Escrito por: Carol Motta.
Acordei com a luz suave da manhã invadindo o quarto, filtrada pelas cortinas pesadas que ainda deixavam o ambiente em uma penumbra agradável. Meus olhos se abriram lentamente, e a primeira coisa que vi foi Vivian ao meu lado, adormecida, com uma expressão de serenidade que contrastava com a paixão ardente da noite anterior. Seu cabelo espalhado pelo travesseiro, os lençóis parcialmente cobrindo seu corpo nu, e a respiração tranquila; ela era a visão perfeita do desejo saciado.
Revivi em minha mente o sexo intenso da noite anterior. Cada toque, cada beijo, a maneira como nossos corpos se entrelaçaram em uma dança de reconciliação e desejo. A paixão que nos consumiu parecia ter gravado cada detalhe na minha memória.
Movi-me cuidadosamente para não acordá-la, mas ao fazer isso, senti sua pele macia contra a minha e não pude resistir a acariciar levemente seu braço. Ela abriu os olhos devagar, um sorriso suave curvando seus lábios.
“Bom dia!” murmurei, minha voz rouca do sono e das emoções da noite anterior. “Bom dia!” ela respondeu, com sua voz quase como um sussurro, que parecia aquecer o desejo entre nós.
Ficamos assim por um momento, apenas nos olhando, apreciando a intimidade do silêncio. Sabíamos que aquele era o último dia do Fórum Nacional, o último dia em que estaríamos juntos em Foz. A apreensão pairava no ar, mas também havia um entendimento tácito de que cada segundo que tínhamos juntos era precioso.
“Vivian, ...” comecei, segurando sua mão, “...não quero pensar em amanhã. Quero aproveitar cada momento que ainda temos aqui.”
Ela assentiu, seus olhos brilhando com a mesma determinação. “Vamos fazer deste dia algo inesquecível,” respondeu, apertando minha mão.
Sem palavras, nos inclinamos um para o outro, nossos lábios se encontrando em um beijo lento e profundo. O calor de seu corpo se misturava ao meu, e a familiaridade de nossos toques reacendia a chama da noite anterior.
Deslizei minhas mãos pela sua cintura, puxando-a para mais perto, enquanto sentia o desejo crescer novamente entre nós. Ela correspondeu, seus dedos traçando padrões em minha pele, explorando cada contorno como se quisesse memorizar cada detalhe antes do inevitável adeus.
Os lençóis deslizaram suavemente para o chão, deixando nossos corpos completamente expostos um ao outro. Não havia pressa, apenas a necessidade de sentir, de se conectar de todas as maneiras possíveis antes que o dia nos separasse.
Nossas respirações se misturavam, cada beijo uma promessa silenciosa, cada toque uma declaração de desejo. Vivian se movia com uma graça quase hipnótica, e eu me perdi completamente nela, nas sensações que ela provocava, na paixão que compartilhávamos.
O tempo parecia parar, e por um breve momento, nada mais existia além de nós dois, unidos não apenas pela carne, mas por algo mais profundo, algo que transcendia o físico.
Ela parecia clamar por minhas estocadas, me segurando para que nossos corpos não se desconectassem um do outro e eu estava sendo o mais intenso que eu poderia ser. Fazia tempo que não tinha uma sequencia de sexo tão carnal como com Vivian.
Quando finalmente nos separamos, ofegantes e saciados, fiquei olhando para ela, memorando cada detalhe. “Não importa o que aconteça depois,” disse baixinho, “vou me lembrar para sempre disso!”
Ela sorriu, um sorriso triste mas cheio de amor. “Sempre,” respondeu, e naquele momento, soube que, de alguma forma, encontraríamos uma maneira de manter viva a chama que acendemos juntos em Foz.
Levantamo-nos lentamente, a realidade começando a invadir nosso pequeno paraíso. Vestimo-nos em silêncio, cada movimento carregado de uma melancolia que só os amantes sabem. Mas também havia um fio de esperança, uma promessa não dita de que aquilo não seria o fim.
De mãos dadas, saímos do quarto, prontos para enfrentar o último dia do Fórum, mas com nossos corações entrelaçados por algo muito maior do que podíamos expressar.
Descemos para o café da manhã do hotel, tentando manter as aparências e esconder o desejo ardente que ainda pulsava entre nós. O salão estava movimentado, com outros participantes do Fórum conversando animadamente, mas para nós dois, o resto do mundo parecia borrado em segundo plano.
