurra: "Vejo um casal em seu caminho, uma conexão especial que transcende os limites do comum. Sinto que você almeja essa união, deseja ser a mulher que ele escolhe para a vida dele..."


Concordo lentamente, mergulhando nas palavras da cartomante. A terceira carta é revelada, "O Anel". Seu tom muda sutilmente, seus olhos se encontram com os meus, e ela diz: "Ele é casado! Esse moço por quem você está apaixonada, é um homem casado. As cartas não mentem e, pelo teu olhar, você sabe disso!" A surpresa toma conta de mim, por ela saber sobre Jean ser casado, algo que eu já sabia, mas que agora ressoava nas palavras da cartomante como um eco do destino como um alerta.

Diante dessa verdade crua, percebo que as cartas, como mensageiras do destino, desvendaram o segredo que eu temia confrontar. O silêncio preenche a sala, enquanto a cartomante observa minha reação, como se as cartas tivessem desvelado não apenas o presente, mas também o dilema do meu coração apaixonado.

A expressão da cartomante revela que ela percebe minha hesitação diante de suas palavras. Sem hesitar, ela chama seu auxiliar com um gesto rápido, e ele entra na sala, olhando-me com curiosidade. As ordens da cartomante são claras e diretas: "Devolva os duzentos reais que a moça pagou!"

Enquanto seu assistente obedece, a cartomante volta sua atenção para mim, suas palavras ecoando com uma certeza sinistra e premonitória. "O destino já está traçado, minha querida. Seu telefone vibrará com a urgência de sua alma gêmea assim que você sair daqui. Ele está desesperado para te ver, como um náufrago anseia pelo abraço das ondas. Não subestime a força do amor, pois ele é capaz de transcender o tempo e o espaço, guiando os passos daqueles que estão destinados a se encontrar. Este encontro é mais do que um mero desejo; é uma necessidade arrebatadora, uma chama que consome sua existência. Esteja preparada, pois o destino aguarda, impaciente para unir novamente duas almas destinadas."

Em seguida, ela pega uma carta e a coloca diante de mim. "A Torre", ela diz, descrevendo a imagem que representa uma estrutura destruída por um raio. "Ele precisa de você esta noite. Mocinha, ele não precisa de sexo, ele não precisa transar, ele precisa de você. Esteja pronta ou..."

O tom de ameaça implícita paira no ar, deixando-me arrepiada. Sem pausas, ela puxa uma última carta e a coloca ao lado das outras. "A Morte", ela diz solenemente, descrevendo a imagem da carta que retrata uma figura encapuzada segurando uma foice. "O relacionamento de vocês poderá ser interrompido por uma tragédia, e suas vidas serão profundamente afetadas por esse evento inesperado. E a decisão está em suas mãos."

As palavras da cartomante ecoam em minha mente, um aviso sombrio do destino que aguarda nosso amor proibido. Sinto um arrepio percorrer minha espinha enquanto me pergunto se devo acreditar nas palavras dela ou ignorá-las como meras coincidências de cartas. A incerteza se instala em meu coração, deixando-me atordoada diante das revelações sombrias da cartomante.

Ao tentar recusar o dinheiro, a cartomante fixa seus olhos nos meus com uma intensidade que me desconcerta. "Você vai precisar desse valor hoje, não seja teimosa. A menos que ele não seja realmente o amor da sua vida, ou que você tenha dúvidas sobre isso..., como vocês vulgarmente dizem, um "homão da porra"."

A mulher faz uma pausa pensativa, e suas palavras penetram minha resistência. Seu olhar parece alcançar as profundezas da minha alma. "É caso de vida ou morte, vou repetir para você. Ele está precisando de você agora, não é para sexo, mas ele precisa que você seja o porto seguro dele."

Com um gesto firme, ela aponta para a porta e diz: "Vai logo!" Levanto-me, ainda atordoada pelas revelações da cartomante, e saio acompanhada de minhas duas amigas. O valor que ela insistiu que eu levasse agora queima em minha bolsa, enquanto a urgência das palavras dela ressoa em minha mente. O destino, envolto em mistério, chama por mim, e o desafio de decidir entre a razão e a intuição se apresenta diante do que parece ser um caminho inevitável.

Quando eu estava saindo, meu telefone toca, um sobressalto toma conta de mim. As vozes animadas das minhas amigas se transformam em gritinhos de surpresa ao perceberem que o meu telefone tocou exatamente como a cartomante previu. O nome "Jean - Conselho das Águas" piscava na tela do meu telefone, e eu atendi sentindo a urgência em sua voz, o desespero ecoando em minha alma.

