Série O Conselho da Águas Episódio 06, Temporada 02.
Escrito por: Carol Motta.
Ao desembarcar em Belo Horizonte, meu coração estava pesado. Assim que peguei meu celular, vi a mensagem de Vivian: "Nosso encontro no aeroporto de BH está cancelado. Te conto depois!" Um aperto se formou no meu peito, mas não havia nada que eu pudesse fazer. Com a mente turva de decepção, segui em direção à saída da sala de desembarque.
Quando cheguei ao saguão, avistei Vivian do outro lado, e meu coração disparou. Ela estava beijando outro homem, e imediatamente deduzi que era o seu marido. Uma onda de ciúmes me invadiu, mas eu sabia que não tinha direito a isso. Era um momento que não deveria estar presenciando. Olhei para baixo, tentando ignorar o nó que se formava na minha garganta.
Segui até o estacionamento, fazendo o pagamento do meu ticket com uma sensação de vazio. Enquanto caminhava em direção ao meu carro, meu telefone tocou. Era Vivian. O coração quase pulou do peito ao atender.
"...Augusto, o meu marido, está aqui no aeroporto, por isso cancelei o nosso encontro aqui. Vamos dar um jeito de marcar um novo encontro!" A preocupação na voz dela fez meu ânimo melhorar, mesmo que por um instante.
"Eu vi vocês se beijando, juro que senti ciume. Ah, é uma pena, queria sentir sua boca mais uma vez." respondi, tentando manter a voz firme.
Conversamos sobre a viagem, sobre as promessas que fizemos, e cada palavra dela parecia apagar um pouco da tristeza. Ela falou sobre a situação e como tudo estava difícil, mas reforçou que ainda havia esperança para nós.
Depois da conversa, embora a decepção ainda pesasse em meu coração, eu sentia que nossos laços estavam mais fortes do que nunca. Nos despedimos com a promessa de que ainda haveria um futuro juntos, mesmo que incerto.
Com essa esperança, entrei no carro e segui meu caminho, determinado a não deixar a tristeza me dominar. O pensamento de Vivian me acompanharia, iluminando os dias escuros que viriam.
Próximo à entrada do município de Lagoa Santa, uma decisão impulsiva tomou conta de mim. A conversão para um hotel conhecido era quase automática, um refúgio que me prometia um breve escape da realidade que eu tanto queria evitar. Para minha sorte, havia quartos disponíveis e, após um pagamento rápido, garanti uma noite de solitude que me parecia mais necessária do que nunca.
Alicia, minha mulher, estava em casa, e eu sabia que encará-la após os últimos dias seria impossível. Havia algo em mim que fervilhava a cada pensamento de Vivian, uma conexão intensa que eu não conseguia ignorar. O dilema da traição não se apresentava apenas em forma de carne e osso, mas como um peso na minha consciência.
Assim que entrei na suíte, um alívio misturado a uma pontada de culpa me tomou. Telefonei para Alicia, a voz trêmula, e expliquei que me atrasaria para voltar. "Uma reunião de última hora...", eu disse, uma mentira que soou como um salva-vidas em meio ao mar de confusões emocionais. Conhecia bem Alicia; sabia que, se não fosse cuidadoso, ela sentiria minha mente divagando por outros caminhos.
Com a mala guardada no armário, a porta trancada e uma muda de roupa cuidadosamente colocada sobre a cama, resolvi me render ao chuveiro. A água quente caía sobre mim como uma cortina que lavava não só o corpo, mas as frustrações acumuladas. Cada gota parecia drenar a vontade de estar com Vivian, um desejo que pulsava forte e insistente em meu peito.
Enquanto a espuma se formava, cada pensamento de Vivian vinha à tona, como lembranças fugazes de momentos que me aqueciam a alma. Era como se estivesse dentro de um sonho, onde tudo era possível e as regras da realidade se dissipavam. Mas ali, na privacidade do chuveiro, a linha entre o desejo e a culpa se tornava cada vez mais tênue.
Entre minhas pernas se formou uma ereção que era nada mais nada menos do que o desejo que eu tinha por ela naquele momento, comecei a me masturbar debaixo do chuveiro, imaginando ela ali comigo, como nos dias em que a possui em Foz. Meu desejo por ela fazia meu pau estar duro, feito pedra, sem a ajuda daquele comprimido azul.
Podia sentir seu corpo esguio, com curvas que chamavam a atenção de qualquer um que a observasse, seus seios fatos e bonitos que me convidavam a lascívia, a uma vontate louca de chupa-los até eu sentir o meu orgasmo.
Sua pele bronzeada naturalmente, com a marca da roupa de banho que usava na piscina, seu perfume natural, "minha nossa..." ela era toda delícia…, sua pele toda lisinha, sem nenhum pelo. Seus seios me convidando para desbravá-los, beijando-os com desejo, como seria bom se estivesse ali para eu fazer isso, o toque do meu dedo em sua intimidade, os gemidos que ela estaria dando por eu estar tocando seu clitóris, inserindo indicador até o limite.
Minha mão fazendo o papel que a sua bucetinha faria, entorno do meu pau, me estimulavam, enquanto eu só imaginava o sexo, que eu estava transando com Vivian, buscando o orgasmo e sentindo seu corpo ali comigo.
