Série O Conselho da Águas Episódio 07, Temporada 02.
Escrito por: Carol Motta.
O despertador tocou cedo, mas eu já estava acordada, observando o teto do quarto. A cama ao meu lado estava fria e vazia, um reflexo da distância que havia se instalado entre Lionel e eu. Ele agora era o "Comendador das Águas", um título que parecia apenas aumentar a lacuna entre nós.
Enquanto me arrumava, não conseguia evitar a sensação de que algo estava errado. Lionel e eu tínhamos uma rotina, mas ultimamente, ele estava distante, sempre ocupado com o trabalho e suas viagens. Ser esposa de um "comendador" não era fácil, especialmente quando parecia que eu era a única lutando para manter nosso casamento.
No caminho para o trabalho, meus pensamentos giravam em torno do nosso relacionamento. O rádio tocava uma música suave, mas eu mal a ouvia, perdida nas minhas reflexões. Como chegamos a esse ponto? Lionel sempre foi meu porto seguro, meu companheiro de todas as horas. Agora, ele era um estranho, e eu não sabia como consertar isso.
Ao parar em um semáforo, observei os carros ao meu redor, cada um com suas próprias histórias e problemas. Eu me perguntei quantos daqueles motoristas também se sentiam presos em relacionamentos desgastados. Um suspiro escapou dos meus lábios enquanto o sinal mudava para verde, e eu continuava meu caminho para o escritório.
O trabalho era uma distração bem-vinda, mas hoje minha mente estava inquieta. Pensava em Lionel, em nosso casamento, e no futuro incerto que nos aguardava. Precisávamos conversar, resolver nossas diferenças, mas eu não sabia por onde começar. O medo de enfrentar a verdade era paralisante.
Ao estacionar o carro e caminhar em direção ao prédio do escritório, respirei fundo, tentando afastar os pensamentos negativos. Talvez hoje fosse o dia em que Lionel e eu finalmente teríamos a conversa que tanto precisava acontecer. Eu só esperava que não fosse tarde demais para salvar nosso casamento.
Cheguei ao escritório tentando afastar os pensamentos sobre Lionel e nosso casamento. O trabalho era meu refúgio, um lugar onde eu podia me concentrar e esquecer, pelo menos temporariamente, os problemas em casa. Cumprimentei os colegas com um sorriso educado e fui para minha mesa.
O dia estava cheio de tarefas e reuniões. Eu me joguei no trabalho, lidando com e-mails, relatórios e projetos. A rotina frenética era uma distração bem-vinda, mas não conseguia afastar completamente a sensação de vazio que me acompanhava.
Por volta das dez da manhã, enquanto eu revisava um documento, ouvi uma batida leve na porta da minha sala. Levantei os olhos e vi Christian, um colega que todos no escritório estimavam. Ele era mais jovem, dinâmico e sempre demonstrava um interesse especial por mim.
"Oi, Alicia. Posso entrar?" perguntou ele, com um sorriso caloroso.
"Claro, Christian. Entre," respondi, tentando manter a voz firme e profissional.
Ele entrou e se sentou na cadeira em frente à minha mesa. "Trouxe um café para você. Pensei que pudesse precisar de um, já que o dia está tão corrido."
Agradeci com um sorriso, pegando o café. "Você adivinhou, realmente estava precisando."
Conversamos um pouco sobre o projeto em que estávamos trabalhando juntos. Christian era sempre atento e envolvido nas discussões, mas havia algo em seu olhar que me deixava desconfortável. Era uma mistura de admiração e algo mais, algo que eu não queria reconhecer.
No meio da conversa, ele mencionou casualmente: "Sabe, Alicia, sempre fico impressionado com a sua dedicação e habilidade. Você é uma inspiração para todos aqui."
Sorri, agradecida pelo elogio. "Obrigada, Christian. Isso significa muito para mim."
Ele continuou, inclinando-se um pouco mais perto. "Sei que você é casada e respeito isso, mas não posso deixar de dizer que admiro muito você, tanto profissional quanto pessoalmente."
Meu coração deu um salto. Christian nunca tinha sido tão explícito antes. Eu me endireitei na cadeira, tentando manter a compostura. "Christian, eu aprecio suas palavras, mas realmente... sou casada."