Sua voz, mais rouca que o normal, perguntou se eu estava em Belo Horizonte, mas eu estava em Itabira, a quase três horas de distância. "Queria te ver, estava torcendo para você estar por aqui", disse ele com um tom decepcionado pela distância.

"Onde você está?" perguntei, minha mente acelerada pelo turbilhão de emoções. "Estou no Shopping Cidade, no centro de BH", respondeu ele. Meu desespero diante da previsão da cartomante me fez dizer impulsivamente: "Vou levar uma amiga em casa e estou indo te encontrar." Ele suspirou do outro lado e então disse: "Estou pensando em ir para o W-One, mas o Arnoldo não me atende ao telefone."

Por um impulso instintivo, disse: "Vamos para o 'nosso hotel'. Vamos para lá..." Ao que ele me perguntou: "Quer que eu vá para lá agora?" Eu respondi, escolhendo cuidadosamente as palavras diante das minhas amigas: "Vamos precisar de um lugar para ficarmos em total privacidade. Estou 'sentindo' que você precisa conversar." Ele concordou, dizendo: "Vou tentar reservar uma suíte para essa noite."

Antes de desligar, respirei fundo e disse algo que transbordou da sinceridade do meu coração na frente das minhas amigas: 'Amor, não sei o que está acontecendo, mas saiba que eu te amo e estou indo para te dar o meu colo.' A ligação encerrou, mas o eco das palavras permaneceu, acompanhando-me enquanto me preparava para partir em direção a esse encontro repleto de mistérios e urgências.

Larissa e Isabel estavam perplexas, assim como eu, diante da precisão da previsão da cartomante. "Quem é esse cara?" perguntou Isabel, com os olhos arregalados de curiosidade. Interrompi as duas, tentando encontrar as palavras certas para explicar: "Meninas, ele é um colega de trabalho. Eu o admiro muito, mas ele é..." Antes que eu pudesse terminar, Larissa completou minha frase com a informação que elas ouviram da cartomante: "Casado!"

Isabel olhou para mim com uma expressão séria e disse: "Karina, você envolvida com um homem casado? Nunca imaginei que isso aconteceria. Justo você, a mais 'certinha' entre nós..." Olhei para elas e decidi resumir a história para explicar melhor. Durante o trajeto de carro até o posto e depois até a casa de Larissa, contei a elas sobre como nos conhecemos no meu trabalho, no Conselho das Águas, e como me apaixonei por ele durante um Congresso Nacional das Águas em Recife, onde aconteceu o despertar de nossa paixão. Elas ficaram empolgadas com cada detalhe da história.

Isabel não perdeu tempo e me perguntou: "Você disse para ele 'nosso hotel', então vocês já transaram? É isso mesmo?" Fiquei sem jeito, mas decidi ser honesta: "Sim, mas com ele nunca é apenas uma transa. Ele é um homem incrível..." De repente, tudo fez sentido para mim. Mesmo quando estávamos errados eticamente, ele permanecia sendo um homem íntegro. "Ele é o meu 'homão da porra'!", exclamei, emocionada.

As meninas comemoraram dentro do carro, soltando gritinhos divertidos, porque eu estava "namorando" alguém. Deixei as duas na casa de Larissa e, me despedindo, peguei a estrada, fazendo as orações que consegui, torcendo para que tudo desse certo. Eu esperava que os anjos protegessem meu trajeto e o envolvessem, para que ele não cometesse nenhum erro.

O trajeto de quase duas horas de estrada pareceu passar num piscar de olhos, enquanto eu me via cada vez mais próxima do meu destino. Assim que cheguei ao posto Beija-Flor, não hesitei em pegar o telefone e ligar para ele. "Já estou chegando", disse, depois de sua saudação. "Estou precisando de você", ele murmurou do outro lado da linha.

"Onde você está?" perguntei, sentindo o coração acelerar. "Ainda estou no Shopping Cidade", respondeu ele. "Você está de carro?" indaguei, preocupada e com medo de que ele pudesse fazer algo. Se estivesse de carro, não sei, mas ele poderia beber e sair guiando de forma imprudente pelas ruas. Ele suspirou pesadamente antes de responder: "Não. Eu não esstou de carro... eu e minha esposa tivemos uma discussão e tive de sair sem o carro."

Um arrepio percorreu minha espinha ao saber que eles haviam brigado e ele estava mal. Uma sensação de urgência tomou conta de mim. "Estarei na rua Tupis em cerca de meia hora", disse, tentando manter a calma, tanto a minha quanto a dele. Sua voz soava embargada, denotando que ele não estava bem, e quando murmurou um "obrigado por vir me encontrar", pude sentir a angústia em suas palavras.

