15 de janeiro de 2021

- UMA LONGA HISTÓRIA -

Sempre tive muito mais amigos rapazes do que garotas, achava os meninos mais sinceros, divertidos e simples. Tirando a galera da escola e da faculdade, que virava e mexia se encontrava pra curtir uma balada, sair pra dançar e beber, eu ficava mais em casa, jogando videogame, lendo e escrevendo poesias, está última prática deu início ao blog... 

Nessa fase, acabei conhecendo dois amigos, em especial, que moravam no mesmo bairro que eu.

Nos conhecendo em um fórum de RPG pela internet. 

Pedro e Tiago já tinham 28 e 30 anos respectivamente, e eu apenas 20.

Foi uma época muito legal, porque a coincidência do bairro, nos fez marcar um encontro num barzinho, e logo a amizade que já existia na internet, através do jogo, se tornou real e acabávamos sempre marcando de nos vermos para beber cerveja, ouvir música ao vivo e, as vezes, irmos na casa do Tiago para jogar videogame.

A diferença de idade, parecia muito legal, porque eles eram caras super descolados, inteligentes e com outra cabeça.

Eu estava namorando nessa época e o meu namorado tinha a minha idade, crescemos praticamente juntos, e ele era meu primeiro namorado desde os 14 anos. 

Ele era muito ciumento e reclamava de eu ter mais amigos homens que mulheres, o que era um porre, já que ele não entendia que os garotos me respeitavam e que não era por andar com garotos que rolava nada entre eu e eles, mas era sempre a mesma chatice, dele reclamando que papo de homem era cheio de sacanagens, que não era legal eu ficar ouvindo, que as pessoas ficavam falando e blá, blá, blá.

Até que ficou claro que como diz o ditado, quem muito desconfia é porque tira os outros por si mesmo: ele me traiu duas vezes.

Na primeira eu fiquei arrasada, deprimida, fiquei um caco, mas perdoei.

Já na segunda vez, por mais que ele se desculpasse, jurasse que nunca mais iria fazer aquilo de novo e tal, o que eu sentia por ele acabou e eu não consegui deixar passar.

Acabei ficando muito mais próxima do Tiago e do Pedro, porque os meus amigos em comum com meu namorado, ficavam sempre trazendo recadinhos dele e me dando conselhos de desculpa-lo, o que eu não queria.

Um dia, briguei feio com a minha mãe, por ela ficar dizendo que não gostava da minha amizade com os meninos, e que eu devia voltar com meu o Léo. 

Liguei para o Tiago e ele atendeu no meio de maior música alta e disse que tava rolando uma festa em sua casa.

Ele me convidou para aparecer por lá, então roquei de roupa rapidinho, deixei minha mãe falando sozinha, e num instante cheguei lá.

O clima estava super legal, haviam poucas pessoas, mas ele tinha colocado umas lâmpadas azuis nos abajures, afastado os móveis, a música estava ótima, e não faltava nenhum tipo de bebida, petiscos, biscoitos e conversas interessantes.

Conheci uma prima do Tiago, que era super engraçada e divertida e fiquei lá sentada num almofadão de papo com ela e outras pessoas. Nisso, um dos amigos do Tiago, sentou do meu lado e se apresentou: 


- Oi, meu nome é Almir.

- Oi, sou a Carolina, mas pode me chamar de Carol...


Ele disse que finalmente estava conhecendo a famosa "Carol" e que os garotos não tinham mentido em nada sobre como eu era linda. Fiquei super sem graça, comecei a rir, e perguntei surpresa se os garotos tinham realmente dito isso sobre mim. 

Não imaginava que eles me reparassem dessa forma, afinal eu me vestia com menos vaidade, geralmente estava sem maquiagem.

Nesse tempo o meu guarda roupa era preenchido por camisetas, em sua maioria eram pretas, calças jeans e eu tinha um par de tênis, que um dia iria sair andando sozinho de tanto que eu o usava.


- Sim, e estou percebendo que é até mais legal do que ele havia me dito. Ele ficou mais animado, daí ele me disse que você vinha...


Achei mais graça ainda, falei que não era nada disso e perguntei se ele também jogava os games que costumávamos jogar.

Na minha cabeça no entanto, eu só ficava pensando na surpresa de saber que os meninos me elogiavam por aí para os amigos e tentava não demonstrar como estava ultra constrangida por saber aquilo.

Tiago conversava com duas garotas, mulheres lindíssimas, mas o peguei me olhando por duas vezes, concluindo que o que Almir havia dito, era verdade.

Almot disse que não era muito chegado em games não, que nunca tinha jogado com o Pedro e o Tiago, mas que achava que devia ser legal. 

Ficamos ali conversando, meio que puxando assuntos aleatórios, de música, de hobbies e tal... até que ele perguntou sobre o meu namorado.

Eu disse que não estava mais namorando, que havíamos brigado e que eu não queria namorar com ele mais.

Almir falou que era muito bom saber que uma garota igual a mim estava sozinha, pois era um pecado muito grande quando um cara conhece uma garota assim e não pode nem pensar em ter uma chance com ela. 

Fiquei intrigada com essa nova indireta que ele me deu, abaixava o olhar pro meu copo de refrigerante e sentia que meu rosto devia ficar vermelho, estava fervendo. 

O jeito que ele falava essas coisas era muito constrangedor e bom ao mesmo tempo; ele falava meio baixo, galenteador, criando um clima íntimo entre nós, com um olhar sério. 

Eu ficava rindo, meio que sem assunto com aquelas investidas dele, mas fiquei olhando pra baixo. 

Almir perguntou se eu não bebia, e eu expliquei que bebia as vezes, mas que naquela hora tava afim só de uma coca mesmo. Nesse momento, o Tiago veio, sentou ali com a gente no chão e perguntou se a gente tava bem, se tava curtindo.

Eu respondi que sim, que já tinha rido muito com a prima dele e que o visual da casa tava muito legal. 

O Tiago sorriu, me puxou para o lado dele com o braço por cima do meu ombro dando um abraço carinhoso assim de lado e um beijo na minha cabeça.

Almir falou que tava ali vendo se conseguia me conquistar, mas que eu era muito difícil ou muito tímida. 

Tiago falou que eu era uma gatinha muito exigente e de bom gosto, e que não ia ficar dando condição pra um galãzinho babaca e otário igual a ele. 

Os dois foram, estavam se sacaneando.

Eu quase chorava de tanto rir no meio dos dois se zoando, mas quando o Tiago se levantou de perto da gente, eu estava recostada na parede, com a cabeça apoiada pra trás, e olhei pro Amir, e ele tava parado, me encarando, um leve ar de riso, ficava me olhando fixamente sem falar nada.

Ele falou que tava me admirando.

O Almir veio pra bem perto de mim, encostou na parede do meu lado, da mesma forma como eu estava, e fez menção de enfiar o braço por trás de mim, como que pra eu me recostar no corpo dele. 


- Vem cá, vem. - ele falou. 


Foi tudo tão natural, que na hora eu nem pensei e deixei ele passar o braço, desencostei da parede pra me recostar nele, me aninhando naquele homem lindo. 

