Série O Conselho da Águas Episódio 01, Temporada 02.
Escrito por: Carol Motta.
A vida é uma caixinha de surpresas. Muitos anos antes de eu entrar no Conselho das Águas, meu casamento estava terrível. Eu havia sido pai de uma menina, Leona, e, depois do parto de Leona, minha esposa, Alicia, passou a me tratar como uma "mulher" para mim.
Era apenas o meu primeiro ano como conselheiro; eu nem havia pensado em um dia tentar ser parte da diretoria do Conselho das Águas.
Nesse contexto, me inscrevi para uma viagem de trabalho: um Fórum Nacional das Águas, que aconteceu em Foz do Iguaçu. Cheguei ao meu hotel e logo fui para a piscina, onde me encontrei com alguns conselheiros do Conselho e de outros conselhos de estados da federação.
Para mim, era importante fazer networking e manter bons relacionamentos com os demais conselheiros. Só que aquele dia seria diferenciado para mim, pois eu encontraria Vivian.
Vivian era uma conselheira do Conselho das Águas de Congonhas, MG, uma mulher engajada nos projetos relacionados ao meio ambiente.
Ali na piscina, qualquer garota estaria aproveitando aquele espaço, alisando seu maiô. Era tão justo que eu juro ter visto partes que eu não precisava ver. Não importava o que eu estava sentindo, não importava o que eu realmente queria, importava menos ainda o fato de que "eu não podia"; pelo menos uma vez, eu tinha que possuir aquela mulher.
De alguma forma que eu não sei dizer qual, ela me conhecia. Ela se aproximou de mim com bons argumentos e um jeito apaixonante, ao ponto de, no primeiro momento, eu ter certeza de que iria rolar mais do que um bom papo.
"Olá, senhor Lionel, como o senhor está?" ela me disse com um sorriso que me desconcertou imediatamente.
A única coisa que eu podia afirmar a partir de agora é que aquela mulher era uma criminosa; com toda certeza, ela sabia o que estava fazendo. E descobri também que eu era um idiota, principalmente por cair na lábia dela. Sim, eu estava caindo na lábia dela.
"Olá... éééé..." foi o que eu consegui dizer, nem me lembrando de seu nome naquele momento.
Ela sorriu novamente, parando de uma forma que eu conseguia ver o volume de seus seios na parte de cima do biquíni com mais preponderância. Vivian tinha seios fartos para o seu tamanho, e eu não consegui deixar de observá-los. Agradeci a Deus por estar usando uma bermuda larga, pois tinha certeza de que estava de pau duro.
"Meu nome é Vivian, senhor Lionel..." Ela disse, sarcástica, e eu só conseguia sentir vontade de ir para cama com ela.
Mas falando nisso, eu sabia dos meus lemas éticos. Casado, pai de família, com dois filhos e muitas responsabilidades no Conselho das Águas, tudo isso tornava inviável qualquer tipo de interação amorosa com aquela mulher, apesar de estar planejando exatamente isso.
"Me perdoe, Vivian. Tenho andado com a cabeça tão cheia que esqueci seu nome. Como pude esquecer o seu nome!?" Digo, tentando justificar minha "amnésia temporária" diante da presença de uma beleza tão marcante.
Ela riu e depois se aproximou mais, ficando praticamente colada a mim. Consegui sentir seu hálito e seu perfume, que nossa, estava me deixando com ainda mais vontade de estar com ela.
"Posso te convidar para sair hoje à noite? Para reparar essa minha mancada..." Fiz o convite na tentativa de consertar o constrangimento de não me lembrar do nome dela e ao mesmo tempo tentar avançar após aquele jantar. Tom era meio atrapalhado e notei seus olhos brilharem com meu convite.
"Claro, Senhor Lionel, será um prazer!" Ela respondeu ao meu convite.
"Então, estamos combinados. Às 18 horas, no saguão do hotel", finalizei o convite.
Ela sorriu, me deu um beijo no canto da boca, como se tivesse errado um beijo na bochecha, me olhou sorrindo e saiu de uma forma tão sexy que me deixou atordoado.
Pontualmente às 18 horas, eu estava no saguão do hotel, e ela veio usando um vestido verde escuro bem justo que a deixava ainda mais linda.
Ah, levei-a para o restaurante La Mafia Trattoria, um restaurante italiano muito bacana que me recomendaram e que pensei ser a melhor escolha.
A noite estava perfeita, e o ambiente acolhedor do La Mafia Trattoria só aumentava a magia do momento. Vivian estava deslumbrante em seu vestido verde escuro, e cada movimento dela parecia hipnotizar meus sentidos. Escolhemos uma mesa mais reservada, iluminada apenas por velas, o que criava uma atmosfera intimista.
O garçom trouxe o menu, e nós trocamos olhares enquanto decidíamos o que pedir. Acabamos escolhendo uma garrafa de vinho tinto para acompanhar as entradas. A conversa fluiu naturalmente, cheia de risos e olhares cúmplices. Falamos sobre o Conselho das Águas, nossas expectativas para o futuro, mas logo o assunto se desviou para nossas vidas pessoais.
Em um momento de silêncio, nossos olhares se encontraram e senti o ar carregar uma tensão elétrica. Toquei levemente a mão de Vivian sobre a mesa, e ela não se afastou. O dilema ético estava ali, pairando sobre nós como uma sombra, mas a atração era inegável e parecia crescer a cada minuto.
O prato principal chegou, e dividimos uma deliciosa massa à carbonara. Cada garfada parecia ser saboreada com uma cumplicidade silenciosa, como se cada um de nós estivesse consciente do que estava acontecendo, mas preferisse não colocar em palavras.