Cada minuto pareceu uma eternidade enquanto eu dirigia pelas ruas e avenidas de Belo Horizonte, com a ansiedade pulsando em minhas veias. Eu só pensava em chegar até ele a tempo, para ser o seu apoio, o apoio que ele precisava naquele momento difícil e evitar que ele fizesse uma grande besteira.

Meia hora após nosso telefonema, estacionei na entrada do shopping e avistei-o. Seus olhos exalavam uma urgência palpável. Ele entrou no carro, ocupando o banco do passageiro, e voltou-se para mim. Sem proferir uma palavra, beijou-me, um beijo carregado de necessidade e pressa, como se algo terrível tivesse ocorrido. Um carro buzinou, obrigando-nos a nos separar para que eu pudesse colocar o veículo em movimento. Ele rapidamente afivelou o cinto de segurança, enquanto nos encaminhávamos para o hotel onde havíamos ficado juntos após a reunião do Conselho das Águas. Lágrimas escorriam por seu rosto, revelando a angústia que ele tentava ocultar.

Embora estivéssemos em uma suíte diferente, retornamos ao mesmo hotel onde estivemos há poucos dias. Quando a porta se fechou atrás de nós, um sorriso travesso dançou nos lábios de Jean. Ele me encarou com um olhar divertido, deslizando os dedos pelo meu rosto suavemente.

Sem hesitar, dei um salto em seus braços fortes, envolvendo minhas pernas em torno de sua cintura, exatamente como havia feito no bungee jumping em Recife. Jean me segurou com firmeza, apoiando meu corpo contra a parede com uma destreza que me fez sentir segura e desejada. Com as mãos acariciando seu rosto, fundi meus lábios aos dele em um beijo ardente e apaixonado, saciando a sede do meu coração pela doçura de seu amor e aliviando a saudade que me consumia. Nesse momento, o mundo desapareceu ao nosso redor, deixando apenas o calor do nosso abraço e a intensidade do nosso desejo, como se nada mais importasse além do nosso amor queimando forte entre nós.

As mãos de Jean percorreram suavemente minhas costas, enquanto nossos lábios se encontravam em um ritmo apaixonado. A conexão entre nós era intensa, como se cada segundo afastados se transformasse em um desejo ardente. A parede fria contrastava com o calor que emanava de nossos corpos entrelaçados. O perfume dele, misturado com o meu, criava uma sinfonia única de sensações.

Deslizei minhas mãos pelos cabelos de Jean, explorando a textura entre meus dedos. Cada toque era uma confirmação de que estávamos ali, juntos, compartilhando um momento que parecia congelar o tempo. O mundo lá fora desapareceu, e éramos apenas nós, envolvidos nesse abraço apaixonado. 

O beijo se desdobrou como uma dança, fluida e cheia de expressão. Em meio aos suspiros e carícias, nossos corações batiam em uníssono, como se toda a distância que nos separou fosse dissolvida naquele instante. Era mais do que um reencontro; era uma celebração da força do nosso amor.

A luz suave das luminárias pintava o quarto com tons dourados, criando uma atmosfera íntima e acolhedora. Jean me guiou até a cama com cuidado, mantendo o contato físico enquanto nos afastamos da parede. Ainda envolta pelos braços dele, senti a maciez da cama sob mim.

Com um toque gentil, Jean acariciou meu rosto antes de selar nossos lábios novamente. O colchão cedeu sob o peso compartilhado, e nos entregamos à paixão que transbordava entre nós. A cada carícia, a cada suspiro, parecia que estávamos explorando um território desconhecido e, ao mesmo tempo, familiar.

O silêncio do quarto era preenchido pelos sussurros de promessas e confissões. Corpos entrelaçados, nossas almas dançavam na harmonia do amor que renascia naquele reencontro. Cada momento tinha um significado, uma intensidade única que só aumentava a conexão entre nós.


Os lençóis macios testemunhavam a expressão do nosso afeto enquanto nos perdíamos no abraço mútuo. Era como se o tempo conspirasse a nosso favor naquele quarto de hotel, permitindo-nos explorar a profundidade dos sentimentos que compartilhávamos.

Jean tirou sua camisa, revelando seu peitoral. Ele estava ficando maravilhosamente gostoso. Adorava quando ele tirava a camisa daquela forma, na minha frente, exalando virilidade. Ele veio sobre mim, abocanhando meu seio direito com sucções que me deixavam com tanto tesão, que até doía na alma. O carinho era perfeito. Ele abriu a minha calça, sem tirar a boca do meu seio e em seguia abriu a sua, me deixando em estado de alerta para o que vinha a seguir.