Ele fez um carinho no meu rosto, levantou devagarinho o meu queixo me fazendo virar o rosto pra ele, e veio se aproximando, olhando pra minha boca, e quando eu vi, estava deixando ele me dar um beijo.

Nossa... e que beijo! 

Eu deixei ele me beijar e retribuí, num beijo lento, sem pressa, quente, delicioso, que me fez ficar arrepiada e leve da cabeça aos pés. Parecia um sonho estar ali beijando aquele cara lindo, diferente, mais velho, depois de anos namorando com aquele “babaca adolescente”.

Ficamos daquele jeito nos beijando por muito tempo, depois eu me ajeitei diferente, ficando meio de frente pra ele, e continuamos aquele beijo que parecia ficar cada vez melhor, com ele segurando meu rosto com as duas mãos e fazendo carinho em minha nuca e eu no braço dele com as minhas mãos. 

Paramos um pouco, voltei a me aninhar no peito dele, e parecíamos um casal de namorados ali curtindo aquela música e trocando carinhos.

Do outro lado da sala, cruzei o meu olhar com o do Tiago, e ele falou alto de lá: 


- Poxa, para com isso,  eu já tô ficando com ciúmes dessa merda...


Comecei a rir disso, mas notei que por trás da brincadeira, havia um ponto de verdade...

Lá pelas tantas, fui olhar meu celular e vi milhares de chamadas e recados da minha mãe; metade do pessoal já havia ido embora, inclusive o Pedro e a prima do Tiago.

Já eram mais de 4 horas e o Tiago jogou uns colchonetes enrolados e uns edredons num canto da sala e falou que quem fosse dormir por lá, que podia ficar a vontade, deitar lá no sofá, ou catar um colchonete ali e se arrumar num cantinho qualquer, pois ele mesmo ia tomar um banho e cair na cama. 

Nisso, o resto do pessoal também se deu conta da hora e foi quase todo mundo embora, só ficou um casal lá que começou a arrumar dois colchonetes com edredons ali no chão. Eu me despedi do Almir, dizendo que tinha que ir, mas ele me pediu pra ficar e ir amanhã cedo, que ele me levava de carro.

Senti um frio na espinha, e me veio logo na cabeça que dormir por lá, com ele junto, não ia prestar e ia acabar acontecendo alguma coisa. Mas ao mesmo tempo, me bateu aquele desejo pelo risco, pelo não planejado, por deixar o momento levar e eu disse que tudo bem quando ele insistiu a segunda vez. 

Mandei um recado pra minha mãe, dizendo que estava numa boate e chegaria de manhã.

Como só ficamos nós e o outro casal, que inclusive já estava deitado em um canto da sala, e cheios de beijos ardentes, carícias e risadinhas baixinhas, fomos ficar sentados na cama do Tiago, dentro do quarto, pois eu já estava sem graça de ficar na sala junto com eles, presenciando aquele amasso.

O Tiago entrou no chuveiro (suíte) e falou que se a gente também fosse tomar banho depois pra dormir, que tinha toalha no armário, podia pegar. Fechou a porta do banheiro, e começou a tomar banho. 

Almir aproveitou pra recomeçar a me beijar de novo. Levantou da cama, me pegou pela mão me levando e me colocou encostada no guarda roupa.

Ele me beijava com tanta vontade e com uma pegada tão forte, que parecia que iria me engolir. 

Eu já me pegava até soltando uns gemidinhos bem baixinhos, com aquela voracidade toda que ele lambia minha boca, descia beijando e cheirando o meu pescoço, depois minha orelha, depois beijando e mordiscando de novo a minha boca.

Ele então passou um dos braços por trás da minha cintura, me puxando contra o corpo dele, e eu estremeci inteira ao sentir que ele estava excitado, forçando o meu quadril contra o dele. 

Nesse momento, tudo aquilo tomou outra dimensão. Eu me dei conta de que de fato, depois de 4 anos de namoro, eu estava livre e estava ali, sendo sarrada e beijada de um jeito delicioso por um cara totalmente diferente e infinitamente melhor que meu o Léo em milhares de sentidos.

O jeito daquele homem me agarrar, era totalmente novo pra mim.

Ele literalmente começou a se esfregar em mim, com força, num sobe e desce, como se apenas pelo inconveniente das roupas, ele já não estivesse entrando em mim.

A diferença de nossa altura, o fazia se inclinar inteiro, a boca enfiada na minha, o tronco meio recuado pra trás, ainda que a mão nas minhas costas, me puxasse pra ele, as pernas meio flexionadas e abertas em volta de mim, com a pélvis totalmente jogada pra frente, se forçando contra as minhas coxas e o meio delas, querendo me fazer sentir com tudo, a dureza e intensidade do tesão dele. 

Eu estava tão excitada e envolvida com aquilo, que deixava ele fazer tudo que queria, só me entregando e deixando ele guiar a situação. Almir segurou meus seios com as duas mãos e os apertou um contra o outro e enchendo a mão neles, que ficaram estufados pelo decote da minha camiseta. 

Ele beijou meus seio por cima do decote e depois já começou a lamber e puxar meu decote e sutiã, pra baixo, como se quisesse chupar o meu mamilo. 

Eu segurei a mão dele e disse:


- Não,  o Tiago pode aparecer ali e ver a gente...


Eu não me sentia confortável em fazer aquilo. 

Ele falou que a gente ia escutar a hora que ele desligasse o chuveiro e que dava tempo da gente disfarçar. 

Então eu deixei, parei de segurar a mão dele e ele me fez levantar os braços e tirando minha camiseta por cima da cabeça, jogando sobre a cama, desceu as alças do meu sutiã pelos ombros e colocou meus seios para fora.

Eu era inexperiente, fiquei muito sem graça naquela situação, mas ao mesmo tempo estava totalmente entregue e cheia de tesão. Almir olhou pros meus seios, disse “que coisa mais linda...” e depois, começou a aperta-los e chupa-los com muita vontade. 

Eu estava tão louca, que escorregava pelo armário, subindo e descendo o corpo, alisava o cabelo macio e castanho claro dele, gemia o tempo todo, bem baixinho. 

Me entreguei à situação e comecei a abrir os botões da camisa dele, abri ela pros lados e comecei a alisar e arranhar de leve o peito e a barriga dele.

Ele era tão gostoso, com aquele peito lindo, corpo magro, mas todo definidinho, alguns pelinhos no alto e no meio do peito, o mamilo lindo, clarinho, não aguentei. 

De repente, ele pegou a minha mão e puxou pro pau dele, eu não conseguia resistir a nada, e comecei a mexer naquele pau por fora da calça. 

Nessa hora ele se afastou um pouquinho, e começou a abrir o cinto da calça, afoito e apressado. 

Eu fiquei muito nervosa, voltei a segurar as mãos dele e disse desesperada que não, que o Tiago ia ver, que a gente estava ali no quarto dele, e que não dava pra fazer aquilo. 