Escolhemos uma mesa perto da janela, de onde podíamos ver os jardins do hotel e a luz suave da manhã iluminando as árvores. Vivian foi a primeira a se servir, optando por um prato de frutas frescas – melão, morangos e fatias de abacaxi – junto com um iogurte natural e uma xícara de café preto. Eu segui logo atrás, pegando uma omelete de queijo e presunto, algumas fatias de pão integral e um suco de laranja.
Sentamos-nos de frente um para o outro, tentando ignorar o magnetismo que nos puxava um para o outro. Cada pequeno movimento, cada toque casual de nossas mãos ao pegar uma xícara ou ajustar um guardanapo, parecia eletrizar o ar entre nós.
“Você dormiu bem?” Perguntei, tentando soar casual, enquanto mordia minha omelete.
Vivian sorriu, um brilho travesso em seus olhos. “Melhor do que imaginava,” respondeu, sua voz carregada de subtexto. “E você?”
“Não poderia ter sido melhor,” disse, meus olhos segurando os dela por um momento mais longo do que o normal.
Enquanto comíamos, a conversa oscilava entre os detalhes do Fórum e comentários casuais sobre o tempo, mas a tensão estava sempre ali, latente, como uma corrente elétrica pronta para se manifestar a qualquer momento.
Vivian pegou uma fatia de melão, levou-a lentamente à boca, e disse: “Tenho que admitir, Lionel, que a noite passada foi… inesquecível.” Sua voz era baixa, quase um sussurro, mas carregada de significado.
Meu coração acelerou, e tive que me esforçar para manter a compostura. “Concordo plenamente,” respondi, tentando esconder o sorriso que ameaçava escapar. “Mas temos que ser cuidadosos, sabe disso.”
Ela assentiu, seus olhos ficando sérios por um momento. “Eu sei. É só que... às vezes, é difícil fingir que nada está acontecendo quando tudo dentro de mim está gritando por você.”
Minha mão encontrou a dela sobre a mesa, nossos dedos entrelaçando-se em um gesto de conforto e desejo. “Sinto o mesmo, Vivian. Cada segundo que passamos juntos é um desafio de autocontrole.”
“Então, o que faremos?” Ela perguntou, sua voz misturando ansiedade e expectativa.
“Vamos aproveitar o dia,” disse, apertando sua mão suavemente. “E, quem sabe, encontrar um momento para nós antes de tudo acabar.”
Ela sorriu, um sorriso que era ao mesmo tempo doce e cheio de promessa. “Eu adoraria isso,” respondeu, antes de soltar minha mão relutantemente quando um colega se aproximou para cumprimentar-nos.
Conversamos um pouco com os outros, mantendo a fachada de meros colegas, enquanto por dentro, a paixão nos incendiava. Terminamos nosso café da manhã, cada um fingindo a normalidade, mas com o conhecimento tácito de que o dia nos reservava mais do que apenas debates e palestras do Fórum. Saímos do salão de café com um último olhar de cumplicidade, prontos para enfrentar o dia com a promessa de um último momento juntos antes do fim da viagem.
Depois do café da manhã, nos dirigimos ao salão de conferências para as últimas atividades do Fórum Nacional. O ambiente estava carregado de uma energia nervosa e expectante, enquanto os participantes se preparavam para o encerramento. Estava prestes a começar um debate sobre um dos temas mais críticos: a produção de água no Brasil.
Um dos colegas, Dr. Agno Rosa, iniciou a discussão, abordando os desafios enfrentados pela produção de água no país. “A questão da produção de água no Brasil é complexa,” disse ele, com a voz firme. “Envolve a gestão de recursos hídricos, a preservação de nascentes e a implementação de políticas sustentáveis. Mas, o que podemos fazer, de maneira prática, para garantir a disponibilidade de água nas próximas décadas?”
Eu aproveitei a deixa e intervim. “Precisamos olhar para modelos que integrem a comunidade local nas práticas de conservação,” argumentei. “Por exemplo, em algumas regiões, projetos de reflorestamento comunitário têm mostrado resultados promissores. Isso não só ajuda a preservar as nascentes, mas também envolve a população na proteção dos recursos naturais.”