Levantando-se, ele tirou a minha calça, me deixando completamente nua e em seguida tirou a sua, vindo sobre mim. Antes de encaixar sua ereção em meu sexo, entretanto, abocanhou meu seio esquerdo, dando a mesma atenção que havia dado ao outro e deixando meus peitos com os mamilos durinhos.

O gemido que eu soltei ao ter minha bocetinha invadida por seu pau grosso foi completamente sincero e carregado de desejo, sentindo meus olhos arderem com lágrimas que escorreram, demonstrando que era isso que eu queria.

Com estocadas firmes, precisas e que não me machucavam, Jean estava fazendo amor comigo, estávamos como um yin-yang, eu era o yin dele, enquanto eu o seu yang, completando um ao outro. Nesse momento me lembrei do livro 50 tons de cinza, quando o Sr. Grey disse para a Anastácia: "eu não faço amor, eu fodo com força!" e Jean estava fazendo exatamente o oposto disso, ele estava "fazendo amor" comigo, como nas outras vezes, parecia que não sabia o que era "foder", pois era um verdadeiro cavalheiro. Meu pensamento concluiu com um "será que a maioria de nós, mulheres, desejam um homem que faz amor, ou um que fode com força... eu sempre quis um homem que fosse amoroso e carinhoso comigo."

Imersa na energia desse 'amor' frenético que Jean me proporcionava, senti as onda de eletricidade vindo sobre mim, como uma onda do mar quebrando. Arqueei o meu corpo sentindo o prazer daquele orgasmo, mas Jean acelerou a velocidade das suas estocadas, potencializando o prazer que eu estava sentindo; não resisti e soltei um grito, que tentei abafar, enfiando a minha cabeça em um travesseiro que eu puxei para perto, pois estava ao meu lado.

Ele não parou de socar minha bocetinha, não me permitindo ter nenhum intervalo até eu sentir aquele 'choque gostoso' começar novamente, minhas pernas começarem a ter vida própria e se debaterem entorno do corpo do homem que estava me provocando mais um orgasmo forte e repentinamente, eu ter mais um orgasmo, vindo em sequência ao anterior.

A velocidade das estocadas não diminuía, meu corpo estava entregue: "eu não aguento mais gozar... eu vou gozar de novo... não para não, eu vou gozar... me dá seu leitinho..." eu dizia.

Eu estava quase desfalecendo quando senti o pau dele inchar, ele reduzir bruscamente a velocidade de suas estocadas e empurrar sua ereção para o mais fundo que conseguia no meu âmago, fazendo-me sentir os jatos quentes do seu gozo maravilhoso em minha bocetinha. Eu estava sentindo aquele "homão da porra" me presenteando com muitos orgasmos e agora me entregando o seu.

Jean se ergueu, veio até mim, me beijou gostoso e, de forma lenta, deitou-se ao meu lado. Sua respiração estava tão ofegante que parecia que ele havia malhado; aquele som era tão gostoso que, virando-me de lado, me aconcheguei em seu peito e senti a energia que ele emanava enquanto se recuperava do seu prazer.

O clima era de intensa intimidade entre nós, enquanto eu ainda me deleitava com seu peitoral, o usando como se fosse um travesseiro. Podia ouvir o coração dele batendo enquanto Jean me acariciava, passando as mãos em minhas costas. Embora estivesse realmente gostoso, nesse momento, percebi que a realidade ainda chamava por Jean. O conflito ressurgiu do mundo das trevas para nos atormentar.

Ele começou a me contar sobre as razões de sua angústia, sua voz carregada de uma dor palpável. "Karina, você não faz ideia do inferno que se tornou minha vida", disse ele, com um tremor na voz. "Renata e eu brigamos novamente, e dessa vez foi pior. Ela simplesmente enlouqueceu, destruiu meu carro. Vidros quebrados, pneus furados, retrovisores arrancados... Fiquei chocado, Karina. Como chegamos a esse ponto?". Sua narrativa era repleta de desespero, cada palavra ecoava a frustração de uma vida pessoal desmoronando. "Não aguento mais, Karina. Me sinto aprisionado em um relacionamento vazio, onde o amor se transformou em ressentimento. O meu trabalho só piora as coisas, pois me consome tanto que mal tenho tempo para pensar em solucionar nossos problemas. Estou cansado, cansado de tudo isso", desabafou Jean, enquanto lágrimas sinceras vertiam de sua alma.

"Karina, minha vida está de cabeça para baixo. As brigas em casa estão insuportáveis, e eu não sei mais como lidar com tudo isso. Não quero magoar ninguém, mas sinto que estou deixando de ser quem eu realmente sou. O peso das minhas escolhas passadas está me sufocando, e tudo o que eu mais pedi foi que a morte chegasse para abreviar essa minha dor. Só que você apareceu, como um remédio feito para mim..."