Almir segurou o meu rosto com as mãos, disse pra eu ficar calma, que a gente estava escutando o barulho do chuveiro, e que não tinha problema, mas eu ainda estava super nervosa, e ficava falando que não, que era muito arriscado, que era melhor a gente se acalmar um pouco. 


- Meu amor! Calma. Ta tudo bem. Ninguém vai ver não, relaxa. Relaxa e faz um carinho nele pra mim.


Aquilo me deixava super insegura e nervosa, porque a verdade era que eu estava louca pra deixar ele abrir a calça ali na minha frente mesmo e colocar o pau totalmente para fora. Fiquei calada, como que consentindo e ele voltou a abrir o cinto, baixou o fecho da calça, e de dentro daquela cueca branca, puxou o pau duríssimo pro lado de fora. 

Eu estava tão excitada e eufórica, que parecia que sentia meu coração batendo na altura da garganta. 

Comecei a masturbar o Almir, absolutamente deslumbrada com o pau dele, que era lindo. 

Eu subia e descia a mão com firmeza, na hora que ele aproximou a boca do meu ouvido e falou:


- Chupa ele bem gostoso pra mim, chupa!


Foi como se aquilo fosse mesmo a única coisa que eu pudesse fazer naquela hora, foi muito mais forte que eu. 

Abaixei na frente dele, e comecei a chupar, beijar e lamber aquele pau delicioso.

Não sabia mais nem me reconhecer, pois sempre ficava com nojo e não queria fazer sexo oral com o Léo, mas naquele momento, tudo que eu mais queria era chupar aquele homem, escutando ele gemendo gostoso pra mim, e movendo o corpo para frente e para trás, como se estivesse seguindo um instinto. 

Nesse momento, em pleno calor da situação, ouvimos o chuveiro ser desligado. Eu quase tendo um enfarto, parei de chupar o Almir, levantei mais que depressa e comecei a sussurrar desesperada pra ele, enquanto ajeitava meu peito pra dentro do sutiã: 


- Ele saiu do banho! Ele saiu do banho! Veste a roupa Almir! Veste a roupa rápido!


Peguei a blusa de cima da cama, enfiei na cabeça correndo, enquanto Almir terminava de abotoar o cinto da calça. Fechamos juntos os botões da camisa dele o mais rápido que podíamos e quando o Tiago abriu a porta do banheiro, o Almir ainda colocava a camisa social pra dentro da calça, e eu me atirava sentadinha de perna cruzada em cima da cama.


- Putz! Que banho delicioso!


O Tiago falou dando de cara com a gente.

Os dois estavam tão pouco naturais que ele chegou a ficar uns segundos olhando pra gente com cara de surpresa e falou: 


- Qual é? Que caras são essas?

- Nada. Cara nenhuma... - o Almir respondeu. 


O Tiago continuou olhando pra gente meio desconfiado, e óbvio que sabendo mais ou menos o que tinha acontecido ali, ficou nos olhando e depois foi fazendo uma cara de riso aos poucos, e pra disfarçar a situação falou: 


- Caralho! Vocês com essas caras de bunda aí...


Eu ri, mas não falei nada. O Almir respondeu:


- Que mané cara de bunda o que... vai tomar nesse teu cú pra lá, porra. A gente tava é aqui esperando a dondoca sair do chuveiro pra gente também poder tomar um banho...

- Vai lá, pode ir. Esse chuveiro é bonzão. Dá vontade de não sair de lá de dentro...


Eu levantei, falei que ia pegar uma água pra mim e perguntei se algum deles queria. Disseram que não, agradeceram e eu fui na cozinha pegar pra mim. O casal ali na sala, se cobriu até a cabeça e ficou meio que “fingindo que tava dormindo” a hora que passei, mas eu também fingi que nem tava vendo nada e passei bem rápido, pra não atrapalhar, tanto na ida quanto na volta.

Quando entrei de novo no quarto, notei que os garotos estavam conversando alguma coisa e rindo, mas disfarçaram quando eu entrei. Também me fiz de boba e agi como se nem tivesse percebido. 


- Minha linda, quer ir lá tomar banho antes, ou eu posso ir? - perguntou o Almir. 

- Tudo bem..., pode ir, depois eu vou.


Quando ele fechou a porta do banheiro, eu e Tiago ficamos em silêncio e quando eu olhei pra cara dele, ele estava me olhando com ar de riso. Aí começou a balançar a cabeça lentamente em sentido positivo enquanto ria.


- Que foi Tiago?? Pára! - falei já rindo e sem graça, enquanto ele também ria e continuava fazendo aquilo. 

- Éééé... sei... pára né? Estou só te manjando Carol... - Caí mais ainda na risada. 

- Ué... não estou fazendo nada! 

- Só estou aqui é com inveja do Almir, que mal chegou na parada e já teve uma oportunidade, e eu, que estou na área faz tempo, não recebo uma moralzinha dessa...


Eu não sabia onde enfiava a minha cara! Ter ouvindo aquilo do Tiago, meu amigo, era muito estranho! Não que eu nunca tivesse reparado nele e no Pedro, óbvio que sim. O Pedro nem fazia tanto o meu tipo, mas o Tiago, embora não fosse o tipo de homem que eu achava que gostasse, sei lá, pela idade, pelo jeito safado, mulherengo, eu já tinha sim reparado nele, desde que o vi a primeira vez.

O Tiago era moreno, bronzeado, não tão alto quanto o Almir, todo estilo fortão, cabelo tipo militar, braços e pernas lindos, todo peludinho, com aquele braço e umas mãozonas cheias de veias saltadas. 

Eu nunca tinha gostado muito de garoto com pelos, pois meu namorado era completamente liso, carinha de bom moço, mas aqueles olhos castanhos, bem claros, aquele sorriso lindo que o Tiago tem, aquela cara meio de cafajeste dele, era a combinação que eu fingia que não notava, mas q dava um friozinho na barriga de ver. 

E eu também nunca que imaginava que ele olhasse pra mim com outros olhos, eu era uma menininha" perto deles, uma garotinha que queria jogar com os tios e zuar por vencer...

Naquele tempo eu era um garotinha magrinha, punk rock, que andava de skate e as vezes aprontava, pichando muro...


- Me leva pra casa..., eu não estou a-cre-di-tan-do que você esteja falando isso pra mim. Tu está de zoação com a minha cara?

- Ué Carol, porque? Claro que não, estou falando sério, porra!


Ele se sentou de frente para mim e disse:


 - Carol, posso te perguntar uma parada?

 - Pode, claro.

 - Você não é mais virgem, claro, né? Você e seu namorado já transavam, né?


Fiquei em silêncio, congelada.


- ...ele foi o único cara que você transou até hoje?

- Tiago, me leva para casa...

- Carol, meu amor... de boa, falando sério... já transou com algum outro cara?

- Me leva pra casa, por favor!


Tiago fez que arrependido de sua abordagem, então me disse:


- Me perdoa!

- Não tem nada...

- Tem sim. Eu gosto de você. Te respeito, somos amigos, mas "porra"... será que não tem aí nenhum cadim de vontade de transa comigo não? Sou louco por você Carol....