A discussão continuou fervorosa, com várias propostas e contra-argumentos. Alguns participantes defendiam o uso de tecnologias avançadas de purificação e dessalinização, enquanto outros focavam na importância de políticas públicas robustas.
Foi então que Vivian, que havia estado ouvindo atentamente, se inclinou para a frente e trouxe um ponto crucial à mesa. “Desculpem-me a intromissão,” começou ela, com uma confiança que imediatamente captou a atenção de todos. “Mas acho que estamos esquecendo de um aspecto fundamental: a educação ambiental. Se queremos soluções duradouras, precisamos educar desde cedo sobre a importância da água e do meio ambiente.”
Houve um momento de silêncio, enquanto todos processavam o que ela havia dito. Vivian continuou: “Imagine se incorporássemos a educação ambiental no currículo escolar de maneira mais profunda, não apenas como uma disciplina isolada, mas integrada em todas as áreas do conhecimento. Criaríamos uma geração de cidadãos mais conscientes e engajados na proteção dos nossos recursos hídricos.”
Os rostos ao redor da mesa mostraram uma mistura de surpresa e admiração. Dr. Agno Rosa foi o primeiro a reagir, um sorriso se formando em seus lábios. “Vivian, essa é uma perspectiva inovadora e muito necessária. A educação é, sem dúvida, a base para qualquer mudança sustentável a longo prazo.”
Eu senti meu coração inchar de orgulho e paixão por ela. Vivian não era apenas uma mulher bela e desejável, mas também uma mente brilhante, dedicada a causas que importavam profundamente. Naquele momento, meu desejo por ela se entrelaçou com uma admiração genuína, aumentando a intensidade do que eu sentia.
Os outros participantes começaram a discutir a ideia de Vivian com entusiasmo, explorando maneiras de implementar essa abordagem educativa em nível nacional. A energia na sala era palpável, e o debate se transformou em uma sessão de brainstorming cheia de possibilidades.
Quando o relógio marcou a hora, um dos organizadores do evento se aproximou do palco. “Senhoras e senhores, peço desculpas pela interrupção, mas precisamos nos dirigir ao auditório principal para o evento de encerramento do Fórum Nacional. Por favor, encaminhem-se para lá e continuaremos esta importante discussão posteriormente.”
Houve um murmúrio de concordância enquanto todos se levantavam e começavam a sair. Antes de deixar a sala, eu troquei um olhar significativo com Vivian, nossos olhos comunicando mais do que palavras poderiam expressar. Estávamos prestes a enfrentar o final do nosso tempo juntos em Foz, mas a intensidade do que construímos ali seria algo que carregaria comigo para sempre.
Caminhamos em direção ao auditório principal, prontos para o encerramento do evento, mas com nossos corações e mentes cheios das emoções e ideias que marcaram nossos dias juntos.
No auditório principal, Dr. Agno Rosa se aproximou de Vivian com um sorriso admirado. “Vivian, sua perspectiva foi realmente inovadora. Sua abordagem sobre educação ambiental é exatamente o que precisamos. Parabéns, você foi brilhante.”
Eu senti uma pontada de ciúmes enquanto observava a interação entre eles. Dr. Agno parecia mais do que apenas impressionado; havia um brilho em seus olhos que me incomodava profundamente. Quando ele finalmente se afastou, Vivian se virou para mim e sussurrou: “Ele me deu uma cantada, sabia?”
“Eu vi,” respondi, tentando manter a calma. “Mas não vamos fazer nada a respeito, certo?”
Vivian assentiu, e juntos, fomos encontrar nossos lugares para a cerimônia de encerramento. O auditório estava lotado, todos ansiosos para o desfecho do evento que havia sido tão produtivo e inspirador.
A cerimônia começou com discursos de agradecimento, destacando os principais pontos discutidos durante o Fórum Nacional das Águas. A importância da preservação dos recursos hídricos, a necessidade de políticas públicas efetivas e a integração da comunidade local nas iniciativas de conservação foram temas recorrentes.
Em um momento solene, o mestre de cerimônias anunciou: “Agora, gostaríamos de prestar uma homenagem especial a um dos nossos membros mais dedicados. Por seu compromisso incansável com a causa da preservação das águas, concedemos a medalha de Comendador das Águas a Lionel Marques de Sá.”