Em seus olhos, eu enxergava a tormenta interna que ele enfrentava, uma mistura de culpa, tristeza e uma busca desesperada por compreensão. Jean concluiu a narração dos conflitos emocionais e a falta de apoio que encontrava em seu relacionamento com Renata. Foi nesse momento que me dei conta que era a primeira vez que ouvia seu nome, mesmo que a tivesse visto ao lado dele em um coquetel do Conselho das Águas.

Nossos olhares se encontraram, foi quando ele fez a seguinte confissão: "Tenho medo de te perder, Karina. Tenho receio de que, após tudo isso, você não queira me ver nunca mais. Não sei, neste momento, preciso de você mais do que nunca. Você é meu refúgio, meu porto seguro em meio a essa tempestade. Sei que é egoísta pedir isso, mas precisava te ver, precisava do seu apoio. Eu precisava de você." Em seguida, entre soluços e palavras entrecortadas pela emoção, ele revelou: "Você chamou minha atenção desde o dia em que apareceu, naquela primeira reunião que você participou no Conselho das Águas. Lembro-me como se fosse hoje quando você me entregou aquele ofício de indicação do SNIEM. Foi como se uma luz tivesse se acendido dentro de mim naquele momento. Lembro-me como se fosse hoje... eu me apaixonei por você." As lágrimas escorriam pelo seu rosto, testemunhas silenciosas da sinceridade de seus sentimentos."

"Não foi mera coincidência o momento em que você apareceu para me entregar aquele ofício. Mesmo sem conhecer sua identidade naquele instante, algo dentro de mim despertou. Me apaixonei, mas mantive meus sentimentos ocultos, consciente de que revelá-los não era uma opção viável. Entretanto, o destino decidiu entrelaçar nossos caminhos novamente na viagem a Recife. E lá estava você, a mulher que mexia comigo de maneira inexplicável, também a caminho do congresso. Incontáveis vezes, me peguei repetindo para mim mesmo diante do espelho o quão absurdo seria esperar que trocássemos sequer uma palavra como amigos, especialmente no aeroporto..."

Enquanto Jean desabafava, eu sentia um misto de compaixão, surpresa e, acima de tudo, uma profunda gratidão por estar ali para ele, sendo seu apoio em meio às dificuldades.

"No aeroporto, quando te vi, meu coração disparou de uma maneira que eu jamais imaginei ser possível. Eu estava ali, tentando disfarçar o nervosismo, enquanto você se aproximava com aquele sorriso encantador. Cada passo que você dava em minha direção parecia um eco dos meus próprios desejos e anseios. Quando finalmente nos encontramos, toda a tensão e ansiedade se dissiparam, dando lugar a uma sensação de conforto e familiaridade que eu nunca experimentei antes. Foi como se o universo estivesse nos dando uma segunda chance, um sinal de que nossos caminhos estavam destinados a se cruzar. E naquele momento, eu soube que não importava o que acontecesse, eu estava disposto a arriscar tudo por você, Karina."

Suas palavras ecoavam em meu peito como uma melodia dolorosa, cada frase rasgando meu coração um pouco mais. O que eu sentia, agora confirmado por suas confissões, não poderia ser simplesmente atribuído à coincidência. Ele estava se mostrando um homem extraordinário, até mesmo diante de Renata, tentando reprimir os sentimentos que nutria por mim, rotulando-os como loucura. A ironia do destino, nos reunindo naquele Congresso Nacional, não podia ser ignorada. Era como se o universo estivesse sussurrando que nossos destinos estavam entrelaçados, desafiando todas as probabilidades e expectativas. E diante desse fato, meu coração se encheu de uma mistura avassaladora de emoções, enquanto eu lutava para processar tudo o que estava acontecendo.

"Aquele dia saltando de Bungee Jump foi algo surreal. Ter contato físico com você foi algo que jamais pensei que teríamos. Confesso que não imaginei que teríamos algo além daquilo. Quando disse que faria uma contagem regressiva de três até um, e ao falar três, saltei. Minha ideia foi causar uma emoção forte para que eu sentisse o calor do seu corpo e esse momento jamais pudesse desaparecer da minha mente. Afinal de contas, era tudo o que eu queria: sentir o seu calor, o seu desejo, para poder imaginar como seria amar você, mesmo imaginando que jamais aconteceria. Depois, no hotel, na porta do quarto, desejei te beijar, porém pensei que seria uma irresponsabilidade tentar ser tolo ao ponto de tentar te beijar. E talvez o coquetel e aquele idiota bêbado tenham dado a chance de termos um clima romântico real juntos."