Aquele assunto já começava a me deixar nervosa e eu já sentia minha respiração ficar menos natural. 

 

O meu silêncio permaneceu, pois de fato eu não era a experiente, mas não era tão inexperiente quanto ele pensava.


- Quero ir embora! - foi o que eu consegui dizer.

- Na boa, eu ia gostar muito de dar uma namorada com você, de te dar uns beijinhos, fazer uns carinhos em você assim toda linda, toda branquinha, gostosa.... eu, sinceramente... tenho um puta tesão em você Carol.


Eu fiquei sem ação, sentia um calafrio subir pela espinha, percorrer meu corpo inteiro e se dissipar por todas as extremidades. 

Senti que meus mamilos chegaram a ficar arrepiados. 

A sensação foi tão forte e súbita que instintivamente cruzei os braços, achando que ele poderia perceber. 


- Tiago, como assim?


Sentei mais pra trás na cama dele, recostei as costas na parede e dobrei as pernas, colocando os pés em cima da cama e abraçando os joelhos.

Fiquei olhando pra cara dele, querendo segurar a vontade de rir, mas a boca ainda esboçava o sorriso contido. 

Tiago se levantou, veio lentamente pra cama, se sentou do meu lado, sobre uma das pernas dele dobrada e ficou me olhando com um leve sorriso também. 

Ficamos nos olhando nos olhos durante alguns segundos, e aí ele falou: 


- Eu te levo pra casa, mas me dá um beijo, só um beijo.


Eu ainda sorrindo, coloquei a mão no antebraço dele, fiz um carinho de leve como que “penteando” os pelinhos lisos do braço, me inclinei na direção dele, e comecei a dar um beijinho bem de leve, bem carinhoso, na bochecha dele, depois mais pra baixo, na barba cerrada dele, depois no cantinho da boca, depois nos lábios lindos dele, que também começou a retribuir bem de levinho, até que abrimos a boca e começamos a dar um beijo delicioso, de língua, perfeito.

A boca dele, a barba, não sei... tinha um cheiro gostoso de homem, um leve cheiro de cigarro eu acho. 

Aquilo me excitava ainda mais. Paramos de nos beijar, fiquei em silêncio, fiz carinho no cabelo dele, deslizei os dedos no seu rosto e nos seus ombros e fiquei olhando pra ele sorrindo. 

Ele me perguntou carinhosamente se estava tudo bem e eu respondi que sim. 

Deslizei o dedo pelo pomo de adão do pescoço dele, áspero pela barba já começando a espetar, desci a mão “arranhando” de levinho as unhas pelo peito dele, e pensei alto: 


“Esses pelos...” 


Ele olhou pro próprio peito, recebendo aquele carinho da minha mão e disse: 


- Gosta?


Fiz que sim com a cabeça. Ele terminou de pôr as duas pernas pra cima da cama e aproveitando o jeito que eu estava, passou um dos braços por baixo das minhas pernas, e o outro pela minha cintura, e me tirou de onde eu estava me colocando sentada no colo dele, de lado. Eu dei um gritinho e uma gargalhada, surpresa com ele conseguir fazer aquilo, e ele rindo comentou:


- Ôh meu Deus... que coisinha leve, dá pra gente fazer o que quiser com ela...


Eu óbvio, pra variar, gargalhei mais ainda. 

Daí ele como se lembrando repentinamente de alguma coisa, pediu pra esperar, me tirou de cima dele novamente e foi fechar a porta do quarto passando o trinco. Quando voltou, já veio se chegando pra cima do meu corpo, me fazendo ir me deitando pra trás enquanto ele vinha cada vez mais pra cima de mim, apoiando um braço de cada lado sobre as mãos, como se fosse fazer flexões por cima de mim. Terminei de deitar e ele também se deitou por cima do meu corpo, sem dizer nada, apenas me olhando, e com as mãos me indicou pra eu abrir as pernas e assim, se deitou no meio delas. 

Quando encostou o corpo no meu, senti que o pau dele estava começando a ficar volumoso e duro.

Senti minhas pernas estremecerem em volta do corpo dele nesse momento. 


-Você é muito linda, Carolina.


Levantei a cabeça do colchão e comecei a beija-lo na boca novamente.

Comecei a gemer baixinho, alisando as costas fortes e quentes dele com as duas mãos, e sentindo ele mexer o quadril no meio das minhas pernas, me sarrando de um jeito delicioso, parecendo uma reprise do que havia acontecido com Almir alguns minutos antes, eu disse:


- Tiago que a gente não pode fazer "aquilo",  o Almir podia sair do chuveiro a qualquer momento....


Na minha cabeça, o que se passava no entanto era como aquilo podia estar acontecendo? Eu havia ficado namorando um garoto durante 4 anos, e agora, mal terminava com ele, estava me saindo uma grande “vagaba” com aqueles dois homens diferentes num só dia! 

Tiago, parecendo que havia lido o que eu pensava naquele instante, disse: 


- Carolina... relaxa. Você é uma garota livre. A gente é adulto princesa. Tanto eu, quanto o Almir, quanto você. Pode relaxar. Tá tudo bem. Só deixa rolar.


Confesso que quando escutei o Tiago falando aquilo daquele jeito pra mim, tão tranquilo, tão naturalmente, me senti mesmo um pouco mais calma, mais entregue, mas ao mesmo tempo, enquanto ele voltava a me beijar deliciosamente daquele jeito, automaticamente me veio na cabeça: como assim? Como deixar rolar? Eu falei que o Almir vai sair do banheiro. Será que o Tiago está insinuando que não se importa de sermos flagrados pelo Almir?

Continuamos nos beijando, mas a minha boca estava rindo e ele sentindo, parou de me beijar, me olhou meio sem entender e rindo também me perguntou o que era. 


- Porque você tava rindo?


Eu coloquei as mãos no rosto, respondi:


- É de nervoso, você fala na maior tranquilidade “relaxa, somos todos adultos”, mas como assim? Como eu vou relaxar???


Ele riu, falou “e daí?” e perguntou se eu não tinha vontade de tentar dar prazer pra dois caras ao mesmo tempo. 

Nossa! Para tudo! Quando ele falou aquilo, eu fiquei TÃO excitada, mas TÃO excitada! “dar prazer pra dois caras ao mesmo tempo”, aquela frase era muito absurda, aquilo era muita sacanagem, mas me fazia sentir a minha vagina encharcando o dobro do que já estava.

Não sabia nem se conseguia assimilar aquela idéia direito. Por incrível que pareça, a única coisa que consegui dizer com um leve ar de riso e dúvida, foi:


- E você acha que o Almir vai querer isso?


E o Tiago respondeu:


- Porque não? Acho que ele ia querer sim. Que se eu quisesse, a gente fazia. 


Daí, eu absurdamente já fora das minhas faculdades mentais de garota sensata, dei uma meia pensada respondi:


- Está bem.! Tomara que isso de certo.


Torcendo a boca pra não recomeçar a rir, e tapando a cara novamente com as mãos como se custasse a crer que eu estivesse mesmo dizendo aquilo. 


