Se você curte um conto real, verídico e que aconteceu comigo... Pegue a pipoca, sente-se à frente deste blog, porque hoje vou contar uma história autêntica que envolve a minha mãe.
Mamadi é uma senhora de 58 anos, mas aparenta ter apenas bem menos. Quando saímos juntas, e ela se veste como uma moça da cidade, as pessoas chegam a pensar que ela é minha irmã mais velha, parecendo ter no máximo 40 anos. Mamadi possui um corpão pelo qual eu luto para alcançar, uma coroa sarada, com um corpo bonito, apresentando poucos traços e rugas no rosto. Não é magra, mas sim uma mulher com curvas (assim como eu), um verdadeiro mulherão.
Eu estava enfrentando crises de ansiedade e, por esse motivo, "Mamadi" veio de Pirapora, Minas Gerais, para a capital, Belo Horizonte, cuidar de mim por alguns dias. Havia a possibilidade de acompanhá-la de volta para Pirapora, caso o médico me concedesse licença médica.
Em um dia chuvoso, mencionei a ela que iria para a academia, nada de mais. Ela decidiu me acompanhar, e ao chegarmos lá, tive que solicitar permissão para que ela ficasse dentro da academia, devido à minha situação.
Fui para as esteiras e pensei: "Vou correr até cansar, depois pedalo um pouquinho e falo #tapago." Comecei a caminhar na esteira, aumentando a velocidade a cada cinco minutos. Olhei para a minha mãe, que olhava na minha direção, mas com um olhar diferente.
Quando reparei no olhar dela, percebi que estava me encarando de uma maneira que me fez pensar que ela estava me paquerando. Fingi normalidade, mas achava isso estranho.
Ela estava olhando por cima da revista, como uma leoa na savana observando sua presa prestes a atacar. Eu me sentia incomodada com aquilo; será que minha mãe estava preocupada comigo? Será que ela pensava que eu estava agindo de forma imprudente ao realizar exercícios diante dos problemas de saúde que enfrentava? Eu não estava entendendo nada.
Aquela meia hora na esteira foi estranha; os olhares de minha mãe na minha direção pareciam os de alguém interessado em uma balada, e eu sentia um clima estranho.
À medida que a meia hora na esteira chegava ao fim e os primeiros dez minutos de redução na velocidade se aproximavam, percebi que ela começou a disfarçar o olhar, o que me deixou intrigada.
Eu estava terminando na esteira, descendo do aparelho e me preparando para ir para a bicicleta ergométrica, quando notei que ela, de uma forma bem sensual, fez um cruzamento de pernas. Foi algo elegante, atraente e que ao mesmo tempo me deixou perplexa, pois estávamos em uma academia e não em uma balada.
Olhei para ela me questionando o que estaria acontecendo, foi quando eu vi o Dr. Hércules Silva, um assíduo frequentador da academia que eu frequento e que eu conhecia das palestras sobre saúde, corpo e fisiculturismo.
Quase soltei uma gargalhada, afinal de contas, entendi que minha mãe estava paquerando um dos médicos mais renomados que eu conhecia pessoalmente, embora, até eu mesma, sentisse calores indescritíveis quando o Dr. Hércules conversava comigo.
O Dr. Hércules estava levantando peso; a camiseta ressaltava seus músculos, deixando evidente que ele era um homem super cuidadoso. Além disso, apesar de ser um homem na casa dos cinquenta anos, aparentava ser mais jovem. Como médico renomado, desfrutava de hobbies caros e sempre chegava nos eventos em seu carro de luxo. Ele também exibia uma tatuagem impressionante em seu antebraço direito, revelando-se enquanto levantava pesos imponentes na academia. Uma águia audaciosa, com as asas estendidas em pleno voo, adornava sua pele, cada detalhe meticulosamente trabalhado, desde as penas finamente desenhadas até as garras afiadas. Transmitindo uma sensação de poder e liberdade, a águia parecia estar em constante movimento, capturando a essência de sua força e determinação.
O homem estava tão concentrado em sua malhação que não percebeu os flertes de Mamadi. Era visível em seus olhos a frustração e a tristeza que ela estava sentindo, pois ele nem a havia notado.
