10 de fevereiro de 2021

CONSOLO NA PANDEMIA!




Recebi uma chamada para fazer uma corrida, que aceitei de pronto, mesmo já sendo tarde da noite; era um grande hospital da região e eu não podia me furtar a mais uns trocados tão bem-vindos; no caminho principal informei o nome da passageira e o segurança me indicou em qual prédio ela estava. 

Seu nome era Carolina e era enfermeira; assim que estacionei o carro, ela entrou e me cumprimentou. Confirmei a corrida no aplicativo e rumei para o destino.

-Nossa, moço! Posso tirar a máscara? – pediu ela com tom alvoroçado – Não estou aguentando mais!

-Claro que pode! Sem problemas! – respondi com um sorriso – inclusive, se a senhora não percebeu, eu também estou sem máscara!

Ela tirou e deu uma risada me agradecendo; no trajeto ela me contou que enfrentara um plantão de doze horas e que estava exausta, precisando de um banho e de uma cama para dormir; confirmei com ela o endereço, que era de um hotel situado nas proximidades.

-Preciso ficar nesse hotel, o hospital me cedeu um quarto, por cortesia, pois tenho pais idosos e não quero que ele se contaminem com essa maldita doença... ela disse em tom de desabafo.

Comentei que devia ser um momento difícil para ela, então Carolina concordou, dizendo que sua vida virara de cabeça para baixo, após essa crise de saúde. Distanciou-se de todos para não correr o risco de contaminá-los ou de ser contaminada, mesmo estando na frente de combate. 

-Até sexo não sei mais o que é! Ai! Desculpa, moço! Escapou! - ela disse, escondendo um sorriso que pude perceber pelo retrovisor.

-Creio que isso deva ser o pior – rebati mantendo o clima descontraído – É casada?

-Sou não! Sabe como é, né? Enfermeira …, nem marido, nem noivo, nem namorado! – confessou ela em tom desanimador – E com essa crise …, quem quer foder com uma enfermeira que fica o tempo todo com doentes de covid!!??

Creio que naquele momento, Carolina percebeu que sua sinceridade exagerada acabara de criar um clima interessante; pensei em permanecer silente, deixando-a mais tranquila em sua crise de expectativas; mas, sabe como é, né? Homem não presta mesmo!

-Olha, Carolina …, não que isso seja uma insinuação …, mas, eu pegava você sem qualquer receio! – comentei, olhando pelo espelho para ver a reação dela.

Imediatamente, o clima mudou, assim como Carolina, que mudou o rumo da conversa …, desconversando com sutileza, ela circulou o assunto, deixando-me sem ação; não foi difícil perceber que minha investida a pusera na defensiva, o que era compreensível, razão pela, qual optei por manter o clima ameno entre nós.

Na entrada do hotel, ela me agradeceu pela corrida, por deixá-la permanecer sem máscara e sem mais delongas desceu do carro, caminhando para a recepção; fiquei olhando para ela, torcendo para que ela olhasse para trás, pelo menos uma vez, pois eu tinha uma convicção pessoal que se a mulher olhasse para trás, isso significaria que eu ainda tinha alguma chance …, e, de repente, ela olhou! Foi algo rápido, mas suficiente para preservar minha autoconfiança.

Acenei despedindo e ela retribuiu.

Alguns dias se passaram e eu acabei me esquecendo do meu encontro com Carolina e de nossa conversa enviesada; confesso que tive ímpeto de voltar ao hospital para procurá-la, porém, não tive coragem suficiente para fazê-lo, amargando um tesão não satisfeito em relação ao que poderia ter rolado entre nós.

Todavia, para minha surpresa, recebi uma chamada do aplicativo para uma corrida, naquele hospital, e para minha surpresa era a senhorita Carolina; para minha sorte, estava bem próximo e aceitei a corrida; aguardei, ansioso, torcendo para ser ela mesmo, não "outra enfermeira chamada Carolina… 

Eufórico, me dirigi ao hospital; assim que estacionei o carro, ela entrou e me cumprimentou; retribuí com um tom alegre e toquei em frente. 

-Se você quiser tirar a máscara, não tem problema, "Senhora!” - eu sugeri, olhando pelo retrovisor.

Ela hesitou, mas logo livrou-se do apetrecho, abrindo um lindo sorriso e começando uma conversa animada comigo; perguntei sobre seus pais, sobre seu trabalho, embora eu quisesse mais! Não ousei avançar para não criar um clima de constrangimento. Em dado momento, senti que havia algo errado e perguntei se ela estava bem.

-Na verdade, não estou não – ela respondeu em tom de desabafo – Estou muito desanimada …, vontade de sair, tomar uma cerveja …, conversar …, enfim, viver um pouco! No meu trabalho e com essa crise, você percebe que a vida é curta demais!

Inventei uma história de abastecer o carro e paramos em um posto; enquanto o frentista cuidava disso, corri até a loja de conveniência e voltei de lá com duas garrafas de cerveja; paguei pelo abastecimento, e ao entrar, ofereci-lhe a bebida. 

Carolina olhou com surpresa e riu achando graça do meu gesto. Encostei o carro, desliguei o aplicativo e me voltei para ela; bebemos e conversamos um pouco mais.

A medida em que a conversa avançava, eu me sentia ainda mais atraído por ela e por seu sorriso espontâneo. 