Se ele soubesse o que me fez sentir naquele pêndulo de Bungee Jump, que eu desejava o beijo na porta do quarto logo depois e que o idiota bêbado serviu apenas de desculpa para sairmos daquela festa e ficarmos juntos. Mas, também achei que, diante de tudo o que aconteceu, nada iria acontecer, até ficarmos juntos no quarto dele. Olhei profundamente nos olhos dele e, com sinceridade, disse: "Eu te amo, Jean. Estou aqui para você, seja qual for o caminho que decidirmos seguir."

Olhando nos seus olhos, ergui-me sob o seu corpo, beijando do seu peito e descendo devagarinho, até encontrar sua ereção, quase pronta para me devorar mais uma vez. Comecei a chupar seu pau com muita vontade, desejando satisfazer o homem que estava ali comigo. Ele gemia gostoso, segurava firme no lençol e arqueava o corpo, tremendo com o prazer que eu estava lhe proporcionando.

Repentinamente eu senti que era a hora de 'montar', então subi devagarinho até eu estar sobre ele, colocando a sua ereção dentro da minha boceta. Quando 'ele' entrou todinho, dei um gemido e fui empurrando 'ele' para dentro e não demorei a gozar, pois estava muito bom...

Enquanto eu gozava, empurrando o pau dele para dentro de mim, ele segurava firme meus seios. As ondas de prazer que eu estava sentindo, do primeiro orgasmo, ainda estavam me abraçando, até que ele reduziu a velocidade, suas mãos me seguravam firme, foi quando ele lançou jatos de prazer no meu âmago. Meu corpo reagiu na mesma hora me fazendo gozar mais uma vez, um segundo orgasmo.

Deitada ao seu lado, logo depois, concluí que havíamos nos entregado a uma paixão, que parecia ser a única constante em meio às incertezas que nos cercavam. Após esse momento de intimidade, voltei a olhar nos olhos de Jean, a ansiedade pairando no ar. "Jean, você vai sair de casa?" perguntei, consciente da complexidade da situação e da pergunta que estava fazendo. Ele e Renata estavam casados há dez anos.

Ele respirou fundo, seus olhos refletindo uma mistura de determinação e resignação, explicando que a sua decisão de sair de casa, buscando espaço para entender a própria vida e tomar outras decisões que não apenas o afetassem, mas que fossem justas para todos envolvidos. Diante dessa revelação, respondi com calma e sinceridade: "Meu amor, estou aqui por você. Vamos enfrentar isso juntos, apoiando um ao outro, independentemente do caminho que escolhermos. Você não está sozinho."

Por um momento, achei que era hora de ir, mas a realidade do ambiente nos envolveu. Não estávamos num motel; estávamos em um hotel, o lugar onde poderíamos dormir juntos sem preocupações. Aquele local havia testemunhado um capítulo de nossa história alguns dias antes, e agora estávamos escrevendo mais um novo capítulo. Decidimos pedir uma pizza, tomamos um banho juntos e, quando a pizza chegou, 'jantamos' enquanto assistíamos TV. Conforme a noite avançava, dormimos juntos, abraçados, com a certeza de que, apesar dos desafios que enfrentávamos, havia um sentimento profundo de amor que nos guiaria. Dois anjos, a esperança e o apoio mútuo, velavam por nós enquanto descansávamos.

Ao despertar, as lembranças de Recife se misturaram com o presente, recordando o momento em que 'fugi' para outra suíte. Contemplei seu corpo nu entre os lençóis, questionando-me: "Como pude me apaixonar por ele? Um homem casado?" Acariciando e beijando sua pele, explorava seu cheiro, algo que apenas sua esposa tinha experimentado antes. "Meu homão da porra", sussurrei enquanto percorria, com beijos, suas costas. Jean soltou um grunhido de prazer diante do carinho, e suas palavras ecoaram: "Nossa, que gostoso!" O momento íntimo entre nós se desdobrava, imersos na intensidade da conexão que havíamos cultivado.

As palavras da cartomante ecoavam em minha mente: "Ele precisa de você esta noite... ele não precisa de sexo... ele precisa de você. Esteja pronta ou... tragédia..." Aquela lembrança pesava sobre meu propósito ali, recordando-me de que não estava ali apenas para me entregar sexualmente a Jean, mas para ser seu porto seguro.

Uma onda de questionamentos me atingiu. Teria cumprido minha missão ou me deixei levar pela paixão carnal, comprometendo o propósito? Um arrepio percorreu minha espinha e, mesmo após um lindo momento de amor, lágrimas começaram a escorrer, e as deixei cair sobre o seu corpo imóvel na cama.