Ele sorriu suavemente. "Eu sei, Alicia. E respeito isso. Só queria que você soubesse o quanto você é especial."
Agradeci novamente, tentando desviar a conversa de volta para o trabalho. Apesar do desconforto, havia algo reconfortante na atenção de Christian. Ele me fazia sentir vista e valorizada, algo que Lionel parecia ter esquecido.
Enquanto Christian se levantava para sair, ele acrescentou: "Se precisar de algo, estou por aqui. E lembre-se, você sempre tem alguém em quem confiar."
Observei-o sair, um turbilhão de emoções dentro de mim. Eu não queria admitir, mas a atenção de Christian era uma distração tentadora dos problemas em meu casamento. Eu precisava ser forte, lembrar do compromisso que tinha com Lionel, mesmo que as coisas estivessem difíceis.
Suspirei, voltando minha atenção para o trabalho. O dia ainda estava longe de acabar, e eu tinha que manter o foco. Mas a presença de Christian, suas palavras e seu olhar continuariam a rondar meus pensamentos, tornando tudo ainda mais complicado.
Na hora do almoço, fui até a cafeteria do prédio e peguei uma salada de frango grelhado com folhas verdes e um suco de laranja. Sentei-me em uma mesa no canto, onde podia ter um pouco de privacidade para pensar.
Enquanto comia, meus pensamentos continuavam a oscilar entre Lionel e Christian. Cada garfada parecia trazer uma nova onda de indecisão e desejo conflitante. Lionel era meu marido, o homem com quem eu havia construído uma vida. Mas nossa relação estava desgastada, e os sentimentos que eu tinha por ele estavam desvanecendo lentamente.
Christian, por outro lado, era uma tentação constante. Jovem, charmoso e seguro de si, ele tinha uma aura magnética que era difícil de resistir. Eu o apelidei secretamente de "Senhor Grey " em meus pensamentos, uma referência ao personagem de "50 Tons de Cinza". Ele tinha aquela mistura de mistério e intensidade que me atraía de uma maneira que eu não queria admitir.
Ele era alto, com ombros largos e um porte atlético que transparecia mesmo sob o terno bem cortado que usava. Seus olhos verdes brilhavam com uma confiança que muitas vezes me deixava sem palavras. O cabelo escuro e perfeitamente penteado e a mandíbula firme completavam o pacote. Mas o que mais chamava minha atenção era a forma como ele me olhava. Era como se ele pudesse ver através de mim, ler meus pensamentos e entender minhas dúvidas e desejos.
Cada encontro com Christian era uma batalha interna. Ele me fazia sentir desejada, viva, e isso era algo que eu não sentia há muito tempo com Lionel. Eu me perguntava se ceder às investidas de Christian seria um erro ou uma oportunidade de redescobrir uma parte de mim mesma que havia sido esquecida.
"Senhor Grey," pensei enquanto levava mais uma garfada de salada à boca. A ideia de estar com ele me excitava e assustava ao mesmo tempo. Eu sabia que cruzar essa linha significaria trair Lionel de uma forma que poderia ser irreversível. No entanto, a tentação era forte, e a perspectiva de sentir novamente aquela chama de paixão era quase irresistível.
Continuei comendo, perdida nesses pensamentos. A salada parecia insípida comparada ao turbilhão de emoções dentro de mim. Podia sentir meu coração acelerar só de imaginar um encontro mais íntimo com Christian.
"Será que eu devo ceder?" me perguntei. A dúvida me corroía, e a linha entre certo e errado parecia cada vez mais tênue. A verdade era que eu estava carente de atenção, e Christian estava ali, pronto para preencher esse vazio.
Comi o último pedaço de frango, ainda dividida entre meus votos matrimoniais e a tentação que Christian representava. Precisava tomar uma decisão, mas sabia que, qualquer que fosse, traria consequências que mudariam minha vida para sempre.
No final do expediente, meu celular tocou. Era Lionel. Suspirei, já antecipando a desculpa que ele daria desta vez.
"Alícia, querida, não vou conseguir chegar hoje. Surgiu uma reunião de última hora que não posso cancelar..."