Por dentro, eu estava gargalhando, sem acreditar que minha mãe ainda estava com tanto "fogo no rabo".
Antes de ir para a bicicleta, fui até ela e disse:
- Quer que eu peça o telefone dele para a senhora?
- Carolina, me respeita!
- Mamadi, estou vendo a senhora paquerando ele. Se está afim, dou o maior apoio..., mas ele nem deve estar percebendo que nós duas estamos conversando; ele está concentrado na malhação.
- Ah, minha filha, não... melhor não!
- A senhora tem até eu terminar a parte de bicicleta ou ele ir embora.
- Não... deixa pra lá...
Fui para a bicicleta, pedalando e ouvindo música com fones de ouvido. Minha mãe continuava admirando o Dr. Hércules, até que..., ao terminar uma série, ele ia atravessar a academia, mas me viu e foi me cumprimentar.
- Oi, mocinha, como está?
Senti como se eu estivesse paquerando ele e ele estivesse investindo. Minha boca secou e quase tossi. Respirei fundo, me recuperando rapidamente, então disse:
- Estou bem e o senhor?
- Estou bem.
Parei e, em um milésimo de segundo, tomei a iniciativa:
- Doutor, o senhor me responderia uma pergunta pessoal?
Ele me olhou com um olhar intrigado e fez que sim com a cabeça. Então perguntei:
- Doutor, vejo o senhor sempre em eventos, nas palestras ou aqui na academia, mas nunca vi o senhor acompanhado. O senhor é casado ou tem algum relacionamento?
Ele sorriu, arrumou o cabelo com as mãos e disse:
- Eu sou solteiro, nunca me casei...
- Ah, interessante...
- Por qual motivo a pergunta, senhorita Carolina?
- Então, conheço uma moça muito legal que viu o senhor e que gostaria de trocar telefone, conhecê-lo melhor... só que ela está tímida, e eu estou querendo apresentá-lo a ela. Só que eu não sabia se o senhor era comprometido, por isso não falei nada antes.
O Dr. Hércules fez um sinal para o seu assessor, que se aproximou, e pediu a carteira. Dela, tirou um cartão de visitas. Hércules pegou uma caneta da bolsa e escreveu seu telefone pessoal no verso, dizendo:
- Como você a conhece e está me dizendo que se trata de uma boa moça, entregue a ela o cartão com o meu telefone. Esse número, que estou colocando no verso, é o meu WhatsApp pessoal...
Eu fiz um sinal para ele com a cabeça, e ele olhou na direção de Mamadi, que sorriu para ele, recebendo um sorriso de volta.
- É a sua amiga, que está interessada?
Pensei se deveria dizer que aquela era a minha mãe, mas optei por omitir isso, o que poderia estragar tudo. O Dr. Hércules sorriu para mim, tomou de mim o cartão de uma forma gentil, caminhou até a minha mãe e entregou o cartão para ela. Explicou que o número, escrito a caneta no verso, era seu Whatsapp pessoal e disse que estava aguardando o retorno dela.
Fiquei olhando aquilo perplexa, pensei até em mudar de profissão, criar uma agência, "Fica Comigo", mas esse programa já era da Fernanda Lima... (risos).
Após uma breve conversa, ele veio até mim e agradeceu por eu ter contado a ele que "a minha amiga" estava interessada em conhecê-lo. Despediu-se e foi para o mesanino, onde eu sabia que ele iria fazer exercícios mais pesados.
Minha mãe parecia uma adolescente que acabara de dar o primeiro beijo.
Voltamos para casa após o meu treino, e minha mãe não parava de olhar o cartão.
- Porra Mãe, adiciona o homem no teu "zap" logo e começa a conversar com ele...
- Olha a boca, menina, não foi essa educação que eu te dei.
- Eu quero é saber se você vai "sair" com ele...
Ela me olhou encabulada, e eu então disse:
- Acho que o Dr. Hércules será meu padrasto...
Se vocês quiserem saber no que deu isso, comentem que eu conto ↴↴

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