Senti um misto de surpresa e honra enquanto me levantava para receber a medalha. O aplauso caloroso da plateia encheu o auditório, e ao olhar para Vivian, vi um sorriso de orgulho estampado em seu rosto. Ela não podia contar a ninguém, mas era a amante do novo Comendador das Águas.
Ao pegar a medalha, fiz um breve discurso de agradecimento. “Estou profundamente honrado por receber esta medalha. Cuidar das águas é mais do que uma responsabilidade profissional para mim; é uma missão de vida. Prometo continuar trabalhando incansavelmente para proteger nossos recursos hídricos. Muito obrigado a todos.”
Retornei ao meu lugar enquanto outros colegas eram homenageados. Vivian me olhou com olhos brilhantes e sussurrou: “Parabéns, Comendador.”
A cerimônia prosseguiu, e ao final, os participantes começaram a se dispersar, trocando os últimos cumprimentos e contatos. Vivian e eu saímos juntos do auditório, tentando manter as aparências, mas a conexão entre nós era palpável.
“Vamos ao hotel?” perguntei, mais uma vez tentando disfarçar a tensão entre nós.
“Claro,” respondeu ela, e juntos, nos dirigimos para o hotel, misturados entre os demais colegas do conselho.
Enquanto caminhávamos, eu não podia deixar de pensar em como aquele título de Comendador das Águas significava para mim. Mais do que uma honra, era uma reafirmação do meu compromisso com uma causa que agora compartilhava com Vivian, uma mulher que não só me desafiava, mas também inspirava a ser melhor, tanto profissionalmente quanto pessoalmente.
Chegamos ao hotel e, com um aceno discreto, nos separamos. Vivian foi para seu quarto e eu para o meu. Ao entrar, comecei a organizar minhas coisas, guardando roupas e documentos na mala. Mesmo ocupado, meus pensamentos estavam apenas em Vivian. Precisava de mais um momento com ela antes de partir para o aeroporto.
Com tudo pronto, sentei-me em uma poltrona e, fechando os olhos, revivi os momentos intensos que tivemos juntos. Em minha mente, nossa última noite juntos se desenrolava como um filme, cada toque, cada sussurro, cada beijo ainda vívido. Podia vê-la, deitada na cama à minha frente, sua pele contra a minha, a paixão que compartilhávamos aquecendo o quarto.
De repente, uma batida na porta interrompeu meus pensamentos. Levantei-me rapidamente, abrindo a porta para encontrar Vivian do outro lado.
“Não vai dar tempo de a gente transar,” ela disse com um sorriso triste. “Mas quero ao menos um beijo!”
Sem hesitar, puxei-a para dentro do quarto, fechando a porta atrás dela. Envolvi-a em meus braços, nossas bocas se encontrando em um beijo profundo e apaixonado. Toda a intensidade dos últimos dias estava presente naquele momento, uma mistura de desejo e tristeza por termos que nos separar.
Nossas línguas se entrelaçaram, explorando, saboreando. Senti suas mãos no meu rosto, acariciando-me com uma ternura que me deixava ainda mais arrebatado por ela. Cada segundo do beijo parecia eterno, como se estivéssemos tentando guardar um pouco mais de nós mesmos antes da despedida.
Quando finalmente nos afastamos, ambos estávamos ofegantes. Vivian olhou nos meus olhos, seus próprios olhos brilhando com emoção contida.
“Vou sentir sua falta,” ela sussurrou, suas mãos ainda em meu rosto.
“Eu também, Vivian. Mais do que você imagina.”
Ela me deu um último abraço apertado antes de se afastar. “Até a próxima, Lionel.”
“Até a próxima,” respondi, tentando sorrir, mas sentindo o peso da despedida.
Vivian abriu a porta e, com um último olhar, saiu do quarto. Fiquei ali, na porta, observando-a voltar para seu quarto, cada passo dela um lembrete da intensidade do que compartilhamos.
Fechei a porta e me virei para encarar o quarto vazio, o silêncio pesado ao meu redor. Sabia que, apesar da distância e das circunstâncias, a conexão que tínhamos era algo que carregaria comigo. Vivian não era apenas uma amante; era uma parte de mim que sempre guardaria com carinho e saudade.
Terminei de arrumar minhas coisas e me preparei para deixar o hotel. Ao sair do quarto, não pude deixar de olhar uma última vez para o corredor, desejando que as circunstâncias fossem diferentes, mas sabendo que o que tínhamos vivido já era precioso por si só.