O resto de suas palavras se misturou em um zumbido indistinto em minha cabeça. A raiva começou a borbulhar dentro de mim. A dedicação obsessiva de Lionel ao trabalho estava se tornando insuportável. Ele estava constantemente ausente, e parecia que o trabalho sempre vinha em primeiro lugar, deixando-me cada vez mais solitária e frustrada. Era como se eu não existisse mais em sua lista de prioridades.
"Claro, Lionel. Entendo," respondi, tentando manter a voz calma, embora meu interior estivesse fervendo. Desliguei o telefone com um suspiro pesado e comecei a me preparar para sair.
Enquanto organizava meus pertences, ouvi uma voz familiar atrás de mim. Era Christian.
"Boa noite, Alícia. Está indo para casa?" ele perguntou, com aquele sorriso encantador que sempre conseguia me desarmar.
"Sim, estou," respondi, tentando esconder minha frustração.
"Posso acompanhá-la até o estacionamento?" ele ofereceu.
"Claro," respondi, aceitando a oferta. Havia algo reconfortante na presença dele, mesmo que eu soubesse que não deveria me sentir assim.
Saímos do prédio juntos, a conversa fluindo naturalmente. Falamos sobre o dia de trabalho, mas logo a conversa se voltou para nossas vidas pessoais.
"Você parece preocupada," ele observou, olhando diretamente nos meus olhos. "Tudo bem em casa?"
"Não exatamente," confessei, sem conseguir disfarçar a amargura na minha voz. "Lionel está sempre ocupado com o trabalho. Parece que nunca tem tempo para mim."
Christian assentiu, mostrando compreensão. "Isso deve ser difícil. Você merece alguém que te dê a atenção que precisa."
Suas palavras tocaram um ponto sensível dentro de mim. Era exatamente isso que eu sentia. Alguém que estivesse presente, que me fizesse sentir desejada e importante. Enquanto caminhávamos, a distância entre nós parecia diminuir, não apenas fisicamente, mas emocionalmente também.
"Às vezes, é preciso pensar em si mesmo," Christian disse, a voz baixa e envolvente. "Você merece ser feliz, Alícia."
Seus olhos encontraram os meus, e naquele momento, o desejo era palpável. Eu sabia o que ele estava insinuando. Estávamos no estacionamento agora, e ele se aproximou um pouco mais.
"Se precisar de alguém para conversar, ou qualquer outra coisa... estou aqui," ele disse, o tom sugestivo claro.
Meu coração acelerou. A tentação era forte, e a raiva que sentia de Lionel só alimentava esse desejo. A oportunidade de trair Lionel estava ali, clara como o dia. Christian era jovem, atraente, e me fazia sentir viva de novo.
"Obrigado, Christian. Eu... aprecio isso," respondi, minha voz um pouco trêmula.
O momento estava carregado de tensão. Christian se inclinou ligeiramente, seus lábios quase tocando os meus.
"Vamos sair para tomar um drink?" ele sugeriu, a voz baixa e convidativa.
Olhei nos olhos dele, a luta interna evidente. Trair Lionel seria fácil agora, mas as consequências seriam enormes. No entanto, a tentação de ceder era quase irresistível.
"Eu... não sei," respondi, a hesitação clara em minha voz.
Christian apenas sorriu, aquele sorriso que me fazia derreter. "Pense nisso. Estarei esperando."
Ele se afastou, dando-me espaço para respirar e decidir. Fiquei ali, parada, vendo-o caminhar para seu carro, enquanto minha mente fervilhava com as possibilidades e os desejos conflitantes.
"Christian... eu aceito o convite," disse, sentindo um arrepio percorrer minha espinha.
Ele sorriu, aquele sorriso que sempre me desarmava. "Ótimo. Vamos lá."
Seguimos juntos para o estacionamento, e ele me abriu a porta do carro, demonstrando uma gentileza que só aumentava minha atração por ele. Durante o trajeto, a tensão entre nós era quase palpável, mas a conversa fluía naturalmente, como sempre.
"Então, onde vamos?" perguntei, tentando manter o tom casual.
"Conheço um lugar tranquilo onde podemos conversar," ele respondeu, mantendo os olhos no caminho.