Quando o garçom trouxe a sobremesa, um tiramisù, nossos olhares se encontraram novamente. Havia uma mistura de desejo e hesitação nos olhos de Vivian. Sabíamos que estávamos à beira de algo que poderia mudar tudo, mas naquele momento, nada mais importava além da presença um do outro.
Terminamos o jantar com mais alguns goles de vinho, e ao pagar a conta, senti um misto de nervosismo e excitação. Levantei-me, oferecendo minha mão a Vivian, que aceitou com um sorriso suave. Saímos do restaurante e voltamos ao hotel, as luzes da cidade criando um cenário perfeito para o que viria a seguir.
Cada instante parecia trazer-nos mais próximos de um ponto sem retorno, e a tensão entre nós só aumentava. Quando finalmente chegamos ao saguão do hotel, parei por um momento, olhando nos olhos de Vivian. Sem palavras, ambos sabíamos que a noite ainda não tinha terminado.
No hotel perguntei: "No meu quarto ou no teu?" Ela caminhou na direção do elevador e disse: "Vamos para o teu quarto!" E assim apertei o numero do meu andar e o elevador começou a subir.
Não sei ao certo como tudo começou, mas o sexo estava num ritmo muito forte, dava pra ouvir os nossos corpos se batendo, estávamos na posição de frango assado, eu estava socando sem parar e com força, fazendo barulho da minha pélvis batendo contra a dela.
Vivian gemia gostoso, como uma gata no cio, segurava os travesseiros com o desespero de quem ia gozar a qualquer momento ou que estava procurando por isso desesperadamente.
Diante das minhas performances com Alicia ultimamente, posso dizer que aquela transa estava completamente foram do esquadro normal, eu estava tendo um desempenho que há muito tempo não atingia.
Vivian estava extremamente excitada, ao ponto de falar palavrões enquanto transavamos, algo "novo" para mim.
Passei a mão em sua bunda e enquanto ia metendo ainda mais forte. Vivian gemeu e suspirou fundo, ela se ergueu fazendo com que as estocadas seguintes baterem mais forte.
"Ah caralho!" Ela gritou gemendo, quando uma das estocadas a fez se deslocar e o meu pau escapar de sua bucetinha.
Quando a penetrei novamente, senti o quanto estava molhada, certamente queria chegar lá em meus braços.
Após algumas metidas, gozei gostoso, enchendo a camisinha de um jeito que fazia tempo que não ejaculava daquela forma, quase que doendo de tão forte.
Vivian ainda me segurou, mantendo o meu pau dentro dela, pois ainda estava gozando gostoso, dava para sentir sua buceta ordenhar o meu pau, como que extraindo dele o seu prazer.
Nos beijamos em seguida, deitados na cama, Vivian rolou para o meu lado, ficando quase que sobre mim, como um abraço romântico após o sexo.
Parecíamos dois adolescentes após a primeira transa. Embora estivesse a milhares e milhares de léguas de me considerar um adolescente.
"Não imaginei que seria tão gostoso!" Ela confessou quase que murmurando, como se fosse um segredo, enquanto parecia brincar com os pelos do meu peito.
Acariciei os seus cabelos com o desejo de um homem apaixonado, não tinha volta para a "idiotice" que eu estava fazendo. Tudo que havia acontecido naquele dia havia me tornado um homem apaixonado.
Ficamos conversando, falávamos coisas obscenas relacionadas ao sexo e a transa que acabara de terminar. Perguntei para ela se havia ficado satisfeita ou se havia faltado alguma coisa para aquela transa ter sido perfeita, ao que ela disse que para uma primeira vez estava perfeita, na próxima seria muito melhor.
O papo seguiu até ambos mergulharmos no sono profundo, com as notas do orgasmo que havíamos acabado de ter juntos.
No dia seguinte, logo que amanheceu, ela voltou para o quarto dela, enquanto eu me vesti para ir tomar café da manhã e, em seguida, ir aos compromissos do fórum.
Encontrei Vivian no café da manhã, literalmente fingimos que estávamos acabando de nos encontrar, chegava a ser estranho, mas necessário para que ninguém soubesse o que havíamos vivido na noite anterior.
Ela me estendeu um guardanapo escrito a caneta: "Foi maravilhoso 'fazer amor' com você. Só espero duas coisas da sua pessoa. Primeiro que não me ache uma puta, e segundo, que tenhamos outros momentos assim em breve."
Aquele 'maldito papel' estava com o perfume dela, além de uma marca de beijo, com certeza feita antes dela descer para o café e com o mesmo batom que ela estava usando ali.
Antes de encerrarmos o café da manhã, olhando seus olhos e disse: "Em resposta ao seu recado, no guardanapo, digo que não vou pensar aquilo de você, jamais..., e que se depender de mim vai acontecer novamente, não somente aqui em Foz do Iguaçu, mas quando estivermos de volta Minas gerais..."
Seus olhos se iluminaram como faróis de led e um sorriso adornou seu rosto. Será que estaria ela apaixonada por mim como eu por ela? Será que realmente teríamos uma nova noite de sexo e paixão intensos como aquela noite anterior? Poderia isso nos trazer problemas no futuro?
Continua...
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Você sempre arrasando nos textos, cada conto mais instigante que o outro. Fiquei voando na imaginação, enquanto a leitura prosseguia. E cada vez mais curiosos pela história... os detalhes e o calor aumentando dos dois. O sexo que começa inesperadamente, foi uma sacada que me levou a outro nível de leitura... ela é ousada, não querer ser puta, mas vai ser dele. Ele ser casado, vai ser cafajeste. Quero ver o desenrolar doa dilemas de ambos. Até onde vai. Sei que tua imaginação é ousada demais... e certamente vai ter outras surpresas.
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