Como um devaneio, eu conseguia sentir. Vivian estava naquele box comigo, eu podia sentir sua presença e buscava alcançar o orgasmo e leva-la ao prazer extremo. Podia ouvir seus grunhidos de prazer ao ser penetrada pelo meu pau e que ela estava buscando o orgasmo com o mesmo desespero que eu.
Senti que eu que estava chegando lá, mais algumas tocadas e a minha ejaculação veio, derramando o meu gozo no chão. O meu prazer era tanto que quase escorreguei e caí no box, perdendo o controle, mas me mantive de pé amparado por barras instaladas, para que se caso algum deficiente tivesse no quarto pudesse se apoiar, um cuidado que aquele hotel especificamente tinha e que me salvou de cair no chão.
"Vivian, eu não sei onde você está, nem se eu estou com você em seu coração ou em seus pensamentos, mas dedico essa gozada a você!" murmurei, enquanto terminava de ordenhar a minha ereção que aos poucos ia se desfazendo na minha mão, juntamente com prazer que estava sobre o meu corpo naquele momento.
Saí do chuveiro, o vapor preenchendo o ambiente, e encarei meu reflexo no espelho. Aquela noite seria apenas um intervalo, um espaço temporário entre duas vidas que, de alguma forma, não paravam de se entrelaçar.
Vestindo o pijama, a realidade me aguardava do lado de fora. me deitei para descansa, não poderia ir para casa, sem antes organizar meus pensamentos. O minha paixão por Vivian estava muito volátil, com muita pressão e em alta temperatura.
Deitei na cama, os pensamentos ainda fervilhando, mas decidi que precisava acalmar minha mente e encontrar alguma paz antes de encarar Alicia no dia seguinte.
Olhei para o teto, contando as pequenas manchas na pintura como se fossem estrelas em um céu distante. Fechei os olhos e tentei mergulhar em um estado de tranquilidade, mas a imagem de Vivian insistia em invadir meus pensamentos. Seu sorriso, a maneira como sua risada ecoava na minha memória, e a leveza de seus toques me deixavam em um estado de tormento.
A mente, traidora, flutuava entre a realidade e os sonhos. Lembrei-me dos momentos que passei com Alicia, das nossas conversas, das risadas compartilhadas, e até mesmo dos silêncios confortáveis. Mas, em cada lembrança, havia uma sombra de comparação, uma sensação de que algo estava faltando.
Lutei contra o desejo de pegar o celular e mandar uma mensagem para Vivian, mas resisti. O que eu poderia dizer? Que estava no hotel pensando nela, enquanto minha esposa aguardava ansiosamente meu retorno? Essa ideia era insuportável.
Enquanto o tempo passava, fui me permitindo sentir a dor da escolha que fiz. Não era justo com Alicia, uma mulher que sempre me apoiou e que merecia meu coração por inteiro. O dilema se tornava cada vez mais intenso, e eu me perguntava como chegara a esse ponto.
Com o pensamento confuso, finalmente me entreguei ao sono, na esperança de que, ao acordar, tudo ficaria mais claro. O dia seguinte traria a realidade de volta, e eu teria que encarar Alicia e todas as verdades que estavam escondidas sob a superfície.
No meio da noite, sonhos estranhos e entrelaçados começaram a me envolver. Às vezes, Vivian aparecia, como um farol em meio à escuridão, e outras vezes, era Alicia, seu olhar penetrante questionando meu silêncio. Era uma dança angustiante entre o que eu queria e o que eu tinha.
Quando a manhã chegou, o sol filtrava pela janela, iluminando o quarto com um tom dourado. Levantei-me, sentindo o peso da responsabilidade me esmagar. Era hora de enfrentar a realidade e lidar com as consequências de minhas escolhas.
Olhei no espelho novamente, tentando encontrar coragem em meu reflexo. Sabia que, ao encontrar Alicia, precisaria ser honesto e lidar com a tempestade emocional que tinha dentro de mim. Aquela noite poderia ter sido um momento de fuga, mas agora era hora de voltar para casa e enfrentar o que realmente importava.
Peguei a estrada para casa, o coração pesado e a mente ainda confusa. Ao chegar, percebi que não havia ninguém em casa. O silêncio ecoava pelos cômodos vazios, e a sensação de solidão só aumentava a angústia que eu carregava. Fui trabalhar, como se essa rotina pudesse apagar os pensamentos que insistiam em me assolar.
Durante o dia, me esforcei para evitar pensar em Vivian, como se fosse uma tarefa simples. Mas era como tentar conter um rio com as mãos; a imagem dela sempre se infiltrava entre as obrigações e as conversas triviais. Cada canto da sala me lembrava dos momentos que passamos juntos, e a expectativa de vê-la novamente se tornava cada vez mais intensa.
O relógio parecia se arrastar, e a proximidade do reencontro com Alicia pesava em minha consciência. Eu sabia que, ao voltar para casa, teria que enfrentar perguntas, olhares e, talvez, o inevitável confronto sobre o que realmente estava acontecendo dentro de mim.
Ao fim do dia, com a luz do sol se pondo no horizonte, fui me preparando para logo vê-la. Sabia que precisava ser forte, que precisava ser honesto. Mas, ao mesmo tempo, uma parte de mim queria fugir, adiar a conversa e manter o conforto da negação por mais um pouco.
Continua...

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