- Você está igual um tomate de tão vermelha.


Depois foi lá na porta do banheiro, deu uma batidinha e falou em tom mais alto pro Almir lá de fora: 


- Almir! Se liga! Quando tu terminar aí, sai devagar, falou? Eu e Carol estamos “meio a vontade aqui” nos curtindo! Se ligou???


O Almir lá de dentro perguntou o que o Tiago tinha dito, ao que ele tornou a dizer, mais ou menos a mesma coisa, e o Almir tornou a não entender e perguntar. Daí o Tiago pra variar, deu uma das respostas dele: 


- Eu mandei você se foder, porra! Mandei você ir tomar no seu cú, seu merda. Foi isso que eu falei.


Eu como não podia ser diferente, caí na gargalhada de novo!

O Tiago veio rindo pra cama e falando como que para o Almir:


- Vá tomar no cú, porra! Cara surdo... 


E eu falando pra ele parar de graça, pois o Almir não tinha entendi mesmo, e que ele não ia entender nada, porem o Tiago ignorou, disse que ele ia entender depois, e voltou a vir deitar em cima de mim na cama.

Estava tão gostoso, ele com aquela atitude comigo. 

Aquele homão todo gostoso, vindo na maior naturalidade pra cima de mim e me pegando daquele jeito, como se eu não tivesse nem opção de dizer nada. 

Nossos beijos recomeçaram e mesmo eu estando meio tímida e nada a vontade com aquela questão do Almir, eu não tinha coragem de falar nada e só sentia vontade de me entregar inteira.

Ele foi descendo, beijando meu pescoço, se posicionou mais pra baixo em cima de mim, e levantou minha camiseta começando a beijar a minha barriga, depois lambendo ela de baixo até em cima. 

Subiu novamente, e pediu pra eu terminar de tirar a camiseta. 

Tirei, com ele me ajudando, e ele puxou a taça do meu sutiã pra baixo, deixando meus seios de fora. 


- Caralho! Que delícia! Que vontade que eu tô de sugar esses peitos, Carol! Você é toda gostosa!


Como era bom ouvir o Tiago falando aquilo para mim! 

Ele realmente veio com tudo, segurou meus dois seios como quem segura um binóculo, apertando, e começou a chupar de um jeito delicioso.

Eu já gemia totalmente entregue a ele, enquanto enlaçava as pernas em torno do corpo dele, e o puxava com elas o mais pra “mim” que eu podia. Ele voltou a me beijar na boca, e desceu uma das mãos pelo meu corpo, e enfiou-a no meio das minhas pernas. 

Levei um susto e deixei escapar um “ui!!” ao sentir a mão dele tão em cheio me apalpando por baixo da saia jeans. 

Fiquei um tanto sem graça, pois sabia e sentia que estava totalmente ensopada e isso me dava vergonha dele botando a mão e sentindo a minha calcinha encharcada. 

Ele forçava o dedo médio pelo tecido da calcinha pra dentro de mim, e fazia uma espécie de massagem circular com o dedo lá. Tirei a boca do beijo, e virei a cara pro lado, gemendo, e comecei a moder o travesseiro.


- Delícia!! Toda molhada!


 Desceu o corpo na cama segurou as laterais da minha calcinha e puxou pra baixo. 

Tive um reflexo de tentar impedir, mas logo depois, deixei. 

O Tiago veio deslizando com a língua pela minha perna, subiu pela parte interna da minha coxa, deitou com o rosto bem na minha abertura e começou a me chupar!


- Aí "Tigo" não faz assim...


Estava muito gostoso e eu estava totalmente em alpha! Comecei a rebolar, tapei o rosto com as mãos de constrangimento e tesão ao mesmo tempo, e deixei ele ficar ali chupando e lambendo minha abertura, enquanto ouvia aqueles barulhos de estalos dele me sorvendo e lambendo inteira. 

Juro que nem me dei conta de que o chuveiro tinha parado de cair água, e só acordei daquele “transe” com a voz do Almir saindo do banheiro: 


- O que foi que você tinha falado que eu não entendi... ...Êta, pôrra!!” 


Dei um grito, quase matei o Tiago, passando de repente a perna pela cabeça dele pra poder conseguir fecha-las e me virei pro canto da cama, cobrindo meu peito e esquecendo por um instante de cobrir a bunda.


- Ai, eu não acredito... não acredito! - eu repetia querendo sumir dali naquele momento, como em um passe de mágica.

- Caraca galera... foi mal aí!! Eu não entendi mesmo o que vocês tinham falado aquela hora!! Foi mal!! Na boa!! 


O Almir voltou para o banheiro, nitidamente constrangido. Eu não tinha coragem nem de OLHAR em outra direção além da parede.


- Carol, está tudo bem!


Sentei com as pernas de lado em cima da cama, de costas ainda pro banheiro, e comecei a vestir minha camiseta. 

O Tiago tentava me tranquilizar, dizendo pra eu parar de bobeira, que eu relaxasse e falou lá de fora pro Almir lá dentro...


- Tu é um manezão mesmo, héim cara! Porra!


O Almir tornou a pedir desculpas, lá de dentro, que ele não tinha entendido, e eu ficava mandando o Tiago parar, falando que ele não tinha culpa, que a gente é que não podia mesmo ter ficado ali fazendo aquilo igual dois cachorrinho do cio. 

Quando eu já estava vestida, o Tiago chamou o Almir, estava ainda de costas para o banheiro, sentada virada para parede, terminando de me recompor, passando a mão no cabelo e tentando catar os cacos da minha dignidade. 

O Tiago falou pro Almir que havia me explicado que ali todo mundo era adulto, que era todo mundo livre e desimpedido, e que não tinha nada de mais a gente namorar ali no mesmo ambiente, que ninguém tinha motivo nenhum pra ficar constrangido com nada. 


- Um de vocês, por favor, me leva para a minha casa...


A minha vontade era quase de chorar de vergonha e raiva daquela situação, pois eu não sabia lidar com aquilo.

O Tiago tentou me abracar, eu empurrei ele, mas ele continuou me agarrando a força: 


- Não... não faz birra, vai... vem cá Almir, vamos dar um abraço em grupo aqui porque essa menininha tá carente, tadinha... tá precisando de amor e de atenção da gente, vem!

- Me solta, me solta!


O Almir me abraçou também e os dois ficaram me agarrando e me tratando igual criancinha birrenta, mesmo eu implorando para eles pararem. 

Não sei o que me deu que eu comecei a rir, contrariada, e o clima meio que deu uma amenizada. 

Quando eles me soltaram, fui ao banheiro tomar meu banho.

Fiquei alternando entre chorar e rir, estava com vergonha e ao mesmo tempo com muito tesão.

Ao sair de lá, observei que eles haviam forrado o chão com alguns edredons e lençóis, colocado travesseiros, e estavam de papo.

O Tiago estava na cama e o Almir no chão. 

Eu ainda estava toda sem graça, sorri pra eles mas sem conseguir encarar muito nenhum dos dois, e fui pro espelho do armário pentear o cabelo ainda úmido. 