Chegamos a um café acolhedor, escondido numa rua tranquila. O ambiente era íntimo, com luzes suaves e uma atmosfera relaxante. Sentamos em uma mesa no canto, longe dos olhares curiosos. O garçom veio prontamente para anotar nossos pedidos.
"Vou querer um chá gelado," disse, tentando esconder minha ansiedade.
"Para mim, um suco de laranja," Christian completou, lançando-me um olhar cúmplice.
Enquanto aguardávamos nossas bebidas, a conversa continuou. Falamos sobre o trabalho, sobre a vida, mas havia um subtexto de desejo em cada palavra, em cada olhar trocado.
"Alícia, você realmente merece ser feliz," Christian disse, pegando minha mão sobre a mesa. "E eu quero fazer parte dessa felicidade, se você me deixar."
Seu toque era quente, reconfortante. Meus olhos encontraram os dele, e algo em mim se rendeu completamente naquele momento.
"Nós dois sabemos que 'tomar um drink' era apenas uma desculpa," ele continuou, sua voz suave. "O que realmente queremos é estar juntos."
Antes que pudesse responder, ele se inclinou para frente, e seus lábios encontraram os meus. Foi um beijo cheio de desejo contido, de paixão reprimida. Meu coração disparou, e a raiva que sentia de Lionel se dissolveu momentaneamente naquele beijo.
Nos afastamos por um instante, ambos ofegantes. "Christian, eu..." comecei a dizer, mas ele me interrompeu com outro beijo, mais intenso desta vez.
Tudo ao redor parecia desaparecer, e por um momento, éramos apenas nós dois, explorando a paixão que vinha crescendo silenciosamente. A frustração, a raiva, o desejo – tudo se misturava em um turbilhão de emoções que eu não conseguia mais controlar.
O garçom trouxe nossas bebidas, mas elas ficaram intocadas sobre a mesa. Nada importava mais naquele momento além da conexão que estávamos compartilhando.
"Alícia," Christian murmurou entre beijos, "eu quero você. Agora."
"Eu também," sussurrei de volta, entregando-me completamente àquele momento.
A lucidez veio como um raio, cortando a confusão que se acumulava dentro de mim. Eu me afastei de Christian, sentindo o rosto arder de vergonha. “Desculpa, Christian. Preciso ir...” murmurei, tentando esconder o embaraço que me consumia por dentro. Era como se o beijo tivesse acendido uma chama que eu não estava pronta para lidar.
Ele me olhou, a expressão misturando preocupação e confusão. “Espera, Alicia! Eu... eu vou pagar a conta primeiro,” ele disse, tentando quebrar a tensão que pairava entre nós. Eu assenti com a cabeça, mas minha mente girava em um turbilhão.
Assim que ele voltou, seguimos em silêncio até o carro. O ambiente estava pesado, um silêncio quase palpável entre nós. O motor do carro ligou-se, mas a música estava distante, como se o universo tivesse decidido nos deixar sozinhos em nossos pensamentos.
Enquanto dirigia, eu olhava pela janela, tentando conter as lágrimas que ameaçavam transbordar. Cada pensamento era uma lembrança do que havíamos feito, e a culpa me corroía. O que estávamos pensando? Aquela noite deveria ser apenas mais uma entre colegas, e agora, tudo parecia desmoronar.
Chegamos ao estacionamento e Christian parou o carro. O coração disparou quando ele se virou para mim, e antes que eu pudesse processar, ele me abraçou. Foi um gesto inesperado, mas ao mesmo tempo tão necessário. No instante em que seus braços me envolveram, eu desabei em lágrimas.
“A gente não podia ter se beijado!” eu soluçava, minha voz embargada pela confusão.
“A culpa é minha,” Christian respondeu, a sinceridade em seu tom me surpreendendo. “Eu não queria que isso acontecesse assim, mas... eu não consigo evitar o que sinto por você.”
Suas palavras me atingiram como um soco no estômago. A responsabilidade que ele assumiu me fez sentir um misto de alívio e desespero. Ele não me culpava, mas a situação era tão complexa que tudo parecia impossível de resolver.
“Mas e agora?” perguntei, ainda envolta em sua abraço, buscando por respostas que pareciam tão distantes.
“Precisamos pensar. Não podemos deixar isso nos separar, mas não podemos ignorar o que aconteceu,” ele respondeu, sua voz suave, mas firme.