-Então, pelo que vejo, sua carência por uma trepada continua invicta, não é? Me desculpe, mas não pude evitar perguntar!”, disse eu a certa altura, correndo o risco de tomar uma rasteira e ver minha expectativa, mais uma vez, frustrada. 

Carolina sorveu o último gole da bebida, olhou para mim e suspirou.

-Porra! Você é mesmo um safado! – ela respondeu alguns segundos depois com tom maroto – Não faz ideia de como estou!!! Com o tesão me fazendo subir pelas paredes do quarto de hotel! Estou mantendo distancia de todos que amo, tudo por conta dessa merda dessa doença... 

-Puxa! Que coisa, hein? – respondi com tom irônico – Mas, está assim porque quer …, meu convite permanece de pé …

-Ah, tá bom! E depois? Como ficamos? – perguntou ela com desdém. -Você achando que sou uma qualquer...

-Ficamos juntos, ué! Desde que você queira! – respondi enfaticamente.

-Então tá! Jamais pensei que diria uma coisa dessas! – ela devolveu em tom exasperado – Então, é o seguinte …, você me deixa no hotel …, vou subir, tirar essa roupa e tomar um banho …, me dá seu número de celular …, assim que eu estiver pronta, te aviso …, topa?

Passei o número do meu celular, dirigi o carro até o hotel e deixei-a na recepção do hotel; pedi autorização para estacionar o carro nas vagas de visitante, dizendo que visitaria um amigo que estava ali hospedado; o responsável pelo estacionamento, me encarou com um olhar desconfiado, mas, acabou permitindo. 

Permaneci no carro esperando pela chamada de Carolina, o tempo passou, e aos poucos fui sentindo que ela poderia ter desistido ou que ela estava se vingando de mim, achando que eu era um babaca safado, afinal, não tínhamos tanta intimidade assim para eu falar as coisas que falei.

Tomei um puta susto quando recebi uma mensagem no celular.

"Pode subir. Estou pronta! Quarto número 412. Espero que tenha camisinha." 

Na recepção, me identifiquei como sendo namorado da Carolina; a recepcionista me examinou de cima a baixo e depois de cochichar alguma coisa com o colega de trabalho, autorizou minha subida. 

Tomei o elevador e senti a excitação crescer dentro do meu corpo, com a pele arrepiada e o pau endurecendo dolorosamente.

Bati à porta e esperei; foi uma espera excruciante até o momento em que Carolina abriu a porta e pediu que eu entrasse; quando me voltei vi que ela estava enrolada em uma toalha e sem nada por baixo dessa toalha! Que mulher era essa! 

Ela me abraçou e nos beijamos longamente; eu apalpei, sentindo sua pele macia ficar arrepiada com meu toque; levei-a para a cama e caí de boca nos seus peitos gostosos, sugando os mamilos durinhos e mordiscando-os com os lábios, ouvindo-a gemer de tesão; escorreguei sobre o corpo dela, até que minha boca estivesse entre suas pernas.

Chupei muito aquela bocetinha lisinha, quente e úmida, proporcionando os primeiros orgasmos naquela delícia, que se contorcia descontroladamente, gemendo, suspirando e segurando minha cabeça entre suas pernas, que ela, involuntariamente, fechou, apertando-me entre elas, como se quisesse que eu não mais saísse de lá.

Não demorou para que subisse sobre ela, coloquei uma camisinha e inseri o meu pau dentro daquela bocetinha carente de amor e desejo, com um movimento rápido e profundo.

Carolina soltou um gritinho de tesão, cravando suas unhas em minhas nádegas e impondo que eu desse início a uma deliciosa foda.

Eu metia com força, aumentando a velocidade aos poucos, meu objetivo era enlouquecer Carolina, que experimentava a sensação de orgasmos múltiplos que se sucediam, sacudindo seu corpo e entorpecendo sua mente.

-Não aguento mais gozar... - ela disse.

Mudamos de posição, ela montou em mim e começou a cavalgar em meu pau; foi incrível vê-la sobre mim, subindo e descendo, enquanto eu apertava seus peitos e massageando seus mamilos, deixando-a ainda mais louca.

Com tanto esforço, acabei vencido pela fisiologia masculina, sentindo o gozo aproximar-se, então eu a avisei, Carolina então pediu para que eu gozasse em sua boca; mudamos de posição, e ela ficou de joelhos na minha frente, incumbindo-se de me punhetar até o clímax; então gozei forte e gostoso, jorrando como um animal.

Carolina tomou um banho de porra e ainda assim, tentou reter alguma parte em sua boca que ela me exibiu com orgulho antes de engolir. 

Tomamos um banho e nos deitamos, adormecendo quase que imediatamente. Pela manhã, quando acordei, vi que estava sozinho na cama; olhei ao redor em busca de Carolina, mas, não demorei para descobrir que ela havia ido trabalhar. 

Ao lado, na mesa de cabeceira, havia um bilhete:

Obrigado por uma noite deliciosa que me saciou por completo! Não faz ideia de como isso foi bom para mim …, mas, sou enfermeira, e todos os homens são passageiros; quem sabe, um outro dia, uma outra corrida …, uma outra noite! Deixe a chave na portaria! Beijos.


Tomei uma banho, desci até a recepção e entreguei o cartão de acesso.  A moça sorriu de forma simpatica e eu agradeci. Saí de lá feliz pelo que rolou, mas triste sem saber se um dia eu encontraria a enfermeira Carolina novamente, seu eu teria outra foda maravilhosa com ela ou se agora ela seria apenas uma imagem em minha mente.

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