Tiago de repente começa: 


- Carol, a gente tá aqui agora na maior guerra pra saber... quem é que vai ter a honra de dividir essa caminha de casal aí no chão pra dormir abraçadinho contigo a noite toda? Você quer dormir comigo ou com o boiolão?


Na mesma hora nós três caímos na gargalhada. 

Na mesma hora respondi:


- Querem saber, vão os dois tomar no cú e dividirem a caminha do chão agarradinhos um com o outro....


Nova série de gargalhadas e acabamos ficando mais à vontade de novo, esse momento quebrou o constrangimento anterior. Passamos um tempinho ali de papo os três, o dia lá fora já tava começando a clarear. 

O Tiago foi na janela, baixou a persiana e fechou aquela cortina de blackout. Quando apagou a luz do quarto, ficou até bem escurinho ali dentro, embora ainda desse pra gente se ver facilmente naquela penumbrinha. O Almir e eu estávamos sentados na cama improvisada no chão e o Tiago na cama dele, mas aí ele veio pra baixo e falou pro Almir ir ficar lá em cima na cama. 


- Vai pra lá Almir. Vaza lá pra cama, que eu vou ficar aqui com o meu amorzinho.


Falou dando uma ênfase de sacanagem em “amorzinho”. 

Eu dei um tapa no braço dele rindo e mandei ele parar e voltar lá pra cima que eu não queria nada.

Daí ele me agarrou e se jogou deitado na cama me puxando com ele e puxou a coberta pra cima da gente. 

Estávamos rindo, eu fiquei tentando me soltar dele e sair dali, mas ele ficava me segurando e cafungando no meu pescoço, e a gente rindo e brigando. 


- Quietinha! Quietinha! Amigo! Amigo! Vai dizer que não tá gostoso aqui poxa... pára, fica quietinha.


E embora a gente fosse levando meio que num clima de brincadeira, eu realmente fiquei mais quieta e parei de tentar sair dos braços dele.

O Almir tava deitado lá na cama, só de calça de moletom também pra dormir, e tava lá quieto. 

O Tiago e eu realmente começamos a falar entre sussurros bem baixinho, embora provavelmente o Almir ouvi bastante coisa, já que ainda tava cedo, e ainda tava bastante silêncio lá fora. 

Eu estava só de camiseta e calcinha e o Tiago ainda me abraçando por trás, ficava se mexendo de levinho, se esfregando na minha bunda, com o pau já bem duro dentro da bermuda, e me dando uns beijinhos sem fazer barulho no meu pescoço por trás. 

Estávamos com a coberta por cima, e ele foi subindo a mão pelo meu corpo e começou a brincar com os meus seios que estavam soltos por baixo da camiseta. 

O meu instinto era começar a gemer bem baixinho, mas eu me controlava ao máximo e não fazia nenhum barulho. 

Ficava quase que somente o som baixinho das respirações meio alteradas de nós dois. 

Eu coloquei a mão pra trás, no meio da gente, e comecei e pegar o pau do Tiago por cima da bermuda, mas só por eu apalpar ele pelo tecido, naquele silêncio, o velcro da bermuda deu aquelas estaladinhas. Parei na mesma hora, e aí o Tiago super sem noção, me soltou um pouquinho e começou a abrir ele mesmo a bermuda o mais discretamente que ele achava ser possível. Fez aquele barulho nitidamente de um cara abrindo a bermuda de velcro, o Almir lá de cima da cama soltou:


- Puta que pariu maluco! Eu não sou obrigado a ficar ouvindo isso...


O Tiago escrachou de vez, terminou de abrir a bermuda com tudo, e jogou lá pra cima da escrivaninha junto com a cueca. 


-Vá pra porra logo então! Resolver essa parada de uma vez!


Com o Almir ainda rindo o Tiago falou:


- E não vai ficar aí em cima batendo punheta ouvindo a gente aqui em baixo não, héim Mané?

- Eu não! Se eu tenho a Carolina toda deliciosa pra fazer isso pra mim daqui a pouco... não vou desperdiçar mesmo! 


Eu não falava mais nada, aquela altura do campeonato, nem tinha mais nada pra dizer e eu só tava deixando a coisa rolar e vendo aonde aquilo ia. 

Fato era que com certeza nós três já estávamos super excitados ali com aquilo tudo. 

Eu pelo menos, estava louca, com meu coração meio acelerado e minha respiração ofegante. 

Deitei de barriga pra cima, olhei para o lado séria, na direção do Tiago e fiquei olhando pra ele. 

Já estava com a boca aberta, respirando por ela, e ele parece que leu no meu olhar o quanto eu já estava inquieta de desejo ali e falou pra eu chegar mais pro meio da “cama” e ainda com a coberta por cima de nós, na altura do peito, ele veio e se deitou em cima de mim, se ajeitou no meio das minhas pernas que eu meio que flexionei um pouco contornando o corpo dele, e eu senti o pau dele super duro, quente e lambuzado encostando na minha abertura. 


- "Tigo", tem que pegar a camisinha...


Tiago, eu sabia que estava contrariado, mas ergueu a mão até encontrar o criado, de onde tirou a camisinha e colocou em seu pau.

Nenhum de nós estava ajudando com a mão, então ele ficava meio que querendo acertar a minha abertura, eu sentia a cabeça do pau dele dura, forçando hora a minha virilha, ora o meu períneo, ora escorregando pra minha pélvis, e eu ia rebolando, tentando ajudar, já com medo dele me machucar, até que sentimos que ficou exatamente bem na entrada e entrou, não tão devagar e delicado como eu esperava. 

Enfiou mais ou menos a metade daquele pau de pedra em mim, eu cheguei a me encolher e apertar o olho soltando um gemido de dor.


- A-ah-aai!! Calma Tigo..., vai com calma por favor!


Eu quase perdi a voz de sofrimento. 

Tiago me pediu desculpa, falou que tudo bem, e começou a me beijar na boca com carinho e tesão. 

O Almir certamente escutou tudo ali, mas não deu uma palavra, mas senti quando segurou a minha mão.

O Tiago novamente veio e dessa vez foi entrando lentamente, fazia que ia tirar, voltava a entrar de vagarinho e depois de alguns movimentos, foi com o pau todo, lentamente até lá dentro de uma vez. 

Não aguentei e soltei um gemido sem me preocupar com a altura e dali a segundos, estava sentindo o Tiago entrando e saindo de dentro de mim, num ritmo lento, e delicioso.

Sentia aquele pau escorregar apertado até o fundo de mim e novamente vir saindo, só pra depois voltar a entrar e sair, e depois entrar e aí sair, naquele leve misto de dor e delícia, que eu queria que durasse pra sempre agora! 

Eu já gemia baixinho, totalmente despreocupada com a presença do Almir ali do lado.

Não sabia se o Tiago havia percebido, mas o Almir estava segurando a minha mão.


- Tá gostoso Carol? Tá gostoso sentir a minha pica nessa sua bocetinha pequena e apertada, tá gostoso? 


Tiago falava com a voz meio trêmula, apoiado nos cotovelos, e me olhando nos olhos. 