Respirei fundo, tentando organizar os pensamentos que dançavam caoticamente na minha mente. Eu sabia que aquele momento mudaria tudo entre nós, mas não sabia se para melhor ou para pior. O futuro era um grande ponto de interrogação, e a única certeza que eu tinha era a dúvida que me acompanhava.
O abraço se apertou um pouco mais, como se tentasse juntar os pedaços de nós dois. E, naquele instante frágil, percebi que, por mais difícil que fosse, talvez houvesse um caminho a seguir. Se ao menos conseguíssemos enfrentar o que estava por vir juntos.
Ele ergueu a minha saia, suas mãos subindo por minha coxa como uma carícia deliciosa, prenúncio de um momento sensual. O segurei, não podíamos seguir em frente, mas contraditoriamente eu queria, queria aquele carinho e aquele desejo.
Era errado, pecado, chame como quiser, mas eu estava envolvida e sentindo um tesão incontrolável. Há muito tempo não me sentia assim e a distância de Lionel me fazia sentir ainda pior.
Soltei seus braços, permitindo que ele continuasse, mesmo que isso causasse conflitos. Com uma mão ele me segurava, apoiando meu corpo, com a outra descia minha calcinha, apenas o suficiente para avançar, indo de encontro a minha buceta cedente e carente por atenção.
"Senhor Grey..." disse revelando um apelido secreto que tinha para ele. "... não podemos continuar. Sou casada!"
Christian colocou sua boca próximo ao meu ouvido e disse: "Senhor Grey!? Gostei! Sobre parar, me responda: Você realmente quer?"
Soltei um suspiro pesado, fruto da minha frustração e conflito. "Christian, não..." Ele inseriu dois dedos em minha boceta, o que me fez imaginar seu pau dentro de mim. "Christian... não!"
Eu sabia o quanto eu estava melada e ele agora, não só sabia, como provocava meu clitóris com movimentos circulares que me excitavam ainda mais.
Começamos as nos beijar loucamente, nossas línguas se tocando como uma dança entre pessoas apaixonadas. A mão que me segurava, apoiando meu corpo, subiu lentamente, indo de encontro aos meus seios, os apertando com a pressão certa, como se ele soubesse exatamente como eu gostava de ser tocada.
Quando ele voltou a mão para me segurar em apoio, seus dedos, que ainda estavam dentro de mim, voltavam a me estimular; aumentando a velocidade devagarinho, até que comecei a sentir as ondas de eletricidade que brotavam do meu âmago para o meu corpo.
"Minha noooossaaaaa!" soltei praticamente gemendo de prazer. "Goza pra mim Alicia!" ele disse em um tom imperativo, que fez com que meu corpo o atendesse imediatamente. Gozei muito e muito gostoso. Eu sentia os meus músculos vaginais pulsando entorno dos dedos de Christian, enquanto ele diminuía a velocidade das caricias.
"Alícia, você me fez um homem realizado." Christian disse enquanto eu gozava. Eu parei de me conter, me ergui em sua direção e mordisquei de leve sua orelha, soltando um gemido leve de prazer, pois seus dedos ainda estavam dentro da minha buceta. Minha mão direita começou a deslizar sobre a calça dele, sentindo aquele pau grande e duro ereto para mim.
Com dificuldade, devido ao orgasmo que ainda me envolvia, abri a calça dele, afastando a cueca e puxando aquela pauzão para fora. Eu não conseguia envolve-lo com a minha mão, que parecia pequena demais para um pau tão grande.
Comecei a bater uma punheta para ele, seus dedos ainda dentro da minha buceta. Por um instante parei de "socar" e comecei a alisar a cabeça, passado o polegar na região do freio, percebendo o quanto ele gostou disso. Quando voltei a dar atenção ao pau dele, ele começou a massagear meu clitóris até que eu entrei em "piloto automático", sentia minhas mãos "socando" o pau dele, mas o meu prazer estava nos dedos dele em minha buceta.
Quando o segundo orgasmo veio sobre mim, notei que ele estava "metendo" na minha mão, isso por que Christian estava desesperado para gozar e não demorou muito, ele anunciou: "Alícia, vou gozar!" com a voz embargada, praticamente falhando. Seu gozo veio em três jatos poderosos de leite em minha coxa, era tanta porra que eu me assustei, parecia que ele não transava há muito tempo.