Jean se levantou e, sem entender nada, perguntou: "Karina, o que foi?" Olhei em seus olhos e disse: "Eu te amo... Te amo de um jeito que até dói... É isso." As palavras escaparam como uma confissão sincera, revelando a complexidade dos sentimentos que envolviam nosso encontro.

Após tomarmos banho juntos e compartilharmos um café da manhã silencioso, antes de sairmos do hotel, pedi a ele que nos entregassemos ao amor novamente. 

Ainda na suíte, ele estava deitado na cama. Então, eu subi em seu colo. Ele segurava o próprio pau na entrada da minha boceta. Desço forte, apertando minha bocetinha ao redor daquela ereção. 'Que delícia!', disse, gemendo com o prazer realizado. Meu desejo em sentir aquele pau gostoso em mim era algo que estava me deixando ainda mais excitada.

Começo a cavalgar no pau dele, Jean me segura pelos cabelos, me deu uns tapas na bunda e começou a me fazer sentir as suas estocadas fortes, eu estava até delirando de prazer. "Meu amor" ele dizia enquato chupava o lóbulo do meu ouvido. Logo sinto seu pau inchar, ele gozar forte em meu âmago e me desmancho em prazer em seguida. 

Nos vestimos, eu sentindo o calor de seu gozo dentro de mim, olhares furtivos trocados entre nós sem uma palavra sequer. Fomos até a recepção, Jean acertou as despesas do hotel e saímos do nosso refúgio de amor, carregando o desejo de voltar logo.

Guiando o meu carro, levei-o até um local seguro para que ele pudesse lidar com suas pendências em casa. No caminho, dei meu conselho: "Converse com ela e, enquanto isso, continuamos nossa relação. Não quero ser 'a outra', não quero ser 'amante', mas entendo a complexidade da situação. Ou você tem algum lugar para ficar se decidir se separar?" Ele balançou a cabeça em negação.

Ao nos despedirmos, nosso beijo foi de tirar o fôlego. Senti que ele compreendeu a delicadeza do momento. "Não sou sua amante, no sentido pejorativo, mas vamos levando nossa relação assim, até você poder ser completamente meu." Aquelas palavras marcaram a despedida, carregadas de um entendimento mútuo, mas também de incertezas.

Fiz o trajeto de volta para casa com um misto de emoções. Eu estava ciente de que o caminho a seguir seria desafiador, mas as palavras da cartomante ecoavam em minha mente, relembrando-me da complexidade desse amor e de todas as decisões envolvidas. Guiando meu carro pela estrada entre Belo Horizonte e Itabira, refleti sobre as escolhas que estava fazendo e sobre o que o futuro reservava para nós, ou o que nos aguardava a seguir. "Será que vamos ficar juntos, ou sou apenas uma paixão passageira para você, Jean?" murmurei, imersa em meus pensamentos.

Ao chegar em casa, respirei fundo e encarei o desafio que se apresentava. Jean estava agora em meu coração de maneira mais profunda do que nunca, e a incerteza do que o destino reservava só intensificava a complexidade desse amor que transcendeu as barreiras éticas.

Meu telefone tocou, interrompendo meus devaneios. Imaginei que fosse Jean, mas para minha surpresa, era Isabel, uma das minhas amigas. Ela parecia ansiosa para ouvir todos os detalhes do meu encontro com "o tal homem casado". Decidi compartilhar com ela cada momento que vivi, desde o reencontro até as sensações conflitantes que experimentei. Isabel ouviu atentamente, sua voz transmitindo preocupação genuína com a situação. Com delicadeza, sugeriu que eu retornasse à cartomante no dia seguinte, em busca de mais respostas e orientações sobre como lidar com essa complexa situação envolvendo Jean.

Ao desligar o telefone, refleti sobre as palavras de Isabel. Talvez uma segunda consulta com a cartomante pudesse trazer mais clareza e orientação para lidar com essa situação complexa e cheia de incertezas. Com isso em mente, preparei-me para enfrentar o desafio que se apresentava, determinada a encontrar uma maneira de seguir em frente, mesmo diante das adversidades que o destino nos reservava.

No dia seguinte, ansiosa e curiosa, retornei ao local onde a cartomante atendia. Ao chegar, fui surpreendida pelo auxiliar da cartomante, que me convidou a entrar quando eu ainda estava no carro, ainda no estacionamento, me levando diretamente até ela. "Como ela sabia?" questionei, ainda perplexa com a precisão das previsões.

Assim que entrei, fui recebida com um sorriso caloroso da cartomante. O ambiente ainda não estava preparado para atendimentos, como no dia anterior, a moça da limpeza ainda executando o seu trabalho. Abri a minha bolsa e retirei os duzentos reais da minha carteira, lembrando-me das palavras dela sobre a importância daquele valor.