Fiz o check-out do hotel com um misto de tristeza e ansiedade. A cordialidade do atendente e o ambiente acolhedor do saguão não conseguiam dissipar a melancolia que pairava sobre mim. Peguei minhas malas e chamei um Uber. Enquanto esperava o carro, meus pensamentos estavam inteiramente voltados para Vivian.
O carro chegou e comecei meu trajeto para o aeroporto. Durante o percurso, peguei meu celular e mandei uma mensagem para ela.
"Como você está?" perguntei.
Quase imediatamente, ela respondeu: "Já estou sentindo sua falta. Você já está a caminho?"
"Sim, no Uber agora. E você?"
"Também estou indo. Nossos voos vão fazer conexão. o meu em Campinas, mas chegaremos em BH quase ao mesmo tempo. Acho que são só 10 minutos de diferença," ela escreveu, acrescentando um emoji de coração.
"O que acha de nos encontrarmos no aeroporto de BH?" perguntei, tentando disfarçar a ansiedade que estava crescendo dentro de mim.
"Claro! Não vejo a hora," ela respondeu, seguido de um emoji de beijo. "Estou com saudade já e a viagem de volta pra casa nem começou."
"Nossa última noite foi incrível. Mal posso esperar para te ver de novo," eu digitei, sentindo um calor familiar ao pensar em nossos momentos juntos.
"Também estou ansiosa. Será que podemos dar um jeito de ficar mais um pouco juntos quando chegarmos?" ela sugeriu, sua mensagem cheia de esperança.
"Com certeza. Faremos isso acontecer," eu respondi, tentando transmitir a mesma confiança que sentia por dentro. Cada troca de mensagem parecia apimentar ainda mais nosso desejo, mas também aumentar a dor da saudade.
Chegando ao aeroporto, passei rapidamente pela segurança e fui para a sala de embarque. Aquele lugar sempre tinha uma aura de transição, um espaço entre o passado e o futuro. Vi que Vivian estava do outro lado da sala, em uma área reservada para a companhia aérea pela qual ela iria viajar. Nossos olhares se cruzaram e trocamos um sorriso melancólico.
Ambos sabíamos que o embarque seria praticamente simultâneo. Fomos trocando mensagens enquanto aguardávamos, cada palavra carregada de saudade e ansiedade.
"O coração está apertado aqui," ela escreveu. "Não quero me despedir."
"Nem eu. Mas pensa que logo estaremos juntos de novo," respondi, tentando confortar a ambos.
O chamado para o embarque veio e nos despedimos virtualmente. Subi no avião e me acomodei no assento, tentando encontrar uma posição confortável. O avião decolou e senti um misto de excitação e nervosismo. O pensamento de reencontrar Vivian em Belo Horizonte me deixava inquieto, e a viagem parecia interminável.
Durante o voo, tentei me distrair com um livro, mas minhas mãos estavam trêmulas e minha mente voltava sempre para ela. Cada minuto que passava me aproximava do momento de revê-la. A saudade ardia no peito, uma mistura de dor e doce expectativa.
Finalmente, aterrissamos em São Paulo para a conexão. Fiz a troca de avião o mais rápido possível, minha ansiedade só aumentando. O segundo voo foi ainda mais curto, mas não menos intenso. Quando pousamos em Belo Horizonte, meu coração estava a mil.
Desci do avião e caminhei rapidamente para a área de desembarque, esperando vê-la. Cada passo me levava mais perto do reencontro, e a espera parecia insuportável. Sabia que ela estava sentindo o mesmo, e essa conexão invisível nos mantinha unidos, mesmo separados por alguns corredores e portas.
Em breve, estaríamos juntos novamente, e isso era o que me mantinha em movimento, enfrentando a saudade com a certeza de que nossa paixão, mesmo cheia de dilemas, era forte o suficiente para resistir a qualquer distância.
Continua....

Um sucesso os dois no fórum. E tbm os aplausos para eles. Nesse pouco sexo intenso, correria do fim do fórum e das discussões sobre o tema. Mas acredito que deixou gatilhos para o próximos capítulos... voltando pra casa, como vão reagir, como vai ser os próximos encontros. Ela vai ser a puta dele de fato, ela vai dar pra outro? Fico na espera dos próximos capítulos.
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