"Queria que esse leitinho tivesse sido lançado dentro da sua bucetinha gostosa!" ele me disse, a voz embargada e fraca, tremula de tanto prazer. "Alícia, você está me fazendo um homem realizado!"
Nos beijamos com ardor, quando os afastamos vi que ele estava corado, aquela experiência havia sido especial para ele, dava para ver em seu semblante. Consertei minha calcinha e limpei parte do leitinho, que ele derramou em minha coxa, com uma flanela que estava no porta-luvas do carro.
Após um beijo de despedida que parecia carregar todo o peso da nossa situação, saí do carro, sentindo o coração aos pulos. Christian saiu atrás de mim, passando pelo carro e me alcançando antes que eu pudesse desaparecer na escuridão do estacionamento.
“Por favor, o que aconteceu é porque eu tenho sentimentos por você, Alicia,” ele disse, a voz carregada de emoção.
Eu me virei, sentindo uma mistura de tristeza e raiva. “Nada disso devia ter acontecido! Sou uma mulher casada!” As palavras saíram mais duras do que eu pretendia, mas a verdade era como um golpe, e precisava ser dita.
O olhar de Christian se entristeceu, como se cada letra da minha frase o atingisse. Ele deu um passo atrás, a fragilidade da situação estampada em seu rosto. “Eu sei, mas não posso simplesmente ignorar o que sinto. Não consigo,” ele respondeu, a angústia visível em seus olhos.
A tensão cresceu entre nós, como se o ar estivesse eletrificado. Eu queria gritar, mas também queria me jogar em seus braços e dizer que tudo ficaria bem. Mas sabia que não era possível. O peso da minha vida, das minhas responsabilidades, pesava como uma âncora.
“Christian, você não entende! Isso pode destruir tudo. Minha vida, meu casamento... tudo!” As lágrimas escorriam pelo meu rosto, e eu as limpei rapidamente, envergonhada pela fraqueza.
Ele fechou os olhos por um momento, como se estivesse tentando se controlar. “Eu não quero que você se machuque, Alicia. Mas não posso ser falso com meus sentimentos. Você é especial para mim.”
O silêncio que se seguiu foi ensurdecedor. Eu podia sentir a batalha que travávamos, não só entre nós, mas dentro de mim mesma. A luta entre o desejo e a realidade.
Finalmente, respirei fundo e disse, “Eu preciso ir.” Não consegui olhar em seus olhos novamente, com medo de que minha determinação se quebrasse.
Christian hesitou, a tristeza estampada em seu rosto. “Alicia, por favor...”
“Eu não posso,” eu murmurei, sabendo que aquelas palavras eram a única saída que me restava.
Com o coração pesado, entrei no meu carro. Cada movimento era doloroso, como se estivesse deixando uma parte de mim para trás. Ao fechar a porta, olhei para ele mais uma vez, e vi a decepção refletida em seu olhar. Um último suspiro escapou dos meus lábios enquanto ligava o motor, sentindo que estava levando comigo uma tempestade de emoções.
Enquanto dirijo para casa, cada lágrima é um lembrete do que somos e do que queremos ser. O caminho parece longo e cheio de sombras, mas estou ciente de que, mesmo com a distância, nada será como antes. Eu sei que Christian me ama e que eu o amo, mas o dilema ético que nos impede é uma barreira que não podemos ignorar.
Chego em casa e dou graças a Deus pelo silêncio. A ausência de Lionel, meu marido, e o fato de que os filhos estão de férias na casa da minha mãe, me trazem um alívio momentâneo. Tudo o que desejo é me lavar, pois me sinto suja, não fisicamente, mas como uma pecadora, errada por amar Christian.
Vou direto para o banheiro, o desejo de tomar um banho é mais do que uma necessidade física; é uma tentativa desesperada de lavar a dor e os dilemas que me consomem. A água quente escorre pelo meu corpo, e enquanto fecho os olhos, tento imaginar que cada gota leva embora um pouco da confusão e do peso que carrego. É um ponto final temporário, uma pausa necessária antes de enfrentar o que vem a seguir.
Continua...

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