"Você disse que eu iria precisar!", mencionei, entregando-lhe o dinheiro. Ela apenas sorriu enigmaticamente e disse: "Eu disse o que você precisava ouvir. Você precisava compreender a urgência da situação." Senti um arrepio percorrer minha espinha ao ouvir suas palavras, sabendo que ela estava certa sobre a intensidade dos acontecimentos e sobre o clima que eu encontraria.


Ela continuou: "Eu sei que você foi para aquele encontro com expectativas diferentes, mas acabou se deparando com algo muito mais profundo." Seus olhos pareciam ler minha alma enquanto ela revelava: "O que você não sabia era que você estava indo a esse encontro para salvar a vida desse moço. Ele pensou em tirar a própria vida, tamanha era sua dor." Fiquei atônita com suas palavra de sabedoria.

"Você já assistiu ao filme Matrix? O original de 1999?" Assenti, lembrando-me vagamente da trama. "Havia uma personagem, a Oráculo, que falava para o protagonista o que ele precisava ouvir", ela explicou, fazendo uma analogia e concluiu sua explicação dizendo: "Minhas palavras são para lhe guiar, as vezes vou dizer algo diferente do que vai acontecer, mas as minhas palavras vão te guiar para o propósito. 'posso te indicar a porta, mas é você quem deverá atravessa-la'..."


Ela embaralhou suas cartas com uma destreza que denotava experiência, as cores vibrantes e os desenhos intrigantes capturavam minha atenção. A cartomante sinalizou para que eu dividisse o baralho, e, após isso, ela puxou uma carta. Era a "Lua", uma figura misteriosa sob a luz noturna. Ela descreveu a carta, afirmando: "Aqui vejo a escuridão que envolveu esse moço. Tenho a certeza de que ele teria tirado a própria vida se você tivesse optado por não ajudá-lo. Essa carta reforça isso."

Em seguida, ela virou uma segunda carta, revelando os "Enamorados". A cartomante deu uma risada e disse: "Eu te disse que ele não precisava de sexo, que ele não precisava de você na cama, mas vocês transaram. Não foi?" Fiquei perplexa, enquanto ela continuava descrevendo o significado daquela carta, enfatizando: "...o encontro de vocês vai além do físico; é um verdadeiro encontro de almas. Tome cuidado com isso. Sua alma se fundiu à dele, vocês não são mais dois, vocês são um só. Preste atenção, mas muita atenção. A relação de vocês não é baseada em sexo..."

Ao tirar a terceira carta, a "Estrela", ela continuou: "Como eu te disse, se você tirar toda a atividade sexual do seu encontro com ele, perceberá que tiveram um verdadeiro encontro de amor entre duas almas. Você conseguiu ser o porto seguro dele, e ele lhe será eternamente grato. Aqui vai a minha opinião, não vejo isso nas cartas, mas eu acho que esse moço te ama de verdade, se bobear, desde antes... talvez de outras vidas..." Quando ela disse 'desde antes... talvez de outras vidas...', me lembrei das palavras de Jean, em seu desabafo: '...você chamou minha atenção desde o dia em que apareceu, naquela primeira reunião que você participou no Conselho das Águas. Lembro-me como se fosse hoje quando você me entregou aquele ofício de indicação...' 

Ao virar a última carta, revelando "O Julgamento", a cartomante concluiu: "Suas dúvidas são genuínas, mas as esqueça! A decisão sobre o casamento dele está nas mãos dele. Mesmo que ele decida permanecer com ela, por conveniência que seja, você será o verdadeiro amor da vida dele..."


A Cartomante decidiu puxar uma carta bônus, disse que sentiu em seu coração de fazer isso, e a colocando diante de mim, disse: "A Temperança". Ela olhou nos meus olhos e disse: "Esta carta indica equilíbrio e paciência. Seja paciente, confie no processo. O destino de vocês está sendo tecido nas linhas do tempo, e o amor verdadeiro sempre encontra seu caminho. Mantenha a esperança e o equilíbrio em seu coração."

Saí da consulta com um turbilhão de pensamentos, mas uma sensação de serenidade começava a tomar conta de mim. O caminho à frente poderia ser incerto, mas, como a cartomante sugeriu, eu estava disposta a confiar no destino e no verdadeiro amor que compartilhava com Jean. As palavras da cartomante estavam ecoando em minha mente, como um suave mantra sussurrando a necessidade de equilíbrio e paciência em meio à turbulência emocional.

Enquanto o turbilhão de emoções continuava, uma sensação de serenidade começava a se instalar, guiando-me na aceitação do que viria. Eu estava pronta para confiar no processo e permitir que o verdadeiro amor traçasse o caminho à frente.

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