Eu olhava pra ele e era delicioso ver aquele homem másculo e gostoso, me olhando, com aquela cara de tesão absoluto, com aquela expressão de que estava se saciando como homem ali em cima de mim, dentro de mim. 

E aí eu respondia a pergunta dele entre meus gemidos: 


- Tá! Tá sim! Tá muito gostoso! Tá delicioso!


Eu nunca imaginei que a sensação de dar pra um cara diferente, pudesse ser tão deliciosa, melhor e diferente do que eu tinha com o Léo. 

Percebia que agora o Tiago já estava me comendo bem mais rápido e com muito mais força. 

Meus gemidos já saíam quase que como um “ai”, instintivamente demonstrando que aquilo doía, mas ao mesmo tempo me deixava tão incrivelmente vulnerável e cada vez mais querendo me sujeitar ao prazer dele! Eu queria aquele homem me comendo! Queria sentir ele se satisfazendo, por mais que doesse. 


Nós dois já gemíamos igual dois loucos. 

Tiago tirou o pau de dentro de mim, cheguei novamente a dar um outro gritinho, porque ele saiu tão abruptamente e até me deu uma fisgada, e me fala num tom instintivamente autoritário, mas sem ter a intenção de ser grosseiro: 


-  Vem cá, Fica de quatro! 


E mal eu me levantava, ele mesmo já foi me posicionando do jeito que ele queria. 

Foi, só então, eu vi o Almir sentado em cima da cama, com a calça abaixada, batendo uma acelerada punheta, olhando a gente. 

Senti o pau do Tiago escorregando com tudo de novo pra dentro mim! Eu definitivamente não esperava. 


- Caralho!


Nessa posição, parecia ainda mais incômoda e profunda a sensação de levar aquelas estocadas que o Tiago me dava. 

Meu corpo chegava a ir pra frente com força a cada investida dele lá atrás! E eu sentia meus seios balançando com força, de um jeito excitante e constrangedor, me fazendo sentir ainda mais fêmea, enquanto escutava um barulho meio estalado da minha bunda e coxas batendo contra o corpo do Tiago. 

Encarei novamente Almir e nós dois ficamos nos olhando nos olhos, ele sério e em silêncio, respirando pela boca, e eu gemendo e franzindo as sobrancelhas pra aguentar firme as investidas do Tiago. 

Almir então, se levantou da cama, flexionou os joelhos com as pernas abertas pelos dois lados da minha cabeça e sem dizer nada, colocou o pau na minha boca e começou a mexer como que me comendo também de certa forma. Eu mal conseguia gemer abafada e sentindo ele se enfiar na minha boca, meio que aparentemente mais preocupado com o prazer dele do que com o meu conforto. 

Nessa hora, me lembrei da frase que o Tiago havia falado anteriormente “você já pensou em satisfazer dois caras ao mesmo tempo?”, e alguns segundos depois, estava sentindo um orgasmo incrível! 

Minha vagina toda se contraindo em espasmos, o corpo todo se enchendo de arrepios, os mamilos se contraindo e um calafrio delicioso vindo pelas minhas costas, se espalhando pelos meus ombros e nuca, e terminando no meu rosto todo. 

Senti a vista escurecer e tudo aquilo parecia ficar reverberando sem acabar completamente, uma vez que os dois não paravam de me comer mesmo enquanto eu tinha aquela sensação intensa de orgasmo. 

Meus braços já estavam sem forças de me manter ali de quatro, amparando toda a força que vinha das estocadas de Tiago lá de trás. Quando tirei um dos braços do colchonete pra afastar Almir da minha boca, já quase engasgando, não consegui me manter com apenas um braço e arriei pra frente me apoiando sobre os cotovelos flexionados.

O Tiago disse: 


- Isso! Assim! Fica assim! Bem empinada...


E se debruçou sobre as minhas costas ainda me comendo com energia. Então eu falei pra ele: 


- Para! Para! Para um pouquinho Tiago! Deixa eu descansar um pouquinho! Para agora! 


Ele então diminuiu a intensidade e foi parando aos pouquinhos, até tirar o pau completamente e sentar no lençol, se recostando na escrivaninha e parecendo aproveitar pra descansar um pouco também. 

Almir se sentou na beirada da cama, ajeitou o meu cabelo me fazendo um carinho, e depois me perguntou se estava tudo bem. 


- Preciso respirar um pouco.

- Venha descansar um pouquinho aqui comigo.” - o Almir disse.


Fui, me aninhei no peito dele e ficamos um pouquinho ali quietinhos, trocando um suave carinho um no outro.

Segurei o pau dele, e fiquei tocando bem de vagarinho uma punheta pra ele. 

Descia os dedos até lá embaixo, segurava carinhosamente o saco dele com a mão inteira e depois ia subindo novamente, passando de levinho as unhas pelo corpo todo do pênis, até chegar na cabeça, aonde eu usava a parte macia dos dedos pra terminar o carinho.


- Humm... isso é muito bom. Você é realmente é muito boa nisso.


Afastei minhas pernas para ele se deitar no meio delas e logo senti que ele segurava o próprio pau colocando na entrada da minha.


- Não, não, não... coloca uma camisinha.


No minuto em que me dei conta de estar toda molhada e escorregadia, ainda suada e melada da minha excitação com o Tiago, nem tive tempo de dizer que precisava me limpar, já senti Almir escorregando deliciosamente pra dentro de mim. 

Ele já tinha colocado a camisinha.

Gemi totalmente entregue.

Ele começou a ir até o fundo e voltar lentamente, mas foi aumentando o ritmo, mudando a intensidade e dali a pouco parecia estar angustiado para se satisfazer e me comia acelerado e com muita força. 

Golpeava com tudo a pélvis no meio das minhas pernas e respirava acelerado no meu ouvido. 

Eu mal conseguia acreditar que sentisse tanto prazer com aquela transa tão bruta e forte. Gemia alto, sentindo aquela dor misturada com um prazer alucinante. 


- Carol, senti ciúme por te ver dando pro Tiago.... - Almir confessou enquanto me comia.

- Mariquinha, se dê por satisfeito de eu aceitar que ela faça sexo com você... - disse Tiago, que estava ao nosso lado, ainda recortando a escrivaninha.


Enlacei as pernas bem altas nas costas dele, estranhamente querendo facilitar ainda mais que ele pudesse me foder inteira, como se quanto mais castigada eu fosse por aquele pau, mais mulher dele eu me tornaria.

Almir já gemia alto e num tom de esforço, como que querendo loucamente conseguir atingir um objetivo difícil e do qual não desistiria de jeito nenhum. 

Abri os olhos e olhei pro rosto dele, lindo, de olhos fechados, expressão de esforço, a boca entreaberta, e me sentia a qualquer momento prestes a ter um orgasmo incrível. 

Segurei meus seios e comecei a aperta-los com força. 

Ouço os gemidos de Almir se intensificando, vejo o suor pingando da ponta do seu nariz e do queixo no meu rosto e sinto seu pau pulsando no fundo do meu corpo.

Enquanto ainda me contraía em espasmos,  sentia que Almir continuava entrando e saindo de mim, agora já em movimentos bem lentos e preguiçosos, mas como se não quisesse parar de sentir aquele prazer. 

Deixamos nossos corpos relaxar exaustos, enquanto ele ainda lá dentro, soltava totalmente o peso deitando em cima de mim e recuperava o fôlego da respiração. 

Seu pau ainda pulsava de tempos em tempos, enquanto eu sentia que nossos corpos estavam uma sopa fervente de fluidos e suor. Deixei que ele saísse de mim quando sentisse vontade. 

Na verdade eu parecia que podia ficar ali pra sempre. 

Quando ele se virou e caiu pro lado, eu pedi pro Tiago pegar a minha calcinha e a usei pra secar um pouco daquela lambança incômoda na minha vagina, virilha e coxas. 

Fui até o banheiro numa súbita vontade de fazer xixi, aproveitando para lavar a "caverninha" que estava melada de tesão.

Na época eu não sabia, mas eu tinha forte tendência a fazer squirt ao gozar.

Quando voltei ainda andando devagar, o Tiago me pegou pela mão e me pediu para deitar ali na cama do chão com ele. 

Eu disse que eu não aguentava mais nada, e que era pra ele sossegar, mas logo percebi que não ia ser tão fácil assim convencê-lo a se acalmar.

Então me coloquei de joelhos e ele ficou em pé na minha frente, e comecei a chupar aquele pau lindo dele, hiper duro e quente. 

Tiago jogava a cabeça para trás e a pélvis pra frente, se deixando totalmente disponível pra eu me deliciar completamente naquele pau.

Eu chupava devagar e masturbava ele com bastante velocidade, parando pra admirar aquela delícia e depois masturbando rápido novamente e chupando com todo carinho do mundo. 

Depois de um tempo, num determinado momento, ele mesmo começou a bater uma punheta mega acelerada.

Eu tentei segurar e recomeçar a bater a punheta pra ele, mas ele mesmo continuava se punhetando sozinho e antes que eu entendesse a razão disso, chegou bem perto e começou a dizer: 


- Abre a boca, abre a boca, abre a boca vai...


Eu senti meu coração acelerar, soube na hora que ele queria ejacular, mas não consegui dizer não e me vi numa vontade louca de sentir ele gozar na minha boca. 

Comecei a chupa-lo ansiosa e logo ele estava enchendo a minha boca com um monte de leite quente e pegajoso. 

Eu ia engolindo instintivamente e sentindo o gosto do sêmen enquanto escutava aquele homem se derreter em gemidos e quando me dei conta, estava super excitada novamente. Nunca pensei que eu pudesse beber esperma de um homem. 

Inacreditavelmente eu estava deliciada com aquela nova descoberta. 

No minuto seguinte, me veio imediatamente na cabeça que o Almir também podia fazer aquilo comigo e eu fiquei louca de desejo, querendo que ele me fizesse beber a ejaculação dele também. 

Eu só temia que sentissem ciúmes.

Tiago respirou fundo, como se tirasse um peso das costas, sorriu pra mim e se abaixou me dando um beijo apaixonado. 


- O quê que é você menina? Você é muito deliciosa Carol... - Tiago disse se deitando e me puxando pela mão pra deitar do lado dele.


Acabamos pegando no sono e quando acordei, ainda estava deitada no ombro do Tiago que parecia dormir pesado com o rosto virado para o lado. 

Não sabia quanto tempo tínhamos dormido. Olhei e vi Almir de barriga pra cima na cama de solteiro. 

Levantei, e fui também pra cima da cama, fiquei entre as pernas dele que estava deitado ainda nu com os olhos fechados, me debrucei sobre o corpo dele, ficando de quatro, apoiada nos cotovelos e comecei a chupa-lo. 

Ele acordou assustado e ficou maluco com aquilo, esfregando os olhos e admirando a cena. 

Apoiou a mão do lado da minha cabeça e foi fazendo um carinho no meu cabelo e começando a gemer e contrair o abdômen e os músculos da perna, olhando de boca aberta pra mim chupando seu pau. 

Eu olhei nos olhos dele e pedi com carinho, “goza”. 

Tive a impressão dele meio arregalar um pouco o olho surpreso e ficar sem ação por um segundo, mas logo depois pareceu que uma excitação absurda tomou conta dele. 


- Você quer que eu goze? - ele perguntou.

- Quero! Quero muito! - eu disse baixinho. 


E então ele segurou o próprio pau e começou a bater punheta bem rápido. Ficou uns 15 segundos assim e aí me avisou:


- Vou gozar, vou gozar... 


Fui com a boca, envolvi a cabeça de seu pau com meus lábios, e então tive de novo aquela sensação deliciosa de sentir os jatos de esperma quente enchendo a minha boca por dentro. 

Esperei ele acabar de ejacular tudo, e aí de boca fechada, movimentei a língua contra o céu da boca em movimentos que me permitiam saborear bem todo aquele sêmen. Mas notei que era diferente do esperma do Tiago. O do Almir parecia ser bem mais grosso, consistente, tinha um gosto diferente. Engoli aos poucos e me sentia tão excitada que minha abertura se contraía involuntariamente. 

Fui deitar no peito dele, totalmente maravilhada e com uma estranha sensação de que aquilo me fazia pertencer a ele a partir daquele momento, como se aquilo significasse que aqueles homens tinham “marcado algo em mim”, me feito ser pra sempre deles agora que haviam ejaculado e eu bebido o sêmen deles. Lembrei novamente do Léo, e dessa vez, era como se todo nosso tempo de namoro tivesse sido algo tão distante e irreal que nem fizesse parte da minha história. 

Estava totalmente apaixonada pelo Almir e pelo Tiago, ao ponto de que não conseguiria me decidir com qual namorar...

Minha cabeça não parava de trabalhar em mil pensamentos diferentes, repassava cada segundo do que havia acontecido entre nós três e uma incrível sensação de proteção e felicidade me fazia me sentir leve como uma pluma.   

Quando saímos do quarto, já eram duas horas da tarde, meu celular atochado de mensagens de texto de minha mãe preocupada comigo.

Almir, após se vestir disse:

- Eu te levo em casa, explico tudo para sua mãe...

- Explicar o que, caralho? A filha dela tava dando pra mim e para um amigo...

Almir riu e em seguida esclareceu:


- Eu digo pra ela que eu me prontifiquei a te trazer, mas que tive um contratempo com o carro, o seguro demorou a mandar alguém...

- Ela não vai acreditar...

- Claro que vai, bateram no meu carro esses dias, ele tá lenhado na lateral e tive de por o estepe no lugar de uma das rodas...

Minha mãe "engoliu" a história, mas eu sei que não acreditou.

Valmir, Tiago e eu voltaríamos a formar um trisal em outras ocasiões, mas eu ainda preferia os encontros a sós com um ou com outro.

Fui apaixonada por eles por muito tempo e com eles eu tinha o sexo intenso, com ambos, o amigo dos jogos, com o Tiago e o gentlenan, com